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Comitê de Equidade Racial leva mensagem de inclusão e representatividade à Corrida do Judiciário

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O Comitê de Promoção da Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) marcou presença pela primeira vez na Corrida do Judiciário, levando ao evento uma mensagem para instigar o respeito e a valorização da diversidade étnico-racial. O estande montado pelo Comitê atraiu a atenção do público, que pôde conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo grupo e participar de uma atividade simbólica e acolhedora: o “Espaço de Tranças Afro”, comandado pela trancista Brígida Ariane Oliveira da Silva.
De acordo com a coordenadora do Comitê, juíza Renata do Carmo Evaristo Carreira, o objetivo da participação na corrida foi aproximar o Judiciário da sociedade e promover reflexão sobre o enfrentamento ao racismo estrutural e institucional. “O Comitê trabalha tanto com os servidores e magistrados, quanto com a sociedade em geral. Nosso foco é promover ações voltadas à equidade racial e ao enfrentamento do racismo estrutural e institucional. A Corrida do Judiciário é um evento que reúne um público grande e diversificado, o que nos permite divulgar nosso trabalho e despertar o interesse pelo tema”, explicou a magistrada.
Criado neste ano, o Comitê de Promoção da Equidade Racial foi implantado conforme as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a criação de comitês de equidade em todos os tribunais do país. Sua missão é adotar medidas para combater e prevenir o racismo, promover a diversidade étnico-racial e construir um ambiente institucional mais justo, inclusivo e representativo.
Durante o evento, muitos corredores e visitantes aproveitaram o momento para conhecer a iniciativa e conversar sobre o tema. A fisioterapeuta Ana Caroline Mendonça Talaveira Pedrosa, que participa da corrida há três anos, elogiou a ação. “Achei uma oportunidade incrível. É uma ação que poderia servir de exemplo para outras corridas também. A gente sabe que existe a dificuldade racial, mas muitas vezes não entende ou não busca se informar e aqui, felizmente, há esse olhar diferenciado.”
A estudante de Educação Física Ivani de Souza Ferreira também parou no estande para fazer uma trança e conhecer o projeto. “Achei maravilhoso! O espaço está lindo. Eu não sabia que existia um Comitê de Equidade Racial dentro do TJ. Esse tipo de ação informa e aproxima o público dos projetos do Tribunal”, destacou.
Para a trancista Brígida Ariane Oliveira da Silva, convidada a integrar a ação, a experiência foi marcante e simbólica. “Foi muito gratificante estar aqui, apresentando o nosso trabalho e mostrando que é uma profissão digna, que sustenta famílias. Fiquei ansiosa antes de vir, mas fui muito bem recebida. Está sendo uma experiência incrível.”
Ao final, a juíza Renata Carreira reforçou que o Comitê pretende seguir desenvolvendo políticas institucionais para promover a mudança estrutural e ampliar o debate sobre a equidade racial. “O racismo existe e, muitas vezes aparece de forma velada. Nosso papel é promover o letramento racial e estimular atitudes transformadoras, dentro e fora do Judiciário.”
Leia mais sobre a corrida:

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias e Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comarca de Juara promove roda de conversa sobre entrega voluntária para adoção

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Foto de participantes da roda de conversa sobre entrega voluntária para adoção reunidos em sala de reuniões do Fórum de Juara. Na imagem, uma mulher fala aos demais participantes sentados ao redor de uma mesa de madeira. A sala possui computadores, cadeiras de escritório e iluminação interna.A Comarca de Juara realizou uma roda de conversa interinstitucional sobre entrega voluntária para adoção, dentro da programação da Semana Estadual de Conscientização sobre a Entrega Voluntária, promovida entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, conforme previsto no Provimento TJMT/CGJ nº 50/2025.

O encontro foi promovido pela 2ª Vara Cível da comarca, com competência exclusiva em Infância e Juventude, e reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Conselho Tutelar, Casa de Passagem, Assistência Social municipal e equipe técnica do Judiciário.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a rede local de proteção à infância e juventude, promovendo a troca de experiências e o alinhamento de fluxos de atendimento às gestantes e parturientes que manifestem o desejo de realizar a entrega voluntária do filho para adoção, conforme previsto no artigo 19-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Resolução nº 485/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A juíza de Direito Isabela Ramos Frutuoso Delmondes destacou a importância do diálogo permanente entre as instituições envolvidas no acolhimento dessas mulheres e na proteção integral das crianças.

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Durante a roda de conversa, os participantes discutiram medidas para aprimorar o atendimento humanizado, garantir o sigilo dos procedimentos e ampliar a conscientização da população sobre o programa Entrega Legal.

Entre os principais pontos pactuados, está o avanço na implantação do programa de família acolhedora no município, considerando que o acolhimento institucional deve ocorrer apenas de forma excepcional e pelo menor tempo possível. Também foi reforçada a necessidade de conscientização das famílias acolhedoras sobre o caráter transitório e protetivo da medida.

Foto posada de um grupo de 12 pessoas reunidas em uma sala de reuniões do Fórum de Juara. Os participantes estão posicionados atrás de uma mesa de madeira. Entre os presentes há homens e mulheres, alguns utilizando crachás de identificação. A sala possui paredes claras, portas e móveis de madeira.Os participantes ainda acordaram o fortalecimento do diálogo contínuo entre o Judiciário e os demais integrantes da rede de proteção, com a realização de encontros periódicos, estudos de caso e criação de canal direto de comunicação para situações urgentes envolvendo gestantes e parturientes em situação de vulnerabilidade.

Outro ponto destacado foi a importância da garantia do sigilo em todas as etapas do procedimento, especialmente em comarcas de pequeno porte, além da necessidade de acolhimento sem constrangimentos ou pré-julgamentos, respeitando a autonomia da mulher e assegurando seu direito à retratação e ao arrependimento.

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Também ficou pactuada a ampliação das ações de divulgação do Programa Entrega Legal junto à população, especialmente em unidades básicas de saúde, escolas, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e meios de comunicação locais, com o objetivo de ampliar o acesso à informação e combater estigmas relacionados ao tema.

Como ação simbólica alusiva ao mês da adoção e à campanha “Adotar é Legal”, a 2ª Vara Cível de Juara decorou a entrada do Fórum com corações e sapatinhos infantis, buscando sensibilizar o público e ampliar a visibilidade da campanha.

Além da magistrada, participaram da roda de conversa o promotor de Justiça Alysson Antônio de Siqueira Godoy; a defensora pública Bruna Parente Arce; representantes do CREAS, Conselho Tutelar, Casa de Passagem, Assistência Social municipal e equipe técnica do Juízo.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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