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Bahia adere a projetos nacionais de segurança pública e recebe investimento de R$ 6,8 milhões

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Salvador, 15/10/2025 – O estado da Bahia formalizou, nesta quarta-feira (15), a adesão aos projetos nacionais de Câmeras Corporais e Uso da Força, coordenados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O investimento total é de R$ 6,8 milhões, destinado à modernização da atuação policial e à valorização dos profissionais de segurança pública.

O acordo contempla a entrega de 1.073 armas de incapacitação neuromuscular, no valor de R$ 4,5 milhões, e 23.629 espargidores de spray de pimenta, avaliados em R$ 2,3 milhões, além da implantação de câmeras corporais utilizadas por policiais em serviço. Também estão previstas ações de qualificação técnica no uso diferenciado da força, com foco na preservação da vida, na segurança dos agentes e na ampliação da confiança da população nas instituições públicas.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destaca que o Projeto de Uso da Força representa um avanço significativo para as polícias da Bahia, ao modernizar a atuação das forças de segurança pública e valorizar os profissionais. “Ao oferecer instrumentos adequados, garantimos que o policial possa agir com força proporcional à gravidade do fato que está enfrentando”, afirma.

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Sobre o Projeto de Câmeras Corporais, Sarrubbo ressalta que a iniciativa contribui para a padronização das ações policiais e para a proteção tanto do agente quanto da população.

“É um projeto de segurança pública voltado para a vida, baseado em evidências e projetado para melhorar a vida da população baiana. Com esses dois projetos, teremos mais eficiência e mais segurança. São iniciativas que valorizam o profissional de segurança pública, protegem os bons policiais e a sociedade”, completa.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, destaca que a adesão da Bahia reforça o compromisso do estado com a modernização e o cuidado com seus profissionais. “Essas iniciativas fortalecem um novo padrão de atuação policial, que alia técnica, proteção da vida e valorização das normas técnicas. Investir em formação e em equipamentos modernos é investir na segurança de quem protege a sociedade”, diz.

Termo de Adesão de Uso da Força

A Bahia é o 21º estado a aderir ao Projeto de Uso da Força, juntando-se ao Acre (AC), Alagoas (AL), Amazonas (AM), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia (RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE) e Tocantins (TO).

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Projeto de Câmeras Corporais

Com a formalização da parceria, a Bahia torna-se o 11º estado a integrar o projeto. Também já aderiram Acre (AC), Alagoas (AL), Distrito Federal (DF), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS) e Roraima (RR).

Qualificação do uso da força

Em janeiro de 2025, o MJSP anunciou investimento de aproximadamente R$ 120 milhões na aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo, que incluem 249 mil espargidores de pimenta e 22.736 armas de incapacitação neuromuscular, atendendo a mais de metade da demanda das polícias militares em todo o País.

Além da entrega dos equipamentos, estão previstas 110 edições de cursos de capacitação até 2026, com a formação de 4,5 mil profissionais multiplicadores. O objetivo é assegurar o uso técnico, ético e proporcional da força, promovendo uma atuação policial mais segura, moderna e voltada à preservação da vida.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

Proteção digital ganha reforço com novas regras, fiscalização de plataformas e ações de inteligência artificial

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Brasília, 13/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidou, no primeiro quadrimestre de 2026, uma série de ações estratégicas no campo dos direitos digitais e da proteção de crianças, adolescentes e mulheres no ambiente on-line.

As ações integram o eixo 3 do Relatório de Gestão Quadrimestral e abrangem desde a regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) até ações de fiscalização contra plataformas que descumprem a legislação vigente.

Regulamentação

Em 18 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um pacote de três decretos que operacionalizam a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital. As medidas criam uma estrutura integrada de proteção no ambiente virtual.

O Decreto nº 12.880/2026 regulamenta a lei de forma substantiva, estruturando três frentes de operacionalização: verificação de idade com preservação de privacidade, regras para coibir a adoção de design manipulativo em aplicativos digitais e criação da Política Nacional de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente na Polícia Federal. O instrumento reforça que verificação de idade não se confunde com verificação de identidade e combate práticas de design manipulativo em plataformas digitais.

