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Conselho Nacional de Combate à Pirataria cria comissão para regulamentar comércio digital

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Brasília, 10/4/2026  Na quinta-feira (9), o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) realizou a primeira reunião do ano no Palácio da Justiça, em Brasília. O encontro do colegiado, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como foco o enfrentamento ao comércio digital ilegal, o avanço da rastreabilidade de produtos e o fortalecimento das ações contra fraudes no setor de combustíveis. 

O secretário nacional do consumidor, Ricardo Morishita, destacou, no início da reunião, o tom da gestão à frente do conselho. “A nossa gestão até o final do ano é de continuidade”. 

Um dos principais encaminhamentos foi a criação de uma Comissão Especial para regulamentar o comércio digital no País. A iniciativa será conduzida pela Senacon, em articulação com a Secretaria de Serviços Digitais (Sedigi) e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), no âmbito do CNCP. 

A proposta busca estabelecer novas normas para prevenir fraudes, golpes e a comercialização de produtos ilícitos no ambiente digital, como itens contrabandeados, não homologados e falsificados, além de crimes relacionados à propriedade intelectual e aos direitos autorais. 

A Comissão também prevê a realização de consultas ao setor privado, especialmente às plataformas de comércio eletrônico que atuam no Brasil, com o objetivo de mapear medidas já existentes de prevenção a fraudes e combate à pirataria. 

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Como base, o grupo deve utilizar o processo de elaboração do Guia de Boas Práticas de E-Commerce, desenvolvido pela Senacon em 2020, com a proposta de avançar para um modelo de regulação mais estruturado, que estabeleça padrões mínimos para o tratamento de denúncias, considerando as diferentes capacidades das plataformas. 

Durante o encontro, foi apresentado um balanço das ações realizadas desde dezembro, com ênfase na crise do metanol registrada em 2025. O episódio impulsionou propostas legislativas, medidas de controle e o reforço das operações de fiscalização no mercado de combustíveis.  

O secretário-executivo interino do CNCP, André Avrichir, ressaltou a importância da rastreabilidade como ferramenta estratégica. “A rastreabilidade pode ajudar o Estado e a iniciativa privada a prevenir e a identificar rapidamente a origem do produto adulterado”, afirmou. 

No setor de combustíveis, a estratégia concentra-se na ampliação de ações integradas entre órgãos de fiscalização e forças de segurança, com o objetivo de combater fraudes qualitativas, irregularidades quantitativas e práticas abusivas. A atuação conjunta entre instituições é fundamental para ampliar a efetividade das operações em todo o País.  

Também estiveram em pauta o avanço da ilegalidade no comércio digital e a necessidade de aprimorar os mecanismos de monitoramento. Entre as ações recentes, destacou-se a identificação de cerca de 2 mil anúncios irregulares de produtos em plataformas digitais, o que evidencia a escala do desafio no ambiente on-line. 

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Com a participação de representantes do Governo e da sociedade civil, a reunião reforçou a integração entre polícias, agências reguladoras e entidades de defesa do consumidor. A articulação com o setor privado permanece como eixo central para reduzir danos e fortalecer a legalidade no País em 2026. Além disso, o CNCP pretende organizar um seminário sobre rastreabilidade de produtos em parceria com atores da sociedade civil e associações empresariais. 

 O que é o CNCP 

O Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) é um colegiado que reúne o poder público e a sociedade civil para articular políticas de prevenção, combate e conscientização sobre práticas ilícitas. 

O conselho coordena estratégias, promove a troca de informações e realiza ações educativas para proteger o consumidor. 

 

Política Nacional de Combate à Pirataria 

A Política Nacional de Combate à Pirataria (PNCP) orienta a ação do Estado na proteção da propriedade intelectual. Estruturada pelo CNCP, ela é operacionalizada pelo Plano Nacional de Combate à Pirataria, documento quadrienal que organiza ações de prevenção, conscientização, capacitação e fortalecimento institucional. 
 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa de evento preparatório para 114ª Conferência da OIT em Genebra

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou na tarde desta quinta-feira (30), da abertura de reunião preparatória para 114ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que acontece de 1 a 12 de junho em Genebra, na Suiça.

Na reunião foram discutidos os trabalhos das comissões e os relatórios que estarão em debate na 14ª Conferência, relacionados a temas como o Emprego e trabalho decente para a paz e a resiliência; Navegando pela mudança através do diálogo social inclusivo; Trabalho decente na economia de plataformas; e Igualdade de gênero no mundo do trabalho.

Participaram da reunião presencial/virtual, representantes de governos, empregadores e trabalhadores que tiveram acesso aos relatórios e puderam comentar sobre os temas a serem discutidos.

Após a abertura do ministro, a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MTE, Maíra Lacerda, deu continuidade às discussões, expondo os temas das comissões. No relatório Diálogo social inclusivo diante das transformações do mundo do trabalho, serão discutidas mudanças no mundo do trabalho, a transformação digital e IA, a informalidade, transição justa, informalidade e crises internacionais, com foco no diálogo social, com participação de todos, para mediar interesses e prevenir conflitos.

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O Brasil vai apresentar na Conferência os avanços notáveis na transparência e negociação coletiva, o sistema Mediador – plataforma on line de registro e consulta de acordos coletivos, que no ano passado continha mais de 43 mil acordos registrados. O papel da Inspeção do Trabalho também será exposto neste contexto, demonstrando seus eixos de atuação para garantir o cumprimento da legislação e prevenção de conflitos.

Serão apresentados diálogos sociais na prática, como o estabelecimento de GT tripartite para desenvolver propostas regulatórias sobre plataformas digitais e a PEC dos domésticos, que trata da Convenção nº 189 da OIT.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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