O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite desta quarta-feira (21.5), um incêndio em um apartamento de um prédio localizado no bairro Quilombo, em Cuiabá. A ação rápida das equipes, aliada à presença de medidas de segurança da própria edificação, contribuiu para o controle ágil das chamas, impedindo que o fogo se alastrasse para outros apartamentos do edifício.
A equipe do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 18h10. De acordo com moradores do prédio, o incêndio teria começado em um apartamento que estava desocupado no momento.
Imediatamente, quatro viaturas foram deslocadas para atender a ocorrência, como medida preventiva para garantir reforço na operação de combate às chamas.
De acordo com o major BM Ítalo Augusto Diniz dos Santos, oficial de área que acompanhou a ocorrência, o incêndio teve início em um apartamento localizado no 17º andar. As equipes atuaram de forma rápida, utilizando os recursos do próprio sistema de segurança da edificação, como hidrantes e dispositivos de alarme e pânico, o que facilitou a contenção do fogo com agilidade.
“A estrutura de prevenção do prédio estava funcionando corretamente, o que fez toda a diferença para o sucesso da operação”, afirmou.
O combate às chamas foi realizado exclusivamente com o uso dos hidrantes internos do edifício, não sendo necessário utilizar a água das viaturas. Esse fator reforça a importância da manutenção periódica dos sistemas de segurança contra incêndio em prédios residenciais.
O incêndio atingiu somente a cozinha do apartamento, não se propagando para os demais cômodos, que permaneceram intactos, apresentando apenas a presença de fuligem.
“Os indícios levam a crer que a zona de origem do incêndio foi na cozinha. Ainda não é possível determinar o ponto exato onde o fogo começou; somente uma perícia poderá confirmar com precisão. É importante salientar que a ação rápida dos militares, aliada às medidas de segurança contra incêndio e pânico do prédio, contribuiu para uma resposta ágil e eficiente”, afirmou o major Diniz.
Ainda segundo o oficial, a atitude preventiva da moradora, que manteve as portas dos ambientes fechadas antes de sair do imóvel, teve papel importante na contenção do fogo.
“Esse simples ato de fechar as portas quando saiu de casa ajudou significativamente a evitar que o incêndio e a fumaça se espalhassem para outros cômodos, o que reduziu os danos e contribuiu com o trabalho da equipe de combate”, disse.
Após a extinção do incêndio, os militares orientaram a síndica do prédio a manter desligados o fornecimento de energia elétrica e o sistema de gás do apartamento afetado, como medida preventiva, até que uma avaliação técnica especializada seja realizada. Graças à rápida resposta dos bombeiros e à estrutura de segurança do edifício, ninguém ficou ferido.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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