Tribunal de Justiça de MT

Atualização técnica reúne servidores para aprimorar rotinas das secretarias judiciais no TJMT

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A busca por maior organização, clareza nos procedimentos e eficiência no andamento processual motivou o início da formação da Turma 2 da Etapa II da Capacitação e Atualização em Atos da Secretaria das Varas Cíveis e Criminais, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As atividades começaram nesta quarta-feira (04) e seguem até o dia 25 de março, reunindo servidores das Varas de Fazenda Pública, dos Juizados Especiais e equipes da Central de Processamento Eletrônico (CPE).
A proposta da capacitação é aprimorar a organização interna, oferecendo ferramentas para tornar os fluxos de trabalho mais claros, seguros e previsíveis.
Instrutor da capacitação e gestor da Secretaria Unificada dos Juizados Especiais, Jheonatãn Suel Dias explicou que o curso busca nivelar o conhecimento das equipes e orientar a aplicação prática dos atos de secretaria.
“Nosso objetivo é estabelecer padrões para a prática dos atos e nivelar o conhecimento entre as secretarias. Muitas vezes surge uma nova portaria e ficam dúvidas sobre como interpretar ou aplicar. O curso ajuda justamente a construir um passo a passo que facilite o trabalho das equipes”, disse Dias.
Segundo ele, a uniformização das práticas também melhora a compreensão do andamento processual por parte do público externo, pois “o andamento fica mais claro e o serviço tende a se tornar mais eficiente, reduzindo o tempo de tramitação”.
Aprendizado coletivo
Para a gestora da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, Nandara de Souza Morato Macedo, que iniciou sua trajetória no Judiciário mato-grossense como estagiária, o curso representa uma oportunidade de aprendizado e integração entre as equipes.
“Espero aprender com quem ministra o curso, e também com os colegas. A ideia é trocar experiências do dia a dia do gabinete para que as unidades consigam trabalhar de forma mais harmoniosa e prestando um bom serviço. A capacitação é um investimento tanto para o servidor, quanto para a unidade, ajudando a padronizar procedimentos e fazer o trabalho fluir melhor”, afirmou.
Melhor fluxo de trabalho
Com nove anos de atuação no Poder Judiciário de Mato Grosso, o gestor da secretaria da Vara Especializada de Execução Fiscal da Comarca de Cuiabá, Mairlon de Queiroz Rosa, destaca que o alinhamento entre as unidades é fundamental para aprimorar os resultados institucionais.
“Mesmo trabalhando no mesmo Poder Judiciário, cada unidade acaba adotando iniciativas diferentes. Essa troca de experiências ajuda muito no alinhamento e na melhoria do fluxo de trabalho. Quando conseguimos padronizar procedimentos, o serviço prestado pelo Judiciário se torna mais efetivo e quem mais ganha com isso é o cidadão”, destacou.
Conteúdo abordado
Durante os encontros, os participantes discutem práticas relacionadas à padronização dos atos de secretaria, revisão de rotinas administrativas, conferência adequada dos autos e aprimoramento dos procedimentos processuais. O objetivo é que as unidades atuem com maior alinhamento às orientações da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), garantindo mais precisão na condução dos processos.
A iniciativa integra as ações formativas previstas pela Resolução nº 192/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais a investirem no desenvolvimento contínuo das equipes.
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Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissão de Soluções Fundiárias delibera sobre processos e visitas técnicas em conflitos fundiários

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A Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Poder Judiciário de Mato Grosso realizou nesta segunda-feira (18), a segunda reunião ordinária de 2026 para análise de processos relacionados a conflitos fundiários urbanos e rurais em diferentes regiões do Estado. O encontro ocorreu de forma híbrida, com participação por videoconferência de representantes de instituições parceiras e presencial na sala de reuniões da Corregedoria-Geral da Justiça, em Cuiabá.

De acordo com a juíza auxiliar da Corregedoria e membro da Comissão, Myrian Pavan Schenkel, no encontro os integrantes deliberaram sobre relatórios produzidos a partir de visitas técnicas realizadas pela Comissão em áreas de conflito fundiário, além de definir novos processos que passarão a ser acompanhados ao longo de 2026.

“Neste encontro analisamos dois processos um de Sorriso e o outro de Poxoréu. Uma análise qualificada dos conflitos, observando as especificidades sociais de cada caso. Além disso, a Comissão sempre tem uma atuação com foco na contribuição de soluções pacíficas e humanizadas, levando em conta a realidade das famílias envolvidas e a necessidade de articulação entre os órgãos públicos e instituições parceiras”, afirmou a magistrada.

Entre os casos analisados esteve o conflito fundiário envolvendo o Assentamento Pé no Chão, localizado na zona rural de Sorriso. O relatório apresentado apontou que a área possui ocupação consolidada, com utilização para moradia, agricultura familiar e criação de animais, além da presença de famílias em situação de vulnerabilidade social. A Comissão deliberou pelo encaminhamento do caso para o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), manutenção do acompanhamento institucional e atualização do cadastro social das famílias.

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Outro processo debatido foi o da Comunidade Nova Primavera, localizado no município de Poxoréu. Conforme o relatório técnico apresentado, a ocupação possui características de consolidação urbana informal, com presença de infraestrutura básica e organização comunitária entre os moradores. A Comissão também deliberou pela continuidade do acompanhamento do caso, a busca de soluções consensuais com encaminhamento ao Cejusc e atualização do cadastro social das famílias.

Também foram definidas novas visitas técnicas em processos acompanhados pela Comissão, além da inclusão de outros casos para análise e acompanhamento futuro.

Histórico – A Comissão Regional de Soluções Fundiárias foi instituída em novembro de 2022, com base na decisão proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Em julho de 2023, o Provimento TJMT/CM n. 23 regulamentou a criação e a atuação da Comissão no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso, em cumprimento à Resolução CNJ n. 510/2023.

Desde sua criação, a Comissão realiza visitas técnicas em áreas de litígio e produz relatórios de apoio operacional aos magistrados responsáveis pelos processos nas comarcas, buscando soluções consensuais e a minimização dos impactos sociais em casos de reintegração de posse e despejo coletivos.

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Compõem a Comissão como membros titulares os magistrados: Myrian Pavan, Alex Nunes de Figueiredo, Eduardo Calmon de Almeida Cézar e Jorge Lafelice dos Santos. A Comissão ainda é presidida pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e conta com a participação da juíza da 2ª Vara de Direito Agrário de Cuiabá, Adriana Sant’Anna Coningham, de órgãos públicos e entidades da sociedade civil como agentes convidados.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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