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Carta de Mato Grosso define ações para fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher

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Registro coletivo dos integrantes das redes de enfrentamento à violência doméstica e familiar, reunidos no Auditório Gervásio Leite, no TJMT. O grupo posa para foto oficial em frente às cadeiras do auditório, reunindo representantes do Judiciário, instituições parceiras e órgãos da rede, em clima deOs integrantes das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Mato Grosso formalizaram, nesta quinta-feira (11), uma carta com ações voltadas ao combate à violência contra a mulher. Construído de forma coletiva, o documento é resultado de dois dias de debates, palestras e trocas de experiências realizados na sede do Tribunal de Justiça (TJMT), em Cuiabá, durante o II Encontro de Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar.
A carta reúne medidas para aprimorar políticas públicas, padronizar fluxos de atendimento e fortalecer a proteção das mulheres. A iniciativa consolida ações já desenvolvidas e aponta novos caminhos para ampliar o trabalho integrado, estratégico e eficiente realizado pelo Poder Judiciário e parceiros em todas as regiões mato-grossenses.
No Auditório Gervásio Leite, a desembargadora Maria Erotides aponta para o telão enquanto apresenta um dos eixos da carta das redes de enfrentamento à violência contra a mulher. O slide exibe texto institucional. No palco, há poltronas, plantas decorativas e estrutura de audiovisual, com integrantesAo todo, o documento conta com nove pontos, que foram votados e aprovados por unanimidade por membros das Redes. Entre as ações estão, por exemplo, priorizar a atuação nas escolas, incentivar a criação de programas de proteção para crianças órfãs de feminicídio, fortalecer o vínculo entre os diversos integrantes das Redes, entre outras.
“Isso tudo foi aprovado por unanimidade e vai fortalecer e enriquecer o trabalho que realizamos nos nossos municípios. Nós já estamos com 96 Redes completamente instaladas e mais quatro estão em construção. Então, estou muito feliz pela construção de mais esse instrumento”, relatou a desembargadora Maria Erotides Kneip.
Como uma forma de homenagear em vida pela marcante atuação no combate à violência contra a mulher, os membros das Redes de Enfrentamento denominaram o instrumento como “Carta de Mato Grosso – Desembargadora Maria Erotides Kneip”. A magistrada agradeceu o reconhecimento, mas fez questão de dividir a honraria.
“Eu divido essa honraria com o presidente do nosso Tribunal, o desembargador José Zuquim, com o corregedor, desembargador Lindote, com a nossa vice-presidente, desembargadora Nilza Maria, com toda a magistratura e servidores. São eles que sempre me incentivam e me ajudam em tudo que eu preciso”, disse.
Assinaram a Carta a desembargadora Maria Erotides Kneip, que lidera a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), e representantes das Redes de Enfrentamento de todo o estado.
As Redes
As Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar são criadas e implantadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob liderança da desembargadora Maria Erotides Kneip.
A iniciativa visa unir esforços de órgãos, instituições e profissionais para ofertar apoio, acolhimento e proteção às mulheres. O trabalho integrado garante respostas rápidas e eficazes diante de cenários de violência de gênero, doméstica e familiar. Até o momento, 96 Redes estão em funcionamento em diferentes cidades do estado.
Leia mais sobre o encontro:

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Homem que alegou ser “laranja” não consegue anular dívida

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • TJMT manteve decisão que negou exclusão de dívida e indenização por danos morais a homem que alegava ser “laranja”.

  • Permanecem válidos os contratos e a negativação, com efeitos diretos na situação financeira do autor.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu manter a validade de uma dívida bancária e negar indenização por danos morais a um homem que alegava ter sido usado como “laranja” em uma empresa, em Cuiabá. O julgamento foi conduzido pelo relator, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, e ocorreu por unanimidade na Quarta Câmara de Direito Privado.

Segundo o processo, o autor afirmou que teria sido induzido a assinar documentos sem entender o conteúdo, o que teria resultado na inclusão indevida como sócio da empresa e, posteriormente, na negativação de seu nome por uma dívida de mais de R$ 30 mil junto a uma instituição financeira. Ele pediu a exclusão do débito e indenização de R$ 100 mil.

Ao analisar o caso, o Tribunal destacou que os documentos apresentados continham assinatura com reconhecimento de firma por autenticidade, procedimento que exige a presença da pessoa no cartório, com identificação formal. Para os magistrados, esse tipo de validação reforça que o conteúdo foi assumido de forma consciente.

Além disso, os autos mostraram que o próprio autor praticou atos típicos de gestão da empresa, como autorizar advogados e representar o negócio em processos judiciais. Esse comportamento, segundo o relator, é incompatível com a alegação de desconhecimento ou participação meramente formal.

O colegiado também entendeu que o banco agiu dentro da legalidade ao conceder crédito com base na documentação apresentada e na representação formal da empresa. Como a dívida não foi paga, a inclusão do nome do autor em cadastros de inadimplentes foi considerada legítima.

Com isso, o recurso foi negado e a decisão de primeira instância mantida integralmente. O entendimento reforça a importância da prova concreta em alegações de fraude e a segurança jurídica dos atos formalizados em cartório.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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