Agro News

Confinamento de bovinos: análise financeira do primeiro giro e perspectivas para o segundo em 2025

Publicado

O confinamento de bovinos segue em expansão no Brasil, impulsionado pela intensificação dos sistemas produtivos. Essa estratégia permite otimizar o uso da área, reduzir ciclos e aumentar a eficiência da pecuária de corte.

Um estudo recente avaliou os resultados do primeiro giro de confinamento de 2025, com entrada de animais entre janeiro e abril e abates concentrados entre abril e julho. Além disso, projeta cenários para o segundo giro, com abates previstos entre agosto e novembro, em uma propriedade típica localizada em São José do Rio Preto (SP).

Metodologia da análise financeira

A avaliação utilizou dados do Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com CEPEA-ESALQ/USP. O sistema estudado trabalha com machos inteiros confinados por 105 dias, com ganho médio diário de 1,6 kg, comercializados ao atingirem 543 kg de peso vivo, com rendimento de carcaça de 53%.

Para análise financeira, os pesquisadores consideraram:

  • Preço de compra do boi magro (Cepea);
  • Preço de venda do boi gordo no mercado físico e contratos futuros da B3;
  • Custos operacionais e de dieta da propriedade típica, com atualização mensal de acordo com Cepea e Censo de Confinamento DSM-Firmenich.
Leia mais:  Brasil institui estratégia de enfrentamento à poluição plástica no oceano

Para o segundo giro, foram usados preços do boi magro de julho de 2025 e custos de dieta de junho de 2025.

Custos de produção e resultados do primeiro giro

O primeiro giro de 2025 apresentou aumento dos custos de produção em março e abril, principalmente devido à alta nos preços da dieta animal. Pecuaristas que travaram o preço de venda no início do confinamento obtiveram margens positivas, enquanto produtores que atuaram apenas no mercado físico enfrentaram resultados negativos.

Perspectivas para o segundo giro de confinamento

A projeção para o segundo giro indica redução nos custos da dieta e nos preços de reposição. Os dois primeiros meses de saída (agosto e setembro) mostram preços atrativos no mercado futuro, com tendência de valorização em outubro e novembro.

Produtores que já travaram a venda da arroba esperam margens mais favoráveis, com potencial de até 2,89% ao mês, considerando um Custo Operacional Total (COT) de R$ 306 por arroba vendida.

Para auxiliar na gestão de risco, foram simuladas metas de lucratividade mensal de 1%, 1,5% e 2%, estimando os preços da arroba necessários para atingir cada nível, com base nos custos observados entre janeiro e julho de 2025.

Leia mais:  Corvian reforça atuação na América Latina com novo diretor de negócios
Impactos do mercado e considerações finais

O primeiro semestre de 2025 registrou alta participação de fêmeas no abate nacional, elevando a oferta de animais e pressionando para baixo os preços da arroba no mercado físico. Esse cenário afetou a lucratividade do primeiro giro, especialmente para propriedades que não utilizaram contratos futuros.

Para o segundo giro, a expectativa de valorização da arroba no mercado futuro sugere melhoria das margens. Contudo, fatores externos e volatilidade do mercado físico podem influenciar os resultados.

O estudo reforça que sistemas intensivos de produção são sensíveis às flutuações de preços. A gestão eficiente e o uso de ferramentas de proteção de preços tornam-se essenciais para garantir maior previsibilidade e segurança econômica aos produtores. Planejar e proteger a rentabilidade não é mais uma opção, mas uma necessidade para a sustentabilidade do confinamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Agro movimentou mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Publicado

As exportações do agronegócio paulista movimentaram mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), consolidando o Estado como principal fornecedor nacional de produtos agropecuários ao mercado internacional.

O desempenho é puxado pelo complexo sucroenergético, que concentra a maior parte das vendas externas. O açúcar respondeu por 95,3% das exportações do setor no período, com forte demanda de países da Ásia e do Oriente Médio. São Paulo detém 65,3% da produção nacional voltada à exportação nesse segmento.

A citricultura mantém protagonismo. O Estado é responsável por cerca de 80% dos sucos exportados pelo Brasil, com o suco de laranja representando 97,2% da categoria e movimentando aproximadamente R$ 2,8 bilhões no trimestre, com foco na União Europeia e nos Estados Unidos.

Na diversificação da pauta, as carnes somaram cerca de R$ 5 bilhões, o equivalente a 16,1% das exportações do agro paulista, com liderança da bovinocultura. Já os produtos florestais, como celulose e papel, movimentaram aproximadamente R$ 4,3 bilhões, com a China como principal destino.

Leia mais:  Estudo indica que Brasil tem pastagens sobrando e pode aumentar área de plantio de soja sem desmatar

A força do agro paulista está distribuída regionalmente. O complexo sucroenergético se concentra nas regiões de Araçatuba, Barretos e Sorocaba, enquanto a citricultura tem base nas regiões de Bauru e Central, sustentando a competitividade do Estado no mercado global.

Para dar suporte ao crescimento, o governo estadual mantém políticas de fomento como o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltado ao financiamento e ao seguro rural, além de programas de incentivo à inovação e à tecnologia no campo.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana