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Caravana do Agro Exportador reúne produtores de café e pescado em Alfenas

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Produtores de café e pescado do sul de Minas conheceram novas oportunidades de exportação durante a 22ª edição da Caravana do Agro Exportador, realizada em Alfenas (MG).

A abertura contou com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria Municipal de Agricultura, da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da SEAGRI/MG, da Câmara de Vereadores de Alfenas e do Banco do Brasil.

No primeiro módulo, voltado à cadeia do café, foram discutidas oportunidades de exportação e o potencial da região na produção de cafés especiais. As palestras reuniram representantes do Mapa, ApexBrasil, Banco do Brasil e SEAGRI/MG, além da participação virtual dos adidos agrícolas brasileiros na China.

À tarde, o foco foi a piscicultura, atividade impulsionada pela Lagoa de Furnas. Os debates trataram de regularização, organização da cadeia e protagonismo das mulheres no setor. O painel contou com contribuições do Banco do Brasil, da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/OCEMG) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que apresentou online o programa Elas Exportam. O encerramento teve a fala de uma piscicultora local, que compartilhou sua experiência prática.

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O evento reuniu cerca de 100 participantes, entre produtores rurais, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), além de representantes de associações e cooperativas.

Caravanas em números

Desde o lançamento, no fim de 2024, já foram realizadas 22 edições em diferentes estados. Até o fim de 2025, outras 12 estão previstas em regiões estratégicas como Distrito Federal, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso.

Entre os encontros de maior público estão o Show Safra, em Mato Grosso, que reuniu 500 pessoas, e os Encontros que Conectam Mulheres, em Minas Gerais, com 460 participantes.

As pautas refletem a diversidade do agro brasileiro: genética bovina e melhoramento animal, grãos e pulses, frutas e produtos regionais, proteínas animais, bebidas e derivados. Em Alfenas, café e pescado foram escolhidos pela relevância regional e pelo potencial de inserção internacional.

Parcerias

As Caravanas do Agro Exportador contam com uma rede ampla de cooperação. Estão entre os parceiros estratégicos entidades como Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (IBRAFE), Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR) e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (OCERGS), além do Mapa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), secretarias estaduais e municipais, bancos e cooperativas de crédito.

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Com essa articulação, a iniciativa tem fortalecido a internacionalização de cadeias produtivas diversas, dos cafés especiais mineiros às frutas amazônicas, passando por grãos, pescados e bebidas.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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