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Biotecnologia no campo: como microrganismos impulsionam produtividade e sustentabilidade

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O que é biotecnologia e seu papel na agricultura

A biotecnologia é a ciência que utiliza microrganismos vivos, como fungos e bactérias, para desenvolver novas soluções para a agricultura. Entre essas inovações, os bioinsumos se destacam por oferecer benefícios como redução de custos de produção, menor impacto ambiental e aumento da produtividade.

Produtos como inoculantes, bionematicidas, biofungicidas e bioinseticidas são exemplos de aplicações da biotecnologia que equilibram produtividade e sustentabilidade, auxiliando os agricultores a obter resultados mais eficientes e seguros.

Bioinsumos e suas aplicações no campo

A BioCAZ, empresa especializada em biotecnologia agrícola, desenvolve soluções que ajudam no combate a pragas e doenças e favorecem o crescimento saudável das culturas. Entre os produtos de destaque estão:

Inoculantes:

  • Azospirillum brasilense – estimula produção de fitohormônios, aumenta o enraizamento e contribui para a fixação de nitrogênio.
  • Bradyrhizobium elkanii – realiza fixação biológica de nitrogênio na soja.
  • Bionematicidas: consórcios de Bacillus spp. que atuam na indução de resistência, formação de biofilme e produção de enzimas e metabólitos para reduzir a população de nematoides.
  • Biofungicidas: Trichoderma harzianum IB 19/17 – combate fungos de solo por micoparasitismo, competição e antibiose.
  • Bioinseticidas: Metarhizium anisopliae IBCB 425 e Beauveria bassiana IBCB 66 – aplicados no controle biológico dentro do Manejo Integrado de Pragas.
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Parcerias estratégicas fortalecem a inovação

Para o desenvolvimento de suas soluções, a BioCAZ mantém parcerias com instituições renomadas, como Embrapa Agrobiologia, ESALQ, Ideelab, Araucária, Instituto Biológico, ANPII Bio e Symbiomics.

Segundo Nicolas Braga Casarin, especialista de P&D da empresa, a BioCAZ realiza projetos de seleção e validação de cepas de alta performance para diferentes finalidades agronômicas, garantindo consistência e inovação para o mercado.

Sustentabilidade e aumento de produtividade no DNA da BioCAZ

“A execução de novos projetos e o lançamento de produtos que contribuem para a competitividade do produtor faz parte do DNA da BioCAZ. Nossa missão é oferecer soluções que combinam performance agronômica com sustentabilidade. Participamos da construção de um novo padrão tecnológico no agro, focado em práticas regenerativas, manejo inteligente para aumento de produtividade e redução de impactos ambientais”, destaca Nicolas Braga Casarin.

Com isso, a biotecnologia se consolida como ferramenta estratégica para o agro, unindo eficiência produtiva, proteção ambiental e fortalecimento da agricultura sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño forte preocupa produtores e pode impactar safra brasileira de grãos em 2026/27

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A possibilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte no segundo semestre de 2026 acende um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro e amplia as preocupações em relação à safra 2026/27.

Dados do Cemaden apontam 80% de probabilidade para o fenômeno climático, associado ao aumento aproximado de 1,5°C na temperatura dos oceanos. Caso o cenário se confirme, os impactos podem atingir diretamente importantes regiões produtoras de grãos do Brasil.

Irregularidade climática preocupa setor produtivo

Segundo Universidade Federal de Lavras, o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento da superfície do oceano na região conhecida como Niño 3.4, fator que altera o comportamento climático em diversas regiões do planeta.

De acordo com o professor Felipe Schwerz, apesar de ainda se tratar de projeções, o produtor rural precisa intensificar o monitoramento climático e reforçar o planejamento da próxima safra.

O principal ponto de atenção está relacionado à irregularidade das chuvas e às ondas de calor mais intensas, cenário que pode comprometer fases críticas das culturas agrícolas.

Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar maior pressão climática

As projeções indicam:

  • Chuvas acima da média na Região Sul
  • Estiagens no Centro-Norte e parte do Nordeste
  • Maior instabilidade climática no Sudeste e Centro-Oeste
  • Risco elevado de ondas de calor mais intensas

Segundo especialistas, o problema não está apenas no volume total de chuva, mas na distribuição irregular ao longo do ciclo produtivo.

Essa condição pode provocar déficits hídricos em períodos estratégicos para culturas como soja, milho e algodão, afetando diretamente produtividade, desenvolvimento vegetativo e formação de grãos.

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Avanço tecnológico amplia capacidade de previsão

O avanço das tecnologias aplicadas à meteorologia tem permitido maior precisão nas projeções climáticas e melhor capacidade de planejamento para o produtor rural.

Conforme explica Gilberto Coelho, engenheiro agrícola e diretor de Meio Ambiente da Universidade Federal de Lavras, ferramentas baseadas em inteligência artificial, aprendizado de máquina, redes neurais e modelos físico-matemáticos vêm elevando significativamente a assertividade das previsões.

Além disso, a melhoria da resolução de imagens de satélite e a expansão das redes de estações meteorológicas também contribuem para análises mais precisas das condições climáticas.

Ondas de calor elevam risco produtivo

Especialistas alertam que as temperaturas acima da média podem interferir diretamente nos processos fisiológicos das plantas.

Fenômenos como estresse térmico e déficit hídrico afetam:

  • Fotossíntese
  • Crescimento vegetativo
  • Florescimento
  • Pegamento de flores
  • Formação de frutos e grãos

Esse cenário amplia os riscos produtivos, principalmente nas regiões do Centro-Oeste brasileiro, onde estão concentradas importantes áreas produtoras de grãos.

Gestão técnica e seguro agrícola ganham importância

O ambiente climático mais desafiador se soma ao cenário de custos elevados e margens mais apertadas no agronegócio, exigindo maior profissionalização da gestão rural.

Entre as estratégias consideradas fundamentais pelos especialistas estão:

  • Planejamento mais criterioso do plantio
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico
  • Monitoramento constante dos boletins meteorológicos
  • Uso de tecnologias de manejo climático
  • Contratação de seguro agrícola
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Segundo os especialistas, a agricultura brasileira tende a exigir níveis cada vez maiores de gestão técnica diante das mudanças climáticas globais.

Tecnologias para mitigação do estresse hídrico ganham espaço

Com a perspectiva de temperaturas elevadas e irregularidade das chuvas, soluções voltadas à mitigação do estresse hídrico e térmico passam a ocupar posição estratégica dentro das lavouras.

De acordo com Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz, o manejo do estresse climático será um dos principais pilares para a sustentação da produtividade agrícola nos próximos ciclos.

O especialista destaca tecnologias desenvolvidas para aumentar a tolerância das plantas às condições adversas, ajudando a manter o equilíbrio metabólico das culturas mesmo sob altas temperaturas e baixa disponibilidade hídrica.

Segundo ele, ferramentas desse tipo contribuem para reduzir impactos sobre processos fisiológicos essenciais e podem ampliar a estabilidade produtiva em safras marcadas por eventos climáticos extremos.

Safra 2026/27 exigirá maior preparo do produtor

O avanço das projeções de El Niño reforça um cenário de atenção para o agronegócio brasileiro nos próximos meses. Embora as previsões ainda dependam de confirmação definitiva entre agosto e setembro, especialistas alertam que o produtor precisa se antecipar e fortalecer estratégias de gestão para reduzir riscos climáticos.

A combinação entre tecnologia, planejamento técnico e monitoramento climático deverá ser decisiva para minimizar impactos sobre a safra 2026/27 e preservar a competitividade da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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