O Decreto nº 12.881/2026 reestrutura a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), consolidando sua autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira. A medida amplia a capacidade da agência de regulamentar, fiscalizar e aplicar sanções previstas no ECA Digital.

Já o Decreto nº 12.882/2026 institui, na estrutura da Polícia Federal (PF), o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por receber e triar denúncias, coordenar respostas operacionais com órgãos competentes e produzir inteligência sobre padrões de violação de direitos digitais.

É a primeira vez que plataformas serão obrigadas a reportar crimes diretamente às autoridades policiais brasileiras, o que reforça a soberania nacional sobre o tema da proteção da infância.

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Influenciadores mirins

Em paralelo à regulamentação, o MJSP constituiu, em 1º de abril de 2026, o Comitê Interinstitucional sobre Trabalho Artístico de Crianças e Adolescentes em Plataformas Digitais, por meio da Portaria Sedigi/MJSP nº 1/2026. O órgão reúne entidades do sistema de Justiça, do Poder Executivo e da sociedade civil para tratar da proteção de criadores mirins — tema que ganhou relevância após acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Estadual (MPE) e a Meta, em março deste ano.

O Comitê trabalha na elaboração de diretrizes para alvarás judiciais de atividade artística de crianças e adolescentes em ambiente digital e de mecanismos de monitoramento do trabalho infantil digital.

Também foi concluído, em 29 de abril de 2026, um ciclo de reuniões bilaterais com YouTube, TikTok, Instagram, Twitch e Kwai.

Classificação Indicativa

O primeiro ciclo completo da política de Classificação Indicativa sob o novo eixo de interatividade, introduzido pela Portaria MJSP nº 1.048/2025 e pelo Decreto nº 12.880/2026, registrou 2.204 atos de classificação entre 17 de março e 28 de abril de 2026, com média de 22 atos por dia.

A análise técnica para classificação das redes sociais, de jogos e de aplicativos passa a levar em conta, além do conteúdo, fatores de risco associados à interatividade, o que resultou em alguns casos na reclassificação para faixas etárias mais elevadas.

Jogos digitais com mecanismos de recompensa aleatória (loot boxes) passam a ser não recomendados para menores de 18 anos por conta dessa funcionalidade. Conteúdos televisivos com publicidade de apostas também tiveram restrição de horário.

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Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial

O MJSP elaborou o Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial — Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, documento elaborado em linguagem acessível. O instrumento foi submetido à consulta pública na plataforma Brasil Participativo entre 20 de março e 4 de maio de 2026, com lançamento oficial previsto para junho deste ano.

Estruturado em três eixos — fundamentos conceituais, explicação de sistemas algorítmicos e direitos e governança —, o guia representa a primeira iniciativa voltada diretamente ao cidadão no eixo regulatório do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028).

Fiscalização ativa

O Ministério promoveu atuação direta de fiscalização sobre plataformas digitais em três frentes. Em março de 2026, o MJSP notificou o TikTok Brasil diante da disseminação de conteúdos misóginos associados à trend “caso ela diga não”, que simulavam agressões físicas contra mulheres, resultando na instauração de inquérito pela Polícia Federal.

Em abril, ofícios foram encaminhados ao Google Brasil e à Apple requisitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas sem a verificação de idade exigida no ECA Digital, de modo a coibir o acesso por crianças e adolescentes a esses aplicativos.

Impacto estruturante

As ações do eixo 3 representam mudança estrutural na atuação do Estado brasileiro no ambiente digital, com regulação baseada em evidências, proteção estruturada de crianças e adolescentes, fiscalização ativa de grandes plataformas e fortalecimento dos direitos dos cidadãos diante de sistemas algorítmicos.

O MJSP reforça que a construção de um ambiente virtual mais seguro passa por garantir que a legislação brasileira também seja corretamente aplicada na Internet.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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