Educação

Prazo para lista de espera do Prouni começa nesta quarta (26)

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O período para manifestação de interesse na lista de espera do processo seletivo do segundo semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos (Prouni) começa nesta quarta-feira, 26 de agosto. Os candidatos que desejam continuar concorrendo às bolsas de estudo ofertadas pelo programa devem registrar o interesse até as 23h59 de quinta-feira, 27 de agosto, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A participação é gratuita e não há cobrança de qualquer taxa.

Podem participar dessa etapa os candidatos que não foram pré-selecionados nas chamadas já realizadas e aqueles que, por motivo de não formação de turma, foram reprovados. A inclusão na lista de espera não ocorre automaticamente. Por isso, é necessário acessar o sistema dentro do prazo estabelecido e confirmar o interesse em permanecer no processo seletivo.

A relação dos candidatos que manifestarem interesse será divulgada em 1º de setembro no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A partir dessa data, começará o período de comprovação das informações declaradas na inscrição, que seguirá até 14 de setembro.

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A documentação deverá ser apresentada à coordenação do Prouni da instituição de ensino indicada pelo candidato. A entrega poderá ser realizada presencialmente ou por meio eletrônico, quando essa alternativa for disponibilizada pela instituição. Para obter informações sobre horários, locais de atendimento e formas de entrega dos documentos, os participantes devem consultar diretamente a instituição escolhida.

Os candidatos também devem observar eventuais exigências adicionais definidas pelas instituições de ensino. Além da documentação prevista pelo programa, podem ser solicitados documentos complementares para comprovação das informações prestadas durante a inscrição.

Cronograma da lista de espera do Prouni 2026/2

Manifestação de interesse na lista de espera: 26 e 27 de agosto;

Divulgação da lista de espera: 1º de setembro;

Comprovação das informações da inscrição: de 1º a 14 de setembro.

Balanço 2026 – Os dois processos seletivos do Prouni 2026 somaram mais de 2,1 milhões de inscrições, com a participação de mais de 1,1 milhão de candidatos. Os inscritos puderam escolher até dois cursos para concorrer à bolsa do programa e cada opção de curso é contabilizada como uma inscrição.

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Neste ano, o Prouni comemora 21 anos de existência, com mais de 3,7 milhões de estudantes beneficiados entre 2005 e 2026 (até o primeiro semestre).

Nesta edição, para o segundo semestre, o Ministério da Educação (MEC) ofertou 471.304 bolsas de estudo para 380 cursos de graduação, em 879 instituições privadas de educação superior. Do total de bolsas, 219.725 são integrais (100% gratuitas) e 251.579 parciais, que oferecem gratuidade para a metade (50%) do valor da mensalidade do curso.

Prouni – O Programa Universidade para Todos oferece bolsas integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. O processo seletivo é realizado por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, onde os candidatos acompanham todas as etapas, resultados e orientações do programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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