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Brasil apresenta carteira bilionária de ferrovias a investidores chineses e amplia diálogo para novos projetos

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Desde segunda-feira (8), o Ministério dos Transportes apresenta ao mercado chinês a nova estratégia brasileira para o setor ferroviário durante uma missão inédita em Pequim. A comitiva levou uma robusta carteira de projetos e os instrumentos de financiamento que estão sendo estruturados para viabilizar investimentos nos próximos anos. A agenda reuniu representantes do Governo do Brasil, instituições financeiras e empresas chinesas para atrair capital estrangeiro e fortalecer parcerias estratégicas voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Ao longo de cinco dias de compromissos, a comitiva apresentou os pilares da Política Nacional de Ferrovias, que busca ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes brasileira, além de detalhar os mecanismos de funding (captação de recursos para viabilizar os investimentos), financiamento, garantias e estruturação dos projetos.

A missão também serviu para aproximar investidores e operadores internacionais das oportunidades que estão sendo desenvolvidas pelo governo federal. Um dos destaques da agenda foi a realização de reuniões com os principais órgãos do governo chinês responsáveis pelo planejamento econômico e pela definição das estratégias de investimento do país no exterior, fortalecendo o diálogo institucional e ampliando a visibilidade dos projetos brasileiros.

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“Tivemos reuniões com instituições financeiras, empresas de construção e grupos que operam tanto o transporte de cargas quanto o de passageiros. Além de apresentar os projetos brasileiros, foi uma oportunidade de conhecer experiências internacionais e entender de que forma a China pode contribuir para o avanço das nossas ferrovias”, destacou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

A delegação brasileira contou ainda com a participação do subsecretário de Parcerias do Ministério dos Transportes, Hélio Fernandes; do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Felipe Queiroz; do superintendente de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim; do superintendente de Licitações e Relações Governamentais da B3, Guilherme Peixoto; e do superintendente de Projetos Ferroviários da Infra S.A., Diógenes Alvares.

Ao todo, a missão realizou encontros com mais de dez instituições e empresas de grande relevância para os setores de infraestrutura, logística e investimentos. A programação também incluiu uma visita técnica ao sistema ferroviário de alta velocidade na cidade de Tianjin, um dos principais polos logísticos do norte da China, permitindo à comitiva conhecer de perto soluções tecnológicas e modelos operacionais adotados pelo país asiático.

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Diálogo Brasil-China

A aproximação entre Brasil e China no setor ferroviário vem sendo construída nos últimos anos e ganhou um importante marco em agosto de 2025. Na ocasião, o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa ferroviária do mundo.

“Nosso relacionamento com a China não começou agora. Existe um diálogo permanente e crescente entre os dois países, baseado na troca de conhecimento, no planejamento de longo prazo e na busca por oportunidades de investimento. O memorando assinado no ano passado é uma demonstração concreta desse esforço conjunto”, destacou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Integração entre União e forças de segurança amplia execução do Brasil Contra o Crime Organizado

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Brasília, 14/6/2026 – O avanço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em 12 de maio, tem sido marcado pela atuação conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), forças federais e instituições estaduais de segurança pública. Desde o lançamento da iniciativa, o Governo Federal tem ampliado o diálogo com os órgãos responsáveis pela execução das políticas de segurança nos estados, buscando alinhar estratégias, compartilhar informações e fortalecer a capacidade operacional das equipes que atuam no enfrentamento ao crime organizado.

A integração entre União e estados é um dos pilares do programa, que reúne ações voltadas à descapitalização das facções criminosas, ao combate ao tráfico de drogas e armas, ao fortalecimento do sistema prisional, ao aprimoramento da investigação criminal e à ampliação da inteligência policial.

Nos primeiros 30 dias de execução, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações integradas realizadas em todo o País. As ações resultaram em 7.961 prisões, na apreensão de 82,5 toneladas de drogas, 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos, além de prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a participação das forças estaduais e federais é essencial para que as ações tenham continuidade e alcance nacional. “A integração federativa não é apenas desejável — ela é condição para resultados duradouros. O enfrentamento ao crime organizado exige união entre instituições, compartilhamento de informações e valorização dos profissionais que estão diariamente nas ruas”, afirmou.

Aproximação com polícias estaduais
Como parte desse esforço de integração, o MJSP tem ampliado a interlocução com os colegiados que representam as forças estaduais de segurança pública.

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O Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG) passou a integrar uma agenda permanente de diálogo com o MJSP, com o objetivo de discutir estratégias operacionais, demandas institucionais e ações de fortalecimento das polícias militares em todo o País.

A aproximação também ocorre com as polícias civis. Recentemente, foi criado o Conselho Nacional da Polícia Civil, iniciativa voltada à ampliação da articulação entre as instituições e ao fortalecimento da cooperação nacional em temas como investigação criminal, inteligência e combate às organizações criminosas.

A construção conjunta de políticas públicas busca aproximar o planejamento nacional da realidade enfrentada diariamente pelos estados, permitindo que as ações do programa sejam executadas de forma coordenada.

Fortalecimento das forças federais
No âmbito das forças vinculadas ao MJSP, a integração também avançou com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal Federal.

Na última sexta-feira (12), o ministro Wellington Lima reuniu os dirigentes das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para reforçar a atuação integrada no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O encontro deu continuidade a uma agenda permanente de coordenação institucional, que prevê reuniões periódicas para o alinhamento de estratégias e o aperfeiçoamento das ações conjuntas.

A Polícia Federal mantém operações contínuas contra grupos criminosos em diferentes regiões do País, enquanto a Polícia Rodoviária Federal atua no combate ao transporte de drogas, armas e outros ilícitos. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) desenvolve ações para ampliar o controle das unidades prisionais e impedir a atuação de lideranças criminosas a partir dos presídios.

Apoio e valorização dos profissionais
Além das ações operacionais, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado também prevê investimentos na estrutura e na capacitação dos profissionais que atuam na segurança pública.

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Nos últimos 30 dias, a Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (DSusp) promoveu cursos nas áreas de comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia, capacitando 131 profissionais de diferentes unidades da Federação. As iniciativas receberam investimento de R$ 244,3 mil.

O programa também destinou R$ 116,9 mil para a aquisição de sete freezers científicos voltados ao fortalecimento da estrutura pericial em unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Outro avanço institucional foi o reconhecimento do MJSP como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). A medida permite ampliar parcerias, desenvolver pesquisas e transformar dados e conhecimento técnico em soluções aplicadas à segurança pública.

O reconhecimento também recebeu avaliação positiva de entidades ligadas à perícia oficial, que destacaram a importância da aproximação entre ciência, tecnologia e segurança pública para aprimorar a produção de provas e a investigação criminal.

Investimentos para ampliar capacidade operacional
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado possui previsão de R$ 11,1 bilhões em investimentos e reúne iniciativas voltadas à estruturação das forças de segurança, à modernização tecnológica, à inteligência, ao sistema prisional e à cooperação entre os entes federativos.

Entre as ações já executadas estão investimentos em capacitação, equipamentos periciais, operações integradas e apoio ao emprego da Força Nacional de Segurança Pública.

A valorização dos profissionais e o fortalecimento da cooperação institucional fazem parte da estratégia do programa para ampliar a capacidade do Estado brasileiro no enfrentamento às organizações criminosas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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