Agro News

COP15 amplia a proteção de 40 espécies migratórias em todo o mundo

Publicado

Realizada em Campo Grande (MS), às portas do Pantanal, a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) terminou neste domingo (29/3) com avanços na proteção global das espécies migratórias, suas rotas e seus habitats. 

Pela primeira vez, a conferência teve 40 espécies, subespécies e populações incluídas ou reclassificadas nos Apêndices I e II, listas que reúnem, respectivamente, espécies migratórias ameaçadas de extinção e espécies migratórias que demandam cooperação internacional para sua conservação. Das 40, 16 ocorrem no Brasil.

O resultado fortalece o multilateralismo, uma das principais diretrizes da política externa do Governo do Brasil, e consolida o papel de liderança do país na implementação de acordos internacionais. 

Na Sessão de Alto Nível da COP15, em 22 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do Brasil com a conservação das espécies migratórias e assinou decretos que ampliam o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã, no Mato Grosso, além de criar a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais, protegendo mais de 148 mil hectares nos biomas Pantanal e Cerrado. 

No total, 69 propostas tiveram sua aprovação final durante a plenária de encerramento da COP15, incluindo 15 emendas aos Apêndices (que abrangem 40 espécies, subespécies e populações), 15 Ações Concertadas e 39 resoluções, conduzida pelo presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco. “A COP15 conseguiu ampliar a proteção dos animais migratórios ao incluir 40 espécies, subespécies e populações nos Apêndices I e II da CMS e aprovar 15 Ações Concertadas para conservação”, afirmou.

“Além disso, a Conferência resultou na adoção de 39 resoluções, entre elas uma proposta inédita voltada à construção de uma estratégia de mobilização de recursos, com o objetivo de ampliar o apoio aos países em desenvolvimento na implementação da Convenção. Os debates também destacaram a necessidade de proteger e fortalecer a conectividade, as rotas migratórias, os corredores ecológicos e os habitats saudáveis. Esses elementos não são apenas caminhos geográficos, mas verdadeiras linhas de vida que sustentam a biodiversidade e o equilíbrio ecológico, e protegê-los exige não apenas vontade política, mas também ação coordenada entre diferentes jurisdições, setores e atores”, explicou.

“Não há dúvida de que a CMS é um dos acordos internacionais mais importantes sobre o meio ambiente. A CMS aborda as mesmas pressões ambientais que os três Acordos do Rio, os Acordos sobre Produtos Químicos e outros. No entanto, ela o faz a partir da perspectiva dos bilhões de extraordinárias criaturas vivas encontradas em todo o mundo, que realizam um dos fenômenos mais notáveis do planeta: a migração. Elas conectam países, continentes e comunidades”, reforçou a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, em discurso na plenária final. 

Também entre os principais resultados aprovados estão 15 propostas lideradas ou colideradas pelo Brasil. Dentre elas, oito adições aos Apêndices I e II da CMS e cinco Ações Concertadas, além de uma resolução e um plano de ação (entenda abaixo).

A inclusão do surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans) no Apêndice II derivou de uma proposta apresentada pelo Brasil. A espécie, típica de grandes bacias sul-americanas, é considerada estratégica para a segurança alimentar e a economia de comunidades tradicionais e ribeirinhas. Outra aprovação relevante no Apêndice II foi a do caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis), resultado que visa fortalecer iniciativas regionais voltadas à conservação de aves campestres migratórias na América do Sul.  

Também teve destaque a aprovação do Plano de Ação Regional para os Bagres Migratórios da Amazônia, incluindo a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii), um exemplo de iniciativa de cooperação internacional e participação social.

Liderado pelo Brasil, com apoio da Aliança Águas Amazônicas (AAA), Wildlife Conservation Society (WCS), The Nature Conservancy (TNC), Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação Gordon e Betty Moore, e em articulação com Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, o plano foi elaborado por meio de processo intergovernamental, que reuniu diversas entidades da sociedade civil e entes governamentais.

A inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) nos Apêndices I e II da CMS também teve apoio do Brasil. O país aprovou a proposta da França, juntamente com Peru, Bolívia, Panamá, Equador, Paraguai, União Europeia, Senegal e Venezuela, para proteger a espécie presente nos biomas Pantanal e Amazônia.

Destaca-se, ainda, a inclusão de outras espécies que ocorrem no Brasil, como os tubarões-raposa (Alopias) e os tubarões-martelo (Sphyrna), no Apêndice I.

Leia mais:  Café recupera parte das perdas e encerra semana em alta nas bolsas internacionais

Além das medidas de proteção às espécies, cabe à conferência a deliberação sobre o orçamento do Secretariado da Convenção. A COP aprovou iniciativa inédita para a preparação de uma estratégia de mobilização de recursos, com foco em apoiar países em desenvolvimento na implementação da CMS.

As negociações da COP15 se iniciaram em 23 de março, tendo reunido mais de 2.400 participantes. O Brasil segue na presidência da conferência pelos próximos três anos e, a partir de agora, vai atuar na implementação das propostas aprovadas até a realização da próxima edição da conferência.

Em comemoração aos 50 anos da CMS, a Alemanha foi anunciada como sede da COP16, que será realizada em 2029. A cidade de Bonn, na Alemanha, foi palco da assinatura do tratado, em 23 de junho de 1979, que deu origem à CMS.

Durante a COP15, também ocorreu o espaço Conexão Sem Fronteiras, aberto à sociedade, que reforçou, por meio de debates e programação cultural, a importância da cooperação internacional para a conservação das espécies migratórias e seus habitats.

Além disso, a conferência teve o apoio da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que recrutou 150 voluntários para atuar na Zona Azul. A UFMS realizou ainda o COP15 POP, iniciativa também voltada à sociedade, com trilhas culturais e científicas, avistamento de aves e borboletas, sessões no Planetário e visitas a laboratórios e museus, entre outros. 

Confira os resultados liderados e coliderados pelo Brasil na COP15: 

Apêndice I

  • Inclusão do maçarico-de-bico-torto (Numenius phaeopus hudsonicus)

  • Inclusão do maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica)

  • Inclusão de petréis/grazinas (Pterodroma, Pseudobulweria) (também no Apêndice II)

Apêndice II

  • Inclusão do surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

  • Inclusão do cação-cola-fina (Mustelus schmitti)

  • Inclusão do caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis)

  • Inclusão de petréis/grazinas (Pterodroma, Pseudobulweria) (também no Apêndice I)

Ações Concertadas

Mamíferos aquáticos

  • Relatório e renovação da ação concertada para a toninha ou franciscana (Pontoporia blainvillei)

  • Ação concertada para o boto-de-Lahille (Tursiops truncatus gephyreus)

Tubarões e raias

  • Ação concertada para o tubarão-mangona (Carcharias taurus)

  • Ação concertada do tubarão-peregrino (Cetorhinus maximus)

  • Ação concertada para as raias-manta e raias-diabo (Mobulidae)

Plano de Ação 

Bagres migratórios 

  • Resolução e Plano de Ação para a Conservação dos Bagres Migratórios Amazônicos, incluindo a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii)

Saiba mais sobre cada uma das propostas aprovadas 

Toninha ou Franciscana (Pontoporia blainvillei

Durante a COP15 foi apresentado e aprovado o Relatório da Ação Concertada da toninha ou franciscana (Pontoporia blainvillei). Desde sua aprovação, na COP14, Brasil, Argentina e Uruguai desenvolveram um plano de conservação, fortalecimento de capacidades técnicas nacionais e regionais, medidas de enfrentamento da captura incidental e outras ameaças, com a inclusão da franciscana nas listas nacionais de espécies ameaçadas nos três países. Agora, com a renovação da Ação Concertada da toninha ou franciscana, serão adotadas medidas para monitoramentos populacionais e redução da captura incidental. 

Boto-de-Lahille (Tursiops truncatus gephyreus

A Ação Concertada do boto-de-Lahille prevê a elaboração de um Plano de Ação quinquenal (2026-2031) com ações de mitigação das ameaças e sensibilização pública. Por iniciativa do Brasil, da Argentina e do Uruguai, o boto-de-Lahille foi incluído nos Apêndices I e II da CMS na COP14. Agora, os países aprofundam as ações de conservação da espécie com a aprovação da proposta. 

Surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

A inclusão da espécie no Apêndice II da CMS busca promover o manejo coordenado da pesca, a conservação das rotas migratórias e o controle da hibridização com o fortalecimento da cooperação internacional, permitindo o intercâmbio de dados científicos e o alinhamento de políticas de conservação entre os países da área de distribuição da espécie: Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Bagres Migratórios Amazônicos

O Plano de Ação Regional para os Bagres Migratórios da Amazônia, incluindo a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii), é resultado de um esforço para estabelecer planos de ação de recuperação de espécies ameaçadas. A iniciativa tem como objetivos estratégicos a conservação de habitats críticos e a conectividade fluvial, o fortalecimento da base de conhecimento científico e local e da cooperação internacional, o impulsionamento de cadeias de valor sustentáveis e a harmonização de políticas e marcos normativos. A dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e a piramutaba (B. vaillantii) foram incluídas no Apêndice II da CMS durante a edição anterior, a COP14. 

Atlas das Rotas Migratórias das Américas

Lançado em evento especial, o Atlas das Rotas Migratórias das Américas consolida, pela primeira vez, dados detalhados sobre a trajetória de 622 espécies que cruzam o continente, estabelecendo uma base científica inédita para orientar políticas ambientais integradas entre os países. Desenvolvido pela CMS em parceria com o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, o MMA e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS), o Atlas identifica as chamadas Áreas de Concentração de Aves (ACAs) ao longo de todas as fases do ciclo de vida das espécies, com base em milhões de registros gerados por ciência cidadã na plataforma eBird. A ferramenta permite mapear, com precisão inédita, onde as aves se reproduzem, descansam e até passam o inverno, evidenciando os corredores ecológicos que conectam os biomas das Américas.

Leia mais:  Estimativas sobre jumentos no Brasil são contestadas e levantam alerta sobre risco de extinção

Cação-cola-fina (Mustelus schmitti

Com um colapso populacional estimado em mais de 80% nas últimas três gerações, o cação-cola-fina passa a contar com um mecanismo de cooperação que pode estimular a adoção de medidas conjuntas de monitoramento, mitigação de capturas incidentais, proteção de áreas críticas e troca de informações científicas.

Tubarão-mangona (Carcharias taurus)

Listada nos Apêndices I e II da CMS, a espécie está criticamente ameaçada no sudoeste do Atlântico. Além da atualização do Plano Regional de Ação para Conservação (RCAP), a proposta de Ação Concertada visa intensificar a cooperação científica e política entre os países, com ênfase na conectividade entre áreas críticas para reprodução, crescimento e alimentação da espécie; a criação de uma rede de pesquisadores, ONGs, aquários, pescadores, órgãos governamentais e comunidades locais.

Tubarão-peregrino (Cetorhinus maximus)

O tubarão-peregrino tem registros pontuais ao longo do litoral Sul e Sudeste e já atingiu 90% de declínio da sua população no Pacífico Norte, evidenciando a necessidade de ações globais coordenadas para mitigar as principais ameaças e conservar a espécie. A proposta apresentada pelo Marine Research and Conservation Foundation (MARECO) e pelo Irish Basking Shark Group (IBSG), conta com o apoio do Brasil. 

Raias-manta e raias-diabo (Mobulidae)

O objetivo é que os estados parte desta Ação Concertada implementem medidas de proteção em nível nacional para proibir a captura e a retirada de raias-manta e raias-diabo, visando interromper o acentuado declínio populacional dessas espécies, que já estão listadas nos Apêndices I e II da Convenção. Para isso, foca em ações de melhoria da capacidade de fiscalização e da rastreabilidade das pescarias e do comércio; realização de campanhas para reduzir a demanda por produtos dessas raias; promoção de boas práticas nas interações com o turismo sustentável e desenvolvimento de pesquisas para apoiar a gestão baseada em ciência e a redução da mortalidade relacionada à pesca dessas espécies.

Petréis ou grazinas (Pterodroma, Pseudobulweria

Foram aprovadas 24 espécies de petréis ou grazinas para inclusão nos Apêndices I e II. 

Apesar das espécies cruzarem 64 países, elas se reproduzem em áreas restritas, como a grazina-de-trindade (Pterodroma arminjoniana) que se reproduz na Ilha da Trindade, no Espírito Santo. As espécies são ameaçadas por diferentes fatores como atração por luzes artificiais; colisões com infraestruturas como linhas de transmissão de energia elétrica e torres de comunicação, e outras ameaças associadas à exploração, desenvolvimento e produção de recursos, incluindo perfuração de petróleo e gás, mineração e pedreiras e energia renovável (geotérmica, solar, eólica, maré); aumento do nível do mar e inundação costeira; eventos climáticos extremos; doenças, como gripe aviária; captura incidental na pesca; poluição marinha.

Maçarico-de-bico-torto (Numenius phaeopus hudsonicus

A espécie realiza migrações de longa distância entre áreas de reprodução no Alasca e no Canadá e áreas não-reprodutivas na América do Sul, em mais de 30 países. Sua inclusão no Apêndice I visa fortalecer a iniciativa para que os países possam trabalhar em conjunto de modo a conservar os seus habitats ao longo do seu ciclo anual e promover outras medidas de conservação e manejo, além de melhorar seu estado de conservação.

Maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica

Com registro em mais de 60 países, apresenta uma das migrações mais longas dentre aves terrestres, sofre com perda de hábitat de áreas húmidas interioranas, sobretudo para agricultura; distúrbios antrópicos em habitats entre marés, sobretudo pela aquicultura; caça, presente em alguns países; mudanças climáticas. Sua inclusão no Apêndice I da CMS propõe um esforço de conservação coordenado internacionalmente. 

Caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis

De ecologia ainda pouco conhecida por sua descrição relativamente recente, a inclusão da espécie no Apêndice II da CMS trará visibilidade e fortalecimento da cooperação internacional para aumentar o conhecimento científico sobre o caboclinho-do-pantanal, melhorando a compreensão da sua dinâmica e ameaças populacionais.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

Publicado

O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

Leia mais:  Importações em alta derrubam preços dos fertilizantes em novembro; ureia e MAP lideram quedas

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

Leia mais:  Silvicultura em Minas Gerais gera R$ 8,5 bilhões em 2024 e lidera produção nacional, aponta IBGE

A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana