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Conab vai comprar até 137 mil toneladas de arroz da safra 2024/25 para reforçar estoques e garantir preço mínimo ao produtor

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que irá adquirir até 137 mil toneladas de arroz da safra 2024/25 por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF). A medida, autorizada pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda (MF), tem como principal objetivo assegurar o preço mínimo aos produtores em meio à queda nas cotações do cereal.

O investimento previsto é de R$ 200 milhões, e a ação integra o conjunto de medidas do Governo Federal para fortalecer o setor agrícola, garantir o abastecimento interno e preservar a segurança alimentar.

“Essa é mais uma iniciativa em apoio ao setor produtivo, que atualmente enfrenta um cenário de desvalorização do arroz no mercado. Estender a mão amiga ao produtor é parte do compromisso da Conab e do Governo Federal com o fortalecimento da agricultura e da segurança alimentar”, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Queda no preço do arroz motiva a intervenção da Conab

A decisão de compra foi motivada pela queda nos preços do arroz, resultado da ampla oferta global e regional do produto. A alta na produção mundial, o aumento do volume no Mercosul e no Brasil, além da suspensão das restrições de exportação pela Índia, contribuíram para a desvalorização do grão no mercado doméstico.

Para garantir que o maior número possível de agricultores seja atendido, a Conab definiu um limite de venda de 189 toneladas por produtor — o equivalente a 3.150 sacas de 60 quilos ou 3.780 sacas de 50 quilos. A expectativa é que cerca de 700 produtores sejam beneficiados com a medida.

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Regras e orientações para venda à Conab

Os produtores interessados em participar da operação devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a superintendência regional da Conab em seu estado.

Será necessário preencher os formulários exigidos e apresentar a documentação solicitada. O arroz ofertado precisa atender aos padrões de qualidade estabelecidos pela Companhia, e o depósito do produto nos armazéns — próprios ou credenciados — só deve ser feito após convocação da Conab.

Os grãos adquiridos serão armazenados nas unidades da estatal e poderão ser utilizados posteriormente para regular o mercado interno, caso haja necessidade de intervenção para controle de preços e abastecimento.

Outras medidas de apoio ao setor arrozeiro

A compra via AGF é parte de um conjunto mais amplo de ações do Governo Federal para amparar os produtores de arroz. No fim de 2024, foram realizados leilões de Contrato de Opção de Venda (COV), garantindo segurança de preços e liquidez ao setor.

Nessa operação, foram firmados 3.396 contratos, totalizando 91,7 mil toneladas de arroz, principalmente no Rio Grande do Sul. Em agosto de 2025, novas rodadas de leilões resultaram na aquisição de 110 mil toneladas adicionais, com 4.044 contratos firmados junto a produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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Além disso, a Conab já havia adquirido 956 toneladas de arroz em uma primeira rodada de AGF também realizada em agosto.

Próximas ações: Pepro e PEP devem estimular o escoamento do arroz

O Governo Federal ainda planeja novas iniciativas voltadas ao escoamento da produção e à valorização do produtor. Entre as próximas medidas, estão previstos leilões públicos para oferta do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).

Esses mecanismos complementam a política de apoio ao setor, estimulando a comercialização e reduzindo os impactos da queda dos preços sobre a renda dos agricultores.

AGF: instrumento essencial da Política de Garantia de Preços Mínimos

A Aquisição do Governo Federal (AGF) é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), criada para amparar produtores rurais e cooperativas em momentos de queda acentuada dos preços de mercado. Quando o valor de venda do produto fica abaixo do preço mínimo estabelecido para a safra vigente, o governo compra parte da produção, garantindo remuneração justa ao agricultor.

A execução das operações depende do repasse de recursos do Tesouro Nacional para a Conab, responsável por operacionalizar as aquisições e o armazenamento dos produtos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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