Agro News

Demanda fraca derruba preços do mamão no Espírito Santo e na Bahia, aponta Cepea

Publicado

Os preços do mamão voltaram a cair na última semana, de acordo com levantamento do Hortifrúti/Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A redução foi observada nas principais regiões produtoras do país, pressionada pela demanda enfraquecida no início da segunda quinzena de outubro.

Preços em queda nas regiões produtoras

No Norte do Espírito Santo, o mamão havaí tipo 12-18 foi comercializado a uma média de R$ 1,14 por quilo, valor 6% menor em comparação com a semana anterior.

Já no Sul da Bahia, a retração foi ainda mais expressiva: o mamão formosa teve queda de 54%, sendo vendido a R$ 1,63 por quilo.

Demanda enfraquecida limita reação do mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a baixa procura pelo mamão neste período do mês foi o principal fator para a desvalorização. Apesar de o volume de frutas nas lavouras ter se mantido estável, a redução no consumo interno acabou pressionando as cotações.

Perspectivas para as próximas semanas

O Hortifrúti/Cepea avalia que a oferta das variedades deve diminuir nas próximas semanas. No entanto, o comportamento da demanda — que tende a seguir desaquecida até o fim de outubro — pode impedir uma recuperação significativa dos preços.

Leia mais:  Entidade reforça posição contra os 63 vetos à Lei do Licenciamento Ambiental

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Etanol hidratado cai em São Paulo e se aproxima do custo de produção, aponta Cepea

Publicado

O preço médio do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo voltou a registrar queda na última semana, ainda que em ritmo menos intenso do que o observado em abril e maio. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações já se aproximam dos custos de produção das unidades industriais, o que reduz a pressão vendedora no mercado spot.

O movimento confirma um cenário de enfraquecimento gradual dos preços do biocombustível, em meio ao aumento da oferta e à maior competitividade entre etanol e açúcar no mix produtivo das usinas.

Etanol hidratado atinge menor nível desde março de 2024

De acordo com o Cepea, o etanol hidratado registrou recuo de 0,67% na comparação semanal, sendo negociado a R$ 2,2166 por litro. Trata-se da segunda queda consecutiva e do menor patamar nominal desde março de 2024.

Desde o início de março, o combustível acumula desvalorização próxima de 25% na média das usinas paulistas, refletindo um ambiente de maior oferta no mercado interno.

A retração é explicada principalmente pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pela maior destinação da matéria-prima para a produção de etanol, em um cenário em que o açúcar também apresenta preços limitados de valorização.

Leia mais:  Agrodefesa lança selo Susaf-GO para ampliar mercado e garantir alimentos mais seguros em Goiás
Maior oferta e etanol de milho ampliam pressão sobre preços

Além da maior disponibilidade de cana-de-açúcar, o mercado também é impactado pelo crescimento da produção de etanol de milho, que reforça a oferta total do biocombustível no país.

Segundo o Cepea, a combinação desses fatores sinaliza para um cenário de produção recorde em 2026, o que tende a manter o ambiente de preços pressionados no médio prazo.

Dados do setor apontam que, no Centro-Sul, a moagem de cana cresceu cerca de 34% no início da safra entre abril e meados de maio, enquanto a produção de etanol avançou 46,7% no mesmo período.

Usinas operam próximas do ponto de equilíbrio

Com a forte queda das cotações, agentes do mercado relatam que os preços atuais já se aproximam dos custos de produção das usinas, especialmente em unidades com menor eficiência industrial.

Diante desse cenário, parte dos vendedores optou por reduzir a participação no mercado spot, adotando postura mais cautelosa e aguardando sinais de recuperação das cotações.

A estratégia reflete a tentativa de evitar vendas em níveis considerados pouco remuneradores, em um ambiente de margens mais apertadas para o setor sucroenergético.

Leia mais:  Exportações de grãos do Cazaquistão crescem 21% e alcançam 2,2 milhões de toneladas no início da safra 2025/26
Etanol anidro também registra retração

O etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, também acompanhou o movimento de baixa.

O indicador do Cepea registrou média de R$ 2,5108 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), com recuo de 2,11% na comparação semanal.

A queda reforça a tendência de enfraquecimento geral do mercado de combustíveis derivados da cana-de-açúcar, ainda que em ritmos distintos entre os diferentes tipos de etanol.

Perspectiva do mercado segue atrelada à oferta de cana

O comportamento dos preços nas próximas semanas deve continuar fortemente influenciado pelo ritmo da moagem de cana no Centro-Sul, pela competitividade com o açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho.

Com oferta elevada e demanda relativamente estável, analistas avaliam que o mercado tende a permanecer sensível a ajustes de curto prazo, com oscilações limitadas enquanto não houver mudança significativa no equilíbrio entre produção e consumo.

O cenário reforça a necessidade de gestão mais cautelosa por parte das usinas, que enfrentam um período de margens comprimidas e maior competição entre produtos dentro da própria cadeia sucroenergética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana