Agro News

Carne de búfalo ganha espaço em Porto Alegre com novo ponto de venda

Publicado

Desde sábado, 20 de setembro, consumidores de Porto Alegre (RS) têm mais uma opção para adquirir carne de búfalo. A Baby Buf Premium inaugurou seu primeiro ponto de venda na capital, localizado na Casa de Carnes Bela Vista, na avenida Mariland, bairro Auxiliadora.

Qualidade e sabor da carne de búfalo

O proprietário da Baby Buf Premium, Rogério Gonçalves, destaca a procedência e os diferenciais do produto:

“Trata-se de carne proveniente de búfalos jovens e de excelente qualidade. Uma proteína extremamente saudável, produzida na Estância Guará, em Rosário do Sul.”

Segundo a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), a carne de búfalo apresenta benefícios nutricionais em comparação com a carne bovina:

  • 55% menos calorias
  • 40% menos colesterol
  • 11% mais proteínas
  • 12 vezes menos gordura
  • 10% mais minerais
Ampliação do acesso à proteína saudável

A presidente da Ascribu, Desireé Moller, ressalta que a iniciativa amplia o acesso do público à carne de búfalo:

“Mais um criador de búfalos está verticalizando sua produção. Rogério Gonçalves possui uma das melhores terminações de novilhos do Rio Grande do Sul e agora entra no mercado de carnes, oferecendo cortes, hambúrgueres e linguiças de alta qualidade.”

O movimento reforça a tendência de crescimento da carne de búfalo no estado, valorizando suas características de suculência, maciez e baixo colesterol, e fortalecendo o setor produtivo regional.

Leia mais:  Mercado de algodão registra cautela e expectativa de preços mais baixos, aponta Safras e Imea

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicado

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia mais:  Câmara aprova avanço em projeto que reconhece arrendamento rural como atividade agrícola para fins de tributação

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia mais:  Após o feriadão, Banco Central reduz projeção da inflação, mas juros altos ainda travam o agro

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana