Tribunal de Justiça de MT

Capacitação em atos processuais agiliza prestação de serviços do Judiciário de MT

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“A importância dessa capacitação vai muito além dos próprios servidores, ela alcança os jurisdicionados.” A fala do analista judiciário Róbson José dos Santos Filho resume o propósito da Etapa II da Capacitação e Atualização em Atos da Secretaria das Varas Cíveis e Criminais, que será realizada em março pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Empossado há apenas cinco meses, Róbson representa uma nova geração de servidores que já ingressa no Judiciário com o compromisso de aprimorar continuamente a prestação do serviço público. “Servidores mais qualificados para desempenhar o seu papel e dar seguimento ao processo significam processos incluídos da melhor e mais rápida forma possível. Quem ganha com isso são os jurisdicionados, que recebem um trabalho de qualidade”, afirma.
A formação foi estruturada especialmente para quem atua no centro do fluxo processual: os servidores e servidoras das Secretarias Judiciais de primeiro grau, responsáveis por garantir organização, segurança e fluidez aos feitos que chegam diariamente às unidades.
Formação prática e troca de experiências
A capacitação será realizada de 3 a 24 de março de 2026, das 8h às 12h, com turmas segmentadas por área de atuação. A primeira turma é de servidores das Varas de Feitos Gerais Cíveis, Bancária, afins e da Central de Processamento Eletrônico (CPE).
Mulher branca sorri levemente em primeiro plano. Ela tem cabelos escuros ondulados e veste um blazer branco sobre blusa de renda. Ao fundo, uma projeção indica A gestora judiciária e facilitadora do curso, Daiane Sabbag David França, explica que o diferencial está na abordagem prática. “Essa capacitação é de prática jurídica. Aquilo que a gente não aprende em sala de aula: a execução dos atos judiciais com um olhar direcionado à efetividade e à entrega jurisdicional”, detalhou.
Ela ressalta ainda que a formação representa valorização institucional. “Os servidores efetivos passaram por uma seleção muito difícil, têm total capacidade de realizar uma entrega ótima. Mas a excelência é um alvo móvel. Não podemos parar. Precisamos sempre buscar melhorar e aprender com o outro”, ratificou.
Segurança, celeridade e atualização normativa
Para o assessor de gabinete da CPE, Rômulo Oliveira Corbelino, o principal ganho está na segurança técnica. “A capacitação dá segurança e celeridade nos atos. Isso impulsiona os processos e faz com que os servidores sejam cada vez mais capazes”, garantiu.
Durante os encontros, os participantes aprofundam temas como cumprimento de despacho inicial, atos processuais necessários, expedição de comunicações, funcionamento do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) — implementado desde maio do ano passado — e as mudanças definidas pelo CNJ, como a padronização relacionada à carta precatória.
A proposta é difundir conhecimento entre servidores e gestores, fortalecendo a comunicação interna e garantindo que as mudanças normativas sejam compreendidas por todos que atuam diretamente na execução dos atos.
A melhoria dos atos de secretaria reflete diretamente na qualidade das decisões judiciais, reduz retrabalhos e contribui para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa está alinhada à Resolução nº 192 de 2014 do CNJ, que recomenda aos tribunais a implementação de trilhas permanentes de aperfeiçoamento técnico.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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