Agro News

Avicultura mantém margens equilibradas apesar de preços fracos do frango

Publicado

O mercado de frango abatido registrou preços enfraquecidos em agosto, mas os custos de produção mantiveram o spread equilibrado, segundo o relatório Agro Mensal, da consultoria Agro do Itaú BBA. A avicultura segue competitiva, com margens históricas sustentáveis, mesmo diante de restrições nas exportações para destinos-chave como China e União Europeia.

Preços da carne de frango seguem pressionados

Em agosto, a ave inteira congelada em São Paulo fechou o mês a R$ 7,28/kg, queda de 0,4% em relação a julho, mas 1,5% acima do registrado em agosto de 2024. Os preços ainda não se recuperaram totalmente do impacto da gripe aviária registrada no Rio Grande do Sul em maio, e a ausência do fluxo comercial para China e UE continua limitando a recuperação.

Apesar das restrições, o ritmo de produção não foi reduzido. Em 4 de setembro, o ministro Carlos Fávaro anunciou que a União Europeia reconheceu o status do Brasil como livre de gripe aviária, abrindo caminho para a retomada das exportações ao bloco.

Leia mais:  MMA divulga resultado de filmes e espaços exibidores da 15ª edição do Circuito Tela Verde
Produção permanece estável e cresce o peso médio das carcaças

Dados preliminares da Pesquisa Trimestral de Abates do IBGE mostram que o total de frangos abatidos no segundo trimestre de 2025 manteve-se estável em relação ao primeiro trimestre e cresceu 1,1% sobre o mesmo período de 2024.

A produção de carne de frango aumentou 2,4% sobre o 1º trimestre e 2,7% frente ao 2º trimestre de 2024, impulsionada pelo peso médio maior das carcaças. O alojamento de pintos de corte também indica um ritmo superior ao do ano passado.

Exportações em agosto: estabilidade, mas desafios persistem

Em agosto, o Brasil embarcou 344,7 mil toneladas de frango in natura, praticamente estável frente a julho, mas 3,2% abaixo de agosto de 2024. No acumulado do ano, o recuo do total in natura chega a 10,5%. Considerando também produtos processados, a ABPA aponta queda de apenas 1,1% até agosto.

Além da China, outros países com bloqueios ainda vigentes ao frango brasileiro incluem Canadá, Malásia, Paquistão e Timor Leste, especialmente para o Rio Grande do Sul.

Leia mais:  Avicultura gaúcha projeta crescimento de 2% nas vendas de aves natalinas e deve movimentar R$ 1,4 bilhão em 2025
Perspectivas favoráveis para a avicultura

O cenário do setor permanece positivo, apoiado por custos baixos da ração, retomada gradual das exportações e preços competitivos frente a outras proteínas animais, como carne bovina e suína.

Apesar da revisão para baixo da projeção de exportações em 2025 – estimada em 5,2 milhões de toneladas, 2% menor que 2024 – a expectativa para 2026 é de crescimento de 5,8%, alcançando 5,5 milhões de toneladas. A produção total deve avançar 3% até o fim de 2025, chegando a 15,4 milhões de toneladas, e mais 2% em 2026.

Setor supera desafio da gripe aviária

Embora alguns mercados ainda permaneçam fechados e os preços não tenham se recuperado integralmente, o impacto da gripe aviária foi limitado. O episódio restrito a um caso isolado contribuiu para que o setor mantivesse margens favoráveis e competitividade elevada, especialmente em comparação com carne bovina dianteira e suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

Publicado

A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

Leia mais:  MMA divulga resultado de filmes e espaços exibidores da 15ª edição do Circuito Tela Verde

Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

Leia mais:  IBGE divulga PIB consolidado de 2023 e números revelam força do agronegócio
Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

Artigo Completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana