Não bastassem as árvores centenárias e os três lindos lagos, o terreno ganhou paisagismo assinado pela arquiteta Rosa Kliass e um maravilhoso conjunto de esculturas contemporâneas.
A que recebe os visitantes logo na entrada é a “Voo dos Pássaros”, construída em formato de árvore pelo artista Eduardo Srur com mais de mil gaiolas apreendidas pela Polícia Federal em operações contra o tráfico de animais silvestres. Anteriormente instalada no Parque do Povo, na capital paulista, a obra de arte está agora permanentemente exposta no Parque Bambuí .
Escultura “Voo dos Pássaros” recebe os visitantes no Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Bem em frente está uma casa que faz as vezes de recepção. Ali paga-se a entrada de R$ 50 por pessoa, que inclui estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas, e também o adicional de R$ 25 para embarcar em uma charmosa maria-fumaça de 1920.
A locomotiva a vapor faz um trajeto relativamente curto que nós acabamos preferindo percorrer a pé. E por nós eu digo eu, meu marido e nossa cachorrinha Lika, que estávamos passando o fim de semana em Campos do Jordão ( contei sobre o lugar onde me hospedei nessa outra matéria ).
Locomotiva a vapor dos anos 1920 faz curto trajeto entre a recepção e o restaurante Casa Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
O fato do Parque Bambuí ser pet friendly foi justamente o que me levou até ele. Mas eu não esperava que o lugar fosse tão pet friendly. Os cachorros podem embarcar na maria-fumaça e até nos barcos que ficam à disposição no primeiro lago da propriedade, mais próximo à entrada.
Continua após a publicidade
Vi um labrador comportadíssimo sentado dentro do barquinho de madeira enquanto seus tutores remavam, mas imaginei que o cenário seria bem diferente com a minha filhotona serelepe a bordo. Para evitar uma possível videocassetada e cheiro de cachorro molhado, deixamos a experiência para a próxima.
Os barcos para remar no lago já estão incluídos no valor da entrada Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Caminhando em torno d’água, porém, vimos uma porção de patos e mais um bonito conjunto de esculturas, as “Orquídeas do Lago”, feitas de aço pelos artistas plásticos Luciano e Rodrigo Bittencourt.
Por ali, os visitantes também podem pegar emprestadas bicicletas, que também já estão incluídas no valor do ingresso.
Em torno do lago há banquinhos e esculturas como “As Orquídeas”, que aparecem no fundo da foto Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Seguindo os trilhos da maria-fumaça, em poucos minutos chegamos ao ponto de desembarque da locomotiva, que é o restaurante Casa Bambuí. Assinado pela chef Anouk Migotto, o menu muda a cada estação, mas sempre busca utilizar ingredientes locais, como queijos, cogumelos e pinhão.
O espaço é lindo, com as mesas divididas entre o salão, a varanda com piano ao vivo e o gramado sob a sombra de árvores. Os preços estão dentro do que se tornou o padrão em Campos do Jordão : entradas e sobremesas não saem por menos de R$ 40, enquanto os pratos principais ficam na casa dos R$ 100.
Continua após a publicidade
As mesas mais disputadas são as da varanda, com vista para a natureza em torno Bárbara Ligero/Viagem e TurismoNo gramado com pedrinhas, mesas ficam estrategicamente debaixo de árvores Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
A poucos metros de distância estáa microcervejaria Gård, que cria e produz pequenas quantidades de cervejas especiais desde 2015. Além das geladas, há porções, hot dogs e sanduíches a partir de R$ 30, mas o serviço pode ser um pouco lento.
A Gård serve uma variedade de estilos de cervejas, incluindo Munich Helles, Weizenbier e IPA Felipe Baldi/Divulgação
Passando o restaurante e a cervejaria, chegamos ao principal lago da propriedade, que tem uma porção de plantas aquáticas boiando em sua superfície. É um cenário digno de quadro.
Lika e, ao fundo, o lago principal do Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Em torno do lago há várias trilhas, muito bem sinalizadas por placas. Em geral, os percursos são curtos e achei que mesmo as trilhas sinalizadas como sendo de dificuldade “moderada” são tranquilas de fazer.
Passamos um bom tempo percorrendo os caminhos, que davam em um enquadramento mais bonito que o outro, com pequenos cursos d’água e a onipresença de árvores frondosas, muitas delas centenárias.
Placas indicam extensão, dificuldade e atrações da trilha Bárbara Ligero/Viagem e TurismoTrilhas são atividade contemplativa no Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Quando? Diariamente, das 10h às 17h (última entrada às 16h).
Quanto? A entrada custa R$ 50 por pessoa, incluindo estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas. Aniversariantes e crianças com menos de dois anos não pagam. O passeio de maria-fumaça custa R$25 por pessoa. O passeio a cavalo também é pago à parte: valor sob consulta.
A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).
Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.
Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.
“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.
“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).
Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.
No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.
A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.
ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.
O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.