A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tangará da Serra formalizou, nesta quarta-feira (10.12), parceria com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) para a instalação inicial de 90 câmeras de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT, ampliando a cobertura tecnológica de segurança em ruas, avenidas e demais espaços públicos do município, localizado a 240 km de Cuiabá.
O pedido de adesão ao programa foi apresentado no início desta semana e a entidade aguarda a liberação das câmeras. Representantes da CDL solicitaram um encontro com o Secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, e o comandante do 7º Comando Regional da Polícia Militar, tenente coronel Murilo Franco, para conhecer melhor o Vigia Mais e esclarecer dúvidas.
“A presença do secretário aqui em Tangará foi muito importante. Além de nos apresentar o programa de maneira mais detalhada, tivemos a oportunidade de esclarecer as dúvidas de alguns empresários a respeito do sistema do acesso ao videomonitoramento, por exemplo”, pontua o presidente da CDL, Thiago Souza.
O resultado dessa aproximação, segundo Thiago Souza, deve aumentar o número de câmeras no município. “Minutos após a reunião com o secretário Roveri, a CDL passou a receber pedidos de outros empresários que ainda não haviam manifestado interesse no programa e agora querem instalar câmeras”, assinala o presidente da entidade.
De acordo com o TC Murilo Franco, o georreferenciamento dos locais onde as câmeras serão instaladas está pronto, foi feito em conjunto com a CDL e leva em conta a importância para a segurança da população em geral. Por exigência da lei estadual que criou o programa Vigia (11.766/2022), obrigatoriamente, o monitoramento é voltado à via pública.
Em Tangará da Serra, observa TC Franco, a Prefeitura ainda não aderiu ao programa Vigia Mais, mas há câmeras em todas as escolas estaduais e diversas empresas que aderiram. Na lista estão: Bom Futuro, Amaggi, Scheffer, Magazine Luiza, entre outros.
“As câmeras têm o efeito de dissuasão. Ajudam a prevenir crimes porque intimidam a ação do criminoso”, assinala Franco. E quando há crime, acrescenta ele, as imagens podem auxiliar nas buscas, prisões e produção de provas, lembra o comandante.
O secretário Roveri destaca que a parceria com a CDL Tangará da Serra é um importante avanço na ampliação da capacidade de prevenção e solução de crimes com uso da tecnologia.
“Estamos construindo uma muralha digital em Mato Grosso e fazendo o enfrentamento às facções criminosas e todas as modalidades de crimes, na cidade e no campo, com o Programa Tolerância Zero. O uso da tecnologia chega para auxiliar as forças policiais na prevenção, repressão e na produção de provas nas investigações criminais”, completa Roveri.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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