Mato Grosso

Atividade de vigilância sanitária animal em estabelecimentos rurais leva 1º lugar em Prêmio de Eficiência e Inovação

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O trabalho de vigilância sanitária animal com uso de estatísticas e critérios científicos realizado por quatro médicas veterinárias do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) ficou com o 1º lugar no ‘2º Prêmio de Eficiência e Inovação’, do Governo do Estado, que celebra iniciativas inovadoras e eficientes implementadas no âmbito estadual.

O anúncio dos projetos vencedores das quatro categorias (Transformação Digital, Redução de Custos ou Melhoria da Receita, Satisfação do Cidadão e Melhoria da Gestão Pública) ocorreu no Palácio Paiaguás, nesta segunda-feira (7.7), com a presença do governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta.

Vencedor na categoria D – ‘Melhoria da Gestão Pública’, o projeto foi o desenvolvido pelas servidoras do Indea Ana Carolina Schmidt, Caroline Lemes Pereira Rego Bourscheid, Daniella do Nascimento Schettino e Selma Maria Nassarden. Elas apresentaram os avanços que Mato Grosso obteve ao iniciar em 2023 atividades de vigilância otimizadas, que consistem no mapeamento de estabelecimentos rurais reunindo informações dos bancos de dados do Indea e aplicação do modelo epidemiológico baseado em critérios científicos e análise de risco, para definição de quais são as propriedades alvo de visitas para ações preventivas e educação sanitária realizada pelos médicos veterinários e agentes do Indea de forma mais assertiva e estratégica.

“Mais de 50% do PIB de Mato Grosso vem do agronegócio, através do que produzimos no campo. Então, manter a carne do gado, ave ou suíno, saudável e certificada para ser consumida e exportada, conforme as regras rígidas do mercado internacional, faz parte da atuação do Indea. Nós precisamos sensibilizar os produtores rurais para estarem vigilantes em relação as doenças dos animais e nos avisarem rapidamente para que possamos e atuar para que doenças não se espalhem e possam ser controladas, minimizando prejuízos econômicos para o nosso Estado”, disse a servidora Ana Carolina Schmidt.

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Conforme ela, esse novo método adotado trouxe muitos avanços porque traz benefícios como economia de tempo e efetividade de atuação do veterinário no campo, redução de gastos com deslocamento, fim da repetição de visitas dos veterinários na mesma propriedade e maior sensibilização dos produtores rurais para a agilidade no tempo de resposta na contenção de possíveis doenças detectadas nos animais.

“Além de aumentar a nossa capacidade de detecção das doenças, otimizando nossa capacidade de certificar a produção do agro mato-grossense”, explica Ana Carolina.

Ela elenca que a aplicabilidade da estratégia de vigilância sanitária animal ocorre quando os médicos veterinários e agentes do Indea visitam as propriedades rurais para acompanhar a sanidades dos animais e realizar ações de educação sanitária.

“Sempre que nossos servidores visitam uma propriedade, eles vão sabendo quais os riscos que aquela propriedade apresenta e oque deve ser observado com maior critério. Eles observam os animais da propriedade em relação as doenças que afetam a certificação de Mato Grosso para exportação, como febre aftosa, influenza aviária, doença de Newcastle, doença da vaca louca, e as pestes suínas e orientam os produtores rurais e manejadores sobre como prevenir a introdução dessas doenças, reconhecer os sintomas e principalmente, comunicar imediatamente as suspeitas ao Indea. Dessa forma, passamos a ter maior eficiência na execução do trabalho preventivo ou se for o caso, de eliminação da doença”, acrescenta Ana Carolina Schmidt.

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A estratégia de vigilância baseada em risco é inédita no País e seguem as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse protagonismo, segundo a presidente do Indea, Emanuele de Almeida, beneficia mais de 200 médicos veterinários do Indea, 337 agentes fiscais e 10 mil produtores rurais atendidos anualmente pelas visitas de vigilância.

“Tanto o Estado quanto o setor produtivo foram beneficiados com esse novo método. Essa ação está sendo responsável por fortalecer o nosso agronegócio ao aumentar de forma mais efetiva a segurança sanitária que mantém as certificações internacionais, que permitem a exportação da nossa produção”, comemora a presidente.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, parabenizou a equipe da Coordenadoria de Defesa Sanitária Animal do Indea e destacou que a premiação é a coroação de um esforço coletivo que envolve dedicação, conhecimento e compromisso com a sanidade animal e a excelência da gestão pública. Ele lembrou ainda que nos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 100 milhões no fortalecimento do Indea, com concurso público, capacitação de servidores, reforma das estruturas regionais e aquisição de veículos.

“Hoje, Mato Grosso é oficialmente livre da febre aftosa sem vacinação. Isso só foi possível porque temos um Indea forte, moderno e comprometido com os interesses do nosso estado. Parabenizo cada servidor e a direção do Indea por essa premiação tão merecida”.

Premiação

Pela primeira colocação no ‘2º Prêmio de Eficiência e Inovação’ as servidoras do Indea receberão R$200 mil, além de passagem aérea com direito a acompanhante, no valor de até R$8.500, com destinos nacionais ou internacionais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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