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Cnen seleciona propostas de uso de energia nuclear em áreas como agricultura e saúde

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A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) abriu processo seletivo para propostas de projetos que utilizem a energia nuclear para o desenvolvimento da agricultura, da saúde humana, das questões relacionadas ao meio ambiente e da indústria. O prazo para inscrição dos trabalhos segue até 28 de fevereiro. O objetivo é formular projetos nacionais de cooperação técnica com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para o ciclo 2028-2029. A Cnen é uma autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Esses projetos são o principal mecanismo da AIEA para transferir tecnologia nuclear aos estados-membros e, assim, atingir prioridades de desenvolvimento em diversas áreas. Os trabalhos devem considerar pelo menos uma das Metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 das Nações Unidas, em especial, os nove objetivos singularizados pela AIEA para os quais a contribuição de técnicas nucleares é particularmente relevante. De acordo com o edital do Cnen, cada projeto deve trazer geração de conhecimento novo para o país ou o aperfeiçoamento de conhecimento pré-existente. 

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As propostas devem estar vinculadas às áreas de agricultura e alimentos; saúde humana; água e meio ambiente; energia; reatores de pesquisa; e aplicações industriais. As ideias inscritas devem prever contrapartida de financiamento de entidade da administração pública brasileira (municipal, estadual ou federal), ou orçamento próprio. A AIEA não pode ser o único financiador. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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