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Governo Federal suspende importação de cacau da Costa do Marfim após pressão de produtores baianos

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Governo suspende importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou nesta terça-feira (24) a suspensão das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da Costa do Marfim.

A medida, publicada por meio do Despacho nº 456/2026, atende a uma antiga reivindicação dos produtores baianos e foi celebrada pelo Governo da Bahia como um passo importante para proteger a competitividade e a segurança fitossanitária da produção nacional.

De acordo com o documento, o MAPA determinou à Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e à Secretaria de Defesa Agropecuária que investiguem uma possível reexportação de amêndoas de outros países africanos disfarçadas como produto marfinense.

A suspensão permanecerá válida até que o governo da Costa do Marfim comprove, formalmente, que as exportações não incluem amêndoas originárias de países vizinhos.

Bahia comemora avanço e reforça defesa do cacau nacional

O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destacou que a decisão representa uma vitória concreta para o setor cacaueiro brasileiro e reforça o compromisso do Estado em proteger a produção local.

“Nosso trabalho continua ouvindo os produtores e construindo bases sólidas no curto, médio e longo prazo para garantir competitividade, segurança fitossanitária e sustentabilidade econômica ao cacau baiano”, afirmou Barrozo.

A medida é resultado das articulações entre o Governo da Bahia e a Comissão do Cacau, que vêm dialogando com o governo federal em busca de soluções para crises de preço, custos de produção e ameaças sanitárias que afetam o segmento.

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Comissão do Cacau debate crise do setor em Brasília

Na segunda-feira (23), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) participou de uma reunião da Comissão do Cacau do Estado da Bahia, realizada no Palácio do Planalto, para discutir medidas emergenciais de apoio à lavoura cacaueira.

O encontro reuniu prefeitos, produtores rurais, representantes do governo estadual e federal e lideranças do setor. Entre os principais pontos debatidos estiveram a revisão do regime de drawback, a regulamentação fitossanitária e o fortalecimento da política de preço mínimo para o cacau brasileiro.

Representando a Seagri, o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro Filho, ressaltou a importância de políticas estruturais que tragam estabilidade ao setor.

“Precisamos garantir preço justo, previsibilidade de safra e assistência técnica fortalecida para o produtor cacaueiro”, destacou o diretor.

Medida reforça proteção da cacauicultura nacional

Com a decisão, o governo federal busca preservar a qualidade e a segurança da produção nacional de cacau, além de proteger os produtores brasileiros da concorrência desleal e de riscos fitossanitários associados à importação.

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A expectativa é que a suspensão fortaleça o mercado interno e estimule novas ações conjuntas entre estados produtores e o Ministério da Agricultura para garantir o desenvolvimento sustentável da cacauicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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