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Cidades do Grande ABC paulista aderem ao Programa Município Mais Seguro

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Santo André, 27/01/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta terça-feira (27), em Santo André (SP), o Seminário Município Mais Seguro, que marcou a adesão formal de municípios do Grande ABC paulista ao programa federal voltado ao fortalecimento da segurança pública no âmbito municipal. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), integra a política de consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e amplia a cooperação entre União, estados e municípios na prevenção da violência e na qualificação da gestão local.

Durante o evento, representantes dos municípios consorciados assinaram os termos de adesão ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa prevê ações estruturantes para o fortalecimento das Guardas Municipais, o aprimoramento da governança da segurança pública, a padronização de protocolos operacionais e o estímulo a práticas de policiamento comunitário e de prevenção social da violência. A adesão ao programa também possibilita o acesso a investimentos e ações de capacitação financiadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

O seminário reuniu prefeitos, secretários municipais de segurança pública, gestores e comandantes das Guardas Municipais, além de técnicos do MJSP. A programação incluiu apresentações sobre as diretrizes do programa, painéis técnicos e espaços de diálogo voltados ao compartilhamento de experiências e à construção de soluções integradas para os desafios da segurança pública nos territórios municipais.

Além da formalização das adesões, o evento apresentou, em detalhes, a estrutura do Programa Município Mais Seguro, elaborado a partir das diretrizes estabelecidas nas Portarias MJSP nº 1.052 e Senasp/MJSP nº 638. O programa é orientado por princípios como segurança pública com cidadania, policiamento comunitário, prevenção qualificada da violência, atuação integrada entre os entes Federativos e valorização e proteção dos profissionais de segurança pública, que norteiam as ações desenvolvidas no âmbito municipal.

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Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o Programa Município Mais Seguro representa uma abordagem estruturante para o papel dos municípios no sistema de segurança pública. “Trata-se do reconhecimento da importância do município nesse sistema complexo que é a segurança pública. O programa fortalece as Guardas Municipais, promove a profissionalização, a governança e a capacitação, além de garantir a atuação integrada com as demais instituições do Sistema Único de Segurança Pública”, afirmou.

Diego Magalhães/Fotógrafo do Consórcio Inter Municipal Grande ABC
Diego Magalhães/Fotógrafo do Consórcio Inter Municipal Grande ABC

No seminário, os gestores municipais conheceram os projetos prioritários que integram a primeira fase do Programa Município Mais Seguro. Entre as iniciativas apresentadas estão o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, voltado à modernização de protocolos e à atuação técnica e legal das Guardas Municipais; o Projeto Nacional de Polícia Comunitária, focado na prevenção da violência e na resolução pacífica de conflitos em territórios vulneráveis; e a ampliação do Projeto Escuta Susp, que passou a atender também os integrantes das Guardas Municipais, com oferta de atendimento especializado em saúde mental.

A iniciativa reconhece a centralidade dos municípios na prevenção da violência e na promoção da segurança cidadã, especialmente a partir da atuação das Guardas Municipais como instituições integrantes do Susp. O programa estimula a adoção de práticas baseadas em evidências, o uso qualificado da informação e a integração com outras políticas públicas, como educação, assistência social e urbanismo, reforçando a abordagem preventiva e territorializada da segurança pública.

O Programa Município Mais Seguro foi estruturado para apoiar os municípios na qualificação de suas políticas de segurança pública, com foco em planejamento estratégico, governança, gestão de pessoas, formação continuada e modernização institucional. Entre as ações previstas estão o apoio técnico para a elaboração de diagnósticos locais, a implementação de protocolos padronizados, a qualificação do uso da força e a promoção da saúde mental dos profissionais de segurança pública.

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Como parte das ações no seminário, também foi realizada a entrega de aproximadamente 3 mil armas e equipamentos de menor potencial ofensivo às Guardas Municipais dos municípios contemplados. O conjunto inclui 1.183 armas de incapacitação neuromuscular (tasers) e 2.524 espargidores, totalizando investimento superior a R$ 5,1 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A iniciativa integra a estratégia de qualificação do uso diferenciado da força, alinhada às diretrizes nacionais de preservação da vida e de atuação segura e juridicamente respaldada.

Ao aderirem ao programa, os municípios passam a fazer parte de uma rede nacional de cooperação, com acesso a metodologias, ferramentas de gestão e iniciativas de capacitação desenvolvidas pela Senasp, em parceria com outras instituições federais e acadêmicas. O modelo reforça a lógica da atuação em rede e da corresponsabilidade entre os entes Federativos, pilares do Susp.

Durante o evento, também foram apresentados os eixos estratégicos do programa e as oportunidades de apoio técnico e financeiro disponíveis aos municípios aderentes. A assinatura dos termos consolida o compromisso das administrações municipais com a adoção das diretrizes nacionais de segurança pública e com o fortalecimento institucional das Guardas Municipais.

O encontro reafirma o compromisso do MJSP com a ampliação da presença da política nacional de segurança pública no nível local, ao reconhecer o papel dos municípios como agentes fundamentais na prevenção da violência e na promoção de uma segurança pública mais próxima do cidadão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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