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Codex conclui 89ª Sessão do Comitê Executivo e avança em diretrizes para padrões internacionais de alimentos

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A 89ª Sessão do Comitê Executivo da Comissão do Codex Alimentarius (CCEXEC) foi concluída na sede da FAO, com orientações voltadas a promover previsibilidade no comércio internacional de alimentos e fortalecer a base científica das normas. O Comitê endossou o marco de monitoramento do Plano Estratégico 2026–2031 e recomendou a garantia de recursos para o assessoramento técnico-científico do Codex Alimentarius, além da avaliação de mecanismos de apoio a países em desenvolvimento para o fortalecimento de capacidades nacionais.

As discussões também abordaram o direcionamento estratégico da Comissão e a revisão do trabalho dos comitês técnicos, com ênfase na manutenção de padrões internacionais ancorados em evidências, a fim de evitar barreiras indevidas ao comércio. Para o Brasil, grande produtor e exportador de alimentos, a harmonização regulatória e a credibilidade científica do sistema Codex são elementos centrais para o acesso a mercados.

Em seguimento ao CCEXEC, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participa, nesta semana, da 48ª Sessão da Comissão do Codex Alimentarius (CAC48), que reúne governos e organismos internacionais na sede da FAO, em Roma, para deliberar sobre normas globais de segurança de alimentos e comércio. A presença brasileira ocorre na sequência das recomendações técnicas e organizacionais encaminhadas pelo CCEXEC à Comissão.

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A posição do Brasil prioriza decisões baseadas em evidências, transparência de processos e previsibilidade regulatória, com foco na harmonização internacional para facilitar o comércio seguro. A delegação do Mapa é composta pelo chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), pelo coordenador de Temas Multilaterais, Cesar Vandesteen, e pela adida agrícola do Brasil junto à FAO, Fernanda Magalhães.

Codex Alimentarius

A Comissão do Codex Alimentarius (comumente chamada de Codex) é um órgão estabelecido em 1963 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization – FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de desenvolver padrões e guias alimentares internacionais que protejam a saúde humana e assegurem práticas leais no comércio de alimentos. O Codex é composto por cerca de 190 países-membros e uma organização-membro (a Comunidade Europeia), além de membros observadores.

Os padrões alimentares do Codex são baseados em dados e evidências científicas e abrangem temas como higiene, aditivos, resíduos de pesticidas e medicamentos veterinários (LMR), contaminantes, rotulagem, métodos de análise e amostragem, além de inspeção e certificação de importações e exportações de alimentos.

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Além de servir como referência internacional para seus membros, o Codex estabelece padrões reconhecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) como práticas leais de comércio internacional. A Anvisa participa da quase totalidade dos comitês temáticos do Codex, juntamente com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), organizados sob a estrutura do Comitê do Codex Alimentarius do Brasil (CCAB).

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor

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Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.

Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.

De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.

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Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.

Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil

O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.

A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.

A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.

Exportações avançam e ampliam presença internacional

O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.

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Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.

A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.

Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal

Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.

Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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