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Brasil deve colher terceira safra recorde de algodão e amplia espaço no mercado global

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O Brasil deve alcançar, pelo terceiro ano consecutivo, uma safra recorde de algodão. Segundo estimativas do RaboResearch, a produção da temporada 2024/25 pode atingir 4 milhões de toneladas de pluma, um crescimento de 250 mil toneladas em relação ao ciclo anterior.

A expansão é resultado do aumento de 7% na área plantada em comparação com a safra passada e de condições climáticas favoráveis. Após 36 anos, o cultivo voltou a ultrapassar a marca de 2 milhões de hectares, consolidando o país como protagonista mundial na cotonicultura.

Exportações batem recorde e Brasil ganha espaço dos EUA

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, as exportações brasileiras de pluma atingiram o recorde histórico de 2,8 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Esse avanço vem em um momento de retração dos Estados Unidos, que perdem participação no mercado global em função de margens de rentabilidade mais estreitas, tensões geopolíticas e limitações no modelo de seguro agrícola. O Brasil, por sua vez, se beneficia de maior competitividade e de uma dinâmica de produção mais favorável.

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Pressão nos preços limita margens do produtor

Apesar do crescimento da produção e das exportações, o cenário de demanda global tem pressionado os preços da pluma. No Mato Grosso, principal polo produtor, houve queda de cerca de 3% no valor pago ao produtor, enquanto em Nova Iorque a retração foi mais branda, de 1%.

O ambiente macroeconômico também contribui para esse quadro: sinais de desaceleração no crescimento mundial e o aumento dos juros no Brasil podem restringir investimentos em expansão de área, beneficiamento e logística.

China e Índia reduzem necessidade de importação

Outro fator que pesa sobre o mercado é o bom desempenho das lavouras em China e Índia, os dois maiores consumidores globais de algodão. As condições climáticas favoráveis nesses países devem fortalecer a produção local, diminuindo a demanda por importações.

Esse contexto reforça a expectativa de que não haja recuperação significativa nos preços da pluma no curto prazo.

Desafios adicionais para 2025/26

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), os preços do caroço de algodão caíram 12% em agosto de 2025 em relação ao mês anterior, acompanhando a queda da pluma.

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Além disso, a queda de aproximadamente 15% no preço do petróleo nos últimos 12 meses intensificou a competição entre fibras naturais e sintéticas. Esse cenário pode limitar ainda mais o consumo global de algodão na temporada 2025/26, impondo novos desafios ao setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve crescer 5,7% em 2026 e reforça avanço da tecnologia na pecuária brasileira

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A pecuária intensiva brasileira segue em trajetória de crescimento e modernização. Resultados preliminares do Censo de Confinamento 2026 e do Tour de Confinamento 2025, apresentados pela dsm-firmenich, indicam expansão da atividade, aumento da eficiência produtiva e maior adoção de tecnologias voltadas à gestão e à rentabilidade das propriedades.

Os dados reforçam uma tendência cada vez mais presente no setor: a integração entre nutrição, tecnologia, análise de dados e gestão estratégica para elevar a produtividade dos sistemas de produção de carne bovina.

Brasil deve alcançar quase 9,8 milhões de cabeças confinadas

De acordo com a prévia do Censo de Confinamento 2026, realizada com o apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo, o Brasil deverá registrar aproximadamente 9,78 milhões de bovinos confinados neste ano.

O volume representa crescimento de 5,7% em comparação com 2025, quando foram contabilizadas 9,25 milhões de cabeças.

Os estados líderes em confinamento continuam concentrando grande parte da produção nacional:

  • Mato Grosso: 2,4 milhões de cabeças (+7,7%);
  • São Paulo: 1,4 milhão (+4,9%);
  • Goiás: 1,4 milhão (+2,0%);
  • Mato Grosso do Sul: 900 mil (+5,2%);
  • Minas Gerais: 800 mil (+7,9%).

Juntos, esses cinco estados respondem por cerca de 70,6% de todo o rebanho confinado estimado para o país, consolidando sua importância estratégica para a pecuária intensiva brasileira.

Segundo Luiz Fernando Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, o levantamento permite compreender transformações estruturais que vêm ocorrendo na atividade.

“A pecuária brasileira está cada vez mais profissionalizada, com decisões baseadas em tecnologia, gestão e indicadores produtivos que contribuem para maior eficiência e competitividade”, destaca.

Tour de Confinamento revela ganhos de produtividade e retorno financeiro

O Tour de Confinamento 2025 avaliou sistemas produtivos em propriedades distribuídas por diferentes regiões do país, analisando indicadores técnicos, econômicos e zootécnicos.

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Os resultados apontaram desempenho consistente dos sistemas acompanhados:

  • Ganho médio de 7,22 arrobas por animal;
  • Ciclo médio de confinamento de 98 dias;
  • Peso médio de entrada de 12,7 arrobas;
  • Peso médio de saída de 19,92 arrobas;
  • Retorno médio sobre investimento (ROI) de 16,31%, podendo atingir até 26,8%.

Os números demonstram que a busca por eficiência operacional tem contribuído para melhorar os resultados econômicos da atividade, mesmo em cenários de custos elevados e margens mais apertadas.

De acordo com Walter Patrizi, gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich, tecnologias nutricionais e estratégias de gestão têm papel fundamental na sustentabilidade financeira dos confinamentos.

Pecuária de precisão amplia uso de dados no campo

Outro destaque apresentado pela companhia foi o avanço da digitalização no setor pecuário.

A plataforma FarmTell® Beef, voltada para gestão da pecuária de corte, já acompanha aproximadamente 1,4 milhão de animais distribuídos em 410 confinamentos localizados em 12 estados brasileiros.

A ferramenta reúne informações zootécnicas, produtivas e operacionais, permitindo que os produtores tomem decisões mais rápidas e assertivas com base em indicadores de desempenho.

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Além disso, a empresa vem ampliando a utilização da Lore™, inteligência artificial desenvolvida para gerar análises e recomendações personalizadas aos pecuaristas, contribuindo para ganhos de eficiência e controle dos sistemas produtivos.

Segundo Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, o uso de tecnologia passou a ser um fator estratégico para a competitividade da atividade.

“O produtor continua valorizando o suporte técnico e a proximidade com especialistas, mas também busca ferramentas capazes de transformar grandes volumes de dados em informações práticas para a tomada de decisão”, afirma.

Tecnologia, gestão e sustentabilidade moldam o futuro da pecuária

Os resultados preliminares do Censo de Confinamento 2026 e do Tour de Confinamento 2025 evidenciam uma mudança estrutural na pecuária brasileira. O foco não está apenas na ampliação da produção, mas na capacidade de produzir mais com eficiência, sustentabilidade e rentabilidade.

A combinação entre ciência, inovação, gestão e ferramentas digitais vem se consolidando como um dos principais pilares para o crescimento do setor, permitindo que os produtores enfrentem desafios de mercado e aumentem sua competitividade nos próximos anos.

Nesse cenário, a pecuária de precisão e o uso estratégico de dados tendem a ganhar ainda mais relevância, impulsionando uma nova fase de desenvolvimento da produção de carne bovina no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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