Mato Grosso

Candidato apontado como “Laranja” de Gisela Tenta Criar Factoide Contra Pedro Paulo Após Debate na CBN

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Cuiabá — Após o debate promovido pela Rádio CBN, ocorrido na quinta-feira (14), a eleição para a presidência da OAB-MT ganhou novos contornos de polêmica. Pedro Henrique, candidato da Chapa 4, registrou um Boletim de Ocorrência alegando que foi ameaçado por Pedro Paulo, candidato da Chapa 2, ao final do encontro. Segundo Pedro Henrique, Pedro Paulo teria dito: “Baixa a bola, se não… toma cuidado comigo”. No entanto, a veracidade da alegação está sendo fortemente contestada por outros candidatos e especialistas da área.

Para muitos, a acusação de ameaça não passa de uma tentativa de criar um factoide, uma estratégia desesperada para desviar o foco da campanha de Pedro Paulo, que segue forte nas propostas e no apoio da classe. Afinal, o próprio Pedro Paulo negou categoricamente qualquer tipo de ameaça, gravando um vídeo tranquilizando seus apoiadores e reafirmando que o debate ocorreu dentro dos mais altos padrões de civilidade. A própria rádio CBN, que transmitiu o evento, confirmou que o debate transcorria em clima de cordialidade, sem qualquer incidente que justificasse a alegação de Pedro Henrique.

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O que muitos têm apontado é que Pedro Henrique, candidato pouco expressivo na disputa, não parece ter uma agenda própria. Seu foco tem sido exclusivamente em atacar Pedro Paulo, com provocações e ataques pessoais, sem apresentar propostas claras para a advocacia mato-grossense. O fato de ele ter sido nomeado recentemente na gestão de Gisela Cardoso como procurador de prerrogativas também gerou especulações de que ele seria um “candidato laranja” a serviço da Chapa 1, algo que circula nos bastidores da eleição.

A tentativa de criar um factoide com acusações de ameaças parece não ter surtido efeito. Especialistas acreditam que, sem conseguir “cortes” ou vitórias no debate, Pedro Henrique recorreu à última cartada, tentando atrair atenção através de uma acusação sem fundamento. Para muitos, essa atitude só reforça a fragilidade de sua candidatura, que não encontra respaldo nas propostas, mas sim na tentativa de desestabilizar o adversário Pedro Paulo.

Esse episódio revela o clima polarizado das eleições da OAB-MT, onde táticas de desestabilização e especulações sobre alianças estão ofuscando o verdadeiro debate sobre os rumos da Ordem. A classe jurídica mato-grossense merece um debate focado em propostas concretas para a advocacia e a sociedade, e não em acusações sem provas e manobras desnecessárias

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Fonte: OAB MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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