Educação

MEC autoriza novos cursos de graduação fora das capitais

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou a oferta de novos cursos de graduação em campi de quatro universidades federais localizadas fora dos grandes centros urbanos. A medida foi oficializada pela Portaria Seres/MEC nº 409/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 24 de agosto, e contempla instituições de Minas Gerais, Paraná, Piauí e Rondônia.

Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em Minas Gerais, foram autorizadas 100 vagas para o curso de bacharelado em direito no Campus Ipatinga. A unidade iniciou as atividades em março de 2026. Das vagas ofertadas, 50 estudantes já ingressaram na segunda-feira (24) no turno vespertino, enquanto as turmas do primeiro semestre de 2027 terão aulas no período noturno.

No Campus Laranjeiras do Sul da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no Paraná, a portaria autorizou 54 vagas para o bacharelado em direito. A seleção dos candidatos ocorrerá por meio dos processos seletivos regulares de ingresso estabelecidos pela instituição e pelo MEC.

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No Piauí, a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) ofertará 200 vagas para a licenciatura em pedagogia no contexto do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação na Formação Inicial e Continuada de Professores e Diretores Escolares (Pril). O curso funcionará no campus localizado no município de Floriano, bairro Meladão.

Já em Rondônia, para a Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), foi aprovada a criação de três cursos em diferentes municípios. Em Ji-Paraná, serão oferecidas 45 vagas para o bacharelado em engenharia civil. No município de Presidente Médici, foram autorizadas 30 vagas para o curso tecnológico em gestão comercial. No campus de Cacoal, haverá 30 vagas para o curso tecnológico em gestão da tecnologia da informação.

A criação e a ampliação de vagas em cursos de graduação integram as ações de expansão do acesso à educação superior pública federal, promovendo a interiorização de oportunidades acadêmicas nas universidades federais.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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