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Autismo: diagnóstico precoce e inclusão são foco de debate

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Especialistas e membros do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se reuniram, nesta terça-feira (30), em mais uma entrevista do projeto Diálogos com a Sociedade para discutir os desafios da inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O debate abordou desde os deveres legais das instituições de ensino até o papel da família e da saúde pública no diagnóstico e tratamento precoce.A entrevista, realizada no estúdio de vidro instalado no Rondon Plaza Shopping em Rondonópolis (a 212 km da capital), reuniu a promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, o médico psiquiatra Tauê Brandão e a jornalista Camila Anjos, mãe atípica e coidealizadora do seminário Autismo Além dos Rótulos.A promotora destacou que, apesar dos avanços legais, como a Lei Berenice Piana, ainda há um longo caminho para que os direitos das pessoas com TEA sejam plenamente respeitados nas escolas. “Infelizmente, estamos longe de ver a letra fria da lei se concretizar no dia a dia desses alunos. Toda escola, pública ou privada, deveria ter um professor especialista em educação especial, capaz de realizar avaliações pedagógicas criteriosas e elaborar planos individualizados de atendimento”, afirmou.Ela também explicou que o Ministério Público atua diretamente na fiscalização e na garantia desses direitos. “Temos feito um trabalho constante para que essas medidas sejam implementadas. A recusa de matrícula, por exemplo, configura crime e pode gerar indenização, além de outras sanções administrativas”, completou.O psiquiatra Tauê Brandão ressaltou a importância do diagnóstico precoce para o desenvolvimento da criança. “Quanto mais cedo identificamos o quadro, mais eficaz é o plano de intervenção. O autismo é um espectro, e cada criança apresenta demandas específicas. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado e multidisciplinar”, explicou.Tauê também alertou para os sinais que podem indicar TEA, como dificuldade de interação social, comportamentos estereotipados e seletividade alimentar. “Esses sinais são perceptíveis na primeira infância. O olhar atento dos pais e dos profissionais da saúde é fundamental para uma triagem eficaz”, disse.Vivência Familiar – Camila Anjos compartilhou sua experiência como mãe atípica e destacou os desafios enfrentados pelas famílias. “A primeira grande barreira não é a busca por informação, mas sim a obtenção do diagnóstico. Muitas vezes, os sinais estão presentes, mas são ignorados ou atribuídos ao ‘tempo da criança’”, relatou.Ela também defendeu a capacitação das famílias como parte essencial do tratamento. “Nós, pais, precisamos sair da zona de conforto e buscar conhecimento. Não podemos terceirizar a responsabilidade. O seminário que organizamos tem esse objetivo: capacitar pais e profissionais com informação de qualidade”, afirmou.Atuação do MPMT – a promotora de Justiça Patrícia também abordou a atuação do MPMT frente às negativas de cobertura por parte do SUS ou de planos de saúde. “Estamos trabalhando para que as intervenções com eficácia científica comprovada, como ABA, TEACCH e integração sensorial, sejam oferecidas de forma adequada. A descentralização do cuidado e a capacitação dos profissionais são fundamentais para garantir o acesso”, destacou.Ao final do programa, a promotora reafirmou o compromisso do MPMT com a população. “Estamos à disposição para garantir dignidade e autonomia às pessoas com TEA. Nosso objetivo é atuar de mãos dadas com a gestão pública para que esses pacientes sejam atendidos com qualidade”, concluiu. Assista aqui à entrevista completa.
 O projeto Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Amaggi, Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Águas Cuiabá, Bom Futuro, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, Rondon Plaza Shopping e Unimed Mato Grosso. Fotos: Joicy Souza

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Encontro técnico sobre execução penal será dias 28 e 29 em Cuiabá

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promoverá, nos dias 28 e 29 de maio de 2026, o Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A iniciativa é do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal e do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.O evento é fechado e tem como objetivo promover o aprimoramento técnico e incentivar o debate qualificado sobre os desafios do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil. A iniciativa busca ainda discutir estratégias de inteligência aplicadas ao contexto penitenciário, bem como práticas voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. O público-alvo é composto por membros do Ministério Público, magistrados e profissionais das forças de segurança, previamente convidados, sendo necessária a confirmação de inscrição para participação. O encontro terá carga horária de 12 horas-aula, com certificação mediante registro de presença.Segundo a coordenadora do CAO da Execução Penal, procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, a abordagem do tema é essencial diante da complexidade do cenário atual. “A execução penal precisa ser gerida de forma estratégica, entendendo que o controle efetivo do sistema prisional é indissociável da segurança pública externa. Discutir a ressocialização sob uma ótica técnica – por meio do trabalho, da disciplina e da ciência do comportamento – é, acima de tudo, uma ferramenta para reduzir as taxas de reincidência criminal e desarticular a influência das facções. Nosso foco é garantir que o cumprimento da pena resulte em um indivíduo que não retorne ao crime, tornando o sistema mais eficiente e a sociedade mais segura”, destacou.Na mesma linha, o coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, ressalta a importância da atuação estratégica baseada em dados. “Para que essas políticas tenham efetividade, é indispensável o uso da inteligência institucional, que permite monitorar as dinâmicas criminais no ambiente prisional, identificar a atuação de organizações criminosas e subsidiar decisões mais assertivas. A atuação integrada e orientada por informações qualificadas fortalece as respostas do Estado e contribui diretamente para a segurança pública”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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