Mato Grosso

Carta elaborada em Confresa aponta caminhos para fortalecer a agricultura familiar

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O Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural de Mato Grosso terminou nesta sexta-feira (5.9), em Confresa, com a leitura da Carta de Consolidação “Aldeia do Conhecimento”. O documento reúne as principais ideias e encaminhamentos debatidos durante os dois dias de programação e foi entregue à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) como um mapa coletivo para nortear o futuro da região.

Na oportunidade, a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, destacou a força da integração entre os diferentes atores da agricultura familiar.

“A Carta mostra que o produtor não está sozinho. É resultado da união entre quem planta, quem orienta e quem faz a política pública. Esse trabalho em conjunto é o que abre caminhos para novas oportunidades no campo”, afirmou.

Entre os principais pontos levantados, a Carta indica ações práticas para fortalecer a agricultura familiar e o turismo rural no Araguaia e Norte Araguaia, como ampliar a integração no associativismo e cooperativismo para organizar a produção, investir em infraestrutura rural para dar vazão à produção e apoiar o turismo, garantir segurança hídrica e alternativas diante das mudanças climáticas, incentivar cadeias produtivas estratégicas como fruticultura, leite e apicultura, avançar na regularização fundiária e ambiental, além de reforçar a assistência técnica e extensão rural de forma contínua e próxima ao produtor.

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Especialistas e agricultores compartilharam experiências reais e exemplos práticos. Irrigação, agroindústrias familiares, acesso ao crédito, comercialização e melhoramento genético do rebanho leiteiro estiveram em pauta. O tom foi direto, indicar caminhos que possam aumentar a renda das famílias rurais e trazer mais sustentabilidade ao campo.

Com o encerramento do Fórum, a Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur) continua neste sábado, no Parque de Exposições de Confresa, na Expofresa. O espaço tem se consolidado como vitrine da produção local, com mel, queijos, hortifrutis frescos, polpas de frutas, baru e artesanatos de destaque, como bolsas de crochê de acabamento primoroso. Mais que exposição, a feira se tornou um ponto de encontro entre produtores e consumidores, reforçando a identidade regional e mostrando que a agricultura familiar é sinônimo de renda, cultura e pertencimento.

Com o encerramento do Fórum, fica a expectativa de que a Carta “Aldeia do Conhecimento” vá além de um registro. A proposta é que o documento sirva como guia para transformar as ideias discutidas em Confresa em políticas públicas efetivas, capazes de chegar à ponta e fazer a diferença na vida de quem vive da agricultura familiar no Araguaia e Norte Araguaia.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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