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Brasil e Espanha trocam experiências sobre mediação de conflitos sindicais

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O fortalecimento do diálogo social e as soluções pacíficas para conflitos trabalhistas foram o foco do seminário “Resolução de conflitos e desafios enfrentados pelos sindicatos na Espanha: experiências e casos práticos”, realizado nesta segunda-feira (8) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. O evento contou com a participação de Raúl David Ramos Martín, inspetor do Trabalho e mediador de conflitos do governo espanhol, que apresentou casos reais e técnicas de mediação aplicadas ao contexto sindical da Espanha.

A experiência espanhola serviu de referência para os debates sobre mediação trabalhista no Brasil, ressaltando aspectos como pluralidade sindical, representatividade dos trabalhadores e o modelo constitucional de relações laborais em um Estado social. Ramos também destacou a relevância de mecanismos de resolução autônoma de disputas, em consonância com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia, além de apresentar estatísticas sobre a eficácia dos diferentes procedimentos.

Um dos pontos centrais da palestra foi o financiamento sindical na Espanha, proveniente principalmente das contribuições dos associados e de subsídios públicos expressivos. Em 2025, por exemplo, foi aprovada uma dotação histórica de 32 milhões de euros, quase o dobro dos valores anteriores. Dados não oficiais indicam que, entre 2019 e 2023, as centrais UGT e CCOO receberam mais de 227 milhões de euros em auxílios públicos. Ramos também mencionou que sindicatos espanhóis podem desenvolver atividades econômicas, como serviços jurídicos e cursos de formação.

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Segundo ele, o modelo espanhol mostra que o diálogo social e as negociações coletivas são pilares para a estabilidade laboral, com convenções setoriais, como a Convenção Coletiva Quadro da UGT 2021-2025, que estabelecem condições de trabalho e reduzem a judicialização de conflitos. “Este modelo, amparado pelo contexto normativo da OIT e da UE, não apenas previne disputas, como também adapta as relações de trabalho às novas realidades econômicas, reforçando a importância dos sindicatos na representação dos trabalhadores e na construção de consensos que beneficiam tanto a economia quanto a sociedade”, afirmou.

A coordenadora-geral de Relações do Trabalho do MTE, Rafaele Rodrigues, ressaltou a relevância da iniciativa. “Trata-se de uma excelente oportunidade de troca de experiências e conhecimentos, tanto para os servidores quanto para as entidades sindicais, que puderam acompanhar o seminário também pela transmissão no canal do MTE no YouTube”, disse.

O seminário integrou a segunda assistência técnica Brasil-Espanha, realizada de 8 a 11 de setembro, que inclui reuniões técnicas e um curso online para capacitação em mediação de conflitos trabalhistas. A cooperação prevê seis áreas de assistência, entre elas a Mediação Coletiva de Trabalho e a Promoção do Diálogo Social.

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Confira aqui a íntegra do seminário “Resolução de conflitos e desafios enfrentados pelos sindicatos na Espanha: experiências e casos práticos”.

Cooperação Brasil-Espanha

A Mediação Coletiva de Trabalho e a Promoção do Diálogo Social estão entre as seis áreas de assistência técnica previstas no programa de cooperação Brasil-Espanha. Em 2023, o Brasil retomou sua participação no edital do Ministério do Trabalho e Ação Social da Espanha, que oferece suporte técnico a países ibero-americanos.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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