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Captação com Cédulas de Produto Rural ultrapassa R$ 121 bilhões no segundo semestre de 2025

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Os recursos obtidos por meio das Cédulas de Produto Rural (CPR) voltaram a crescer de forma expressiva em 2025. Entre julho e dezembro, o volume captado para o custeio da safra 2025/2026 alcançou R$ 121,9 bilhões, o que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Boletim de Desempenho do Crédito Rural (edição 01/2026), divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dados consideram apenas as CPRs emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras — operações que compõem as exigibilidades das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e da poupança rural.

Crédito rural mantém ritmo de crescimento no segundo semestre

O levantamento do Mapa mostra que o volume total de crédito rural contratado (excluindo o Pronaf) somou R$ 284,08 bilhões entre julho e dezembro de 2025. O resultado indica crescimento de 3% frente aos R$ 275,18 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2024.

Além disso, o boletim destaca a expansão de 43% nos recursos destinados à industrialização, que atingiram R$ 17,6 bilhões no período.

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CPR ganha espaço e representa quase metade do crédito rural

A participação das Cédulas de Produto Rural no total de crédito concedido ao setor também aumentou de forma significativa. O índice passou de 34% para 45%, consolidando a CPR como um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro.

A elevação reflete o fortalecimento das fontes privadas de crédito agrícola e o maior interesse das instituições financeiras em operações atreladas à produção rural, movimento que vem complementando as linhas de financiamento tradicionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores

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A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.

O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.

Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.

Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários

Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.

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A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.

Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.

Governo Trump ainda pode recorrer da decisão

Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.

O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.

Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores

Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.

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A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.

A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.

Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade

O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.

A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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