Tecnologia

Caravana Federativa: MCTI leva soluções de inovação e educação científica para Alagoas

Publicado

Em um esforço conjunto para garantir que prefeituras e secretarias estaduais tenham o suporte técnico para a captação de recursos de forma efetiva, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participaram da 16ª edição da Caravana Federativa. A iniciativa do Governo do Brasil ocorreu em 26 e 27 de fevereiro, em Maceió (AL). 

“Estamos entusiasmados em trazer para Alagoas programas estratégicos como o Pop Ciência e o Mais Ciência na Escola. É por meio desse diálogo direto e da orientação aos técnicos locais que faremos a popularização da ciência avançar com força total, garantindo que o investimento chegue aonde ele é mais necessário: no dia a dia do cidadão e na formação dos nossos jovens”, disse o chefe da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos (Aspar) do MCTI, Luiz Rodrigues, durante o evento. 

Ao oferecer o suporte para que municípios desenvolvam seus próprios laboratórios maker e olimpíadas de astronomia ou de matemática, o ministério não apenas transfere tecnologia, mas capacita os gestores locais para que a inovação seja uma realidade permanente em todo o território alagoano. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.  

Leia mais:  MCTI e Saúde anunciam investimento de R$ 60 milhões em pesquisa para a criação de novas tecnologias para o SUS

Popularização da ciência 

O MCTI oferece, por meio da Aspar, atendimento direto a prefeitos e técnicos com o objetivo de facilitar o acesso a recursos e dar orientações para a implementação de políticas públicas de ciência e tecnologia.   

O Mais Ciência na Escola, um dos programas apresentados em Alagoas, tem como foco a estruturação de laboratórios maker e espaços de experimentação digital, o que permite que as prefeituras transformem o ambiente escolar em polos de inovação. Já o Pop Ciência, também oferecido durante a caravana, atua na democratização do saber, oferecendo suporte técnico e financeiro para a criação de museus de ciência, planetários, olimpíadas científicas e feiras de conhecimento.  

O objetivo é que esses equipamentos públicos funcionem como motores de desenvolvimento social e intelectual nas cidades alagoanas. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

Publicado

Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

Leia mais:  Projeto OpenRAN@Brasil cresce e alcança as regiões Norte, Sul e Nordeste

O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

Leia mais:  Diretora de Popularização da Ciência assume interinamente secretaria do MCTI

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana