O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou a 50ª Instrução de Nivelamento de Conhecimento Florestal da Força Nacional (INC Florestal), com o objetivo de reforçar a preparação técnico-operacional dos militares para o enfrentamento de incêndios florestais em todo o Estado neste ano.
Realizada em parceria com a Força Nacional de Segurança Pública, a INC Florestal é uma capacitação de abrangência nacional e reconhecida como referência na formação de bombeiros para esse tipo de resposta especializada. A solenidade de início da INC Florestal foi realizada na tarde de segunda-feira (27/4), no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Essa atividade integra o conjunto de ações promovidas pela corporação, por meio do BEA, voltadas ao fortalecimento da prontidão operacional durante o período de estiagem, quando aumenta a probabilidade de ocorrências em áreas de vegetação.
De acordo com o diretor operacional, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, a instrução vai além de uma capacitação técnica, sendo fundamental para preparar os militares para a realidade operacional enfrentada no Estado, que possui extensão territorial expressiva, além de diversidade de biomas.
“Esta instrução, para nós, é mais do que um simples nivelamento. Ela tem como principal objetivo preparar os senhores para enfrentar o que encontraremos na realidade. Vivemos em um Estado com características únicas, com três grandes biomas, extensas áreas territoriais e locais de difícil acesso. É nesse cenário que os senhores irão atuar, em um ambiente em que um erro custa caro”, destacou.
Com carga horária de 50 horas-aula, a INC Florestal reúne 40 bombeiros militares do Estado, que serão preparados para atuar especialmente em ações integradas no âmbito da Força Nacional de Segurança Pública, por meio do alinhamento de procedimentos, da padronização de técnicas e da integração entre as forças envolvidas.
A instrução contempla atividades teóricas e práticas, com conteúdos diversos, como fundamentos do combate a incêndios florestais, planejamento de operações, princípios de sobrevivência, Sistema de Comando de Incidentes, atendimento pré-hospitalar e técnicas especializadas de combate.
Para o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, a capacitação continuada é um instrumento estratégico para fortalecer a resposta operacional, ampliar a capacidade de planejamento, monitoramento e coordenação de operações conjuntas.
“Essa integração, já consolidada em diversas ações realizadas no território mato-grossense, demonstra que a união de esforços entre as esferas estadual e federal é essencial para o enfrentamento de eventos complexos, sobretudo aqueles que envolvem riscos ambientais, grandes áreas territoriais, comunidades vulneráveis e a necessidade de pronta resposta operacional”, afirmou.
A INC Florestal segue até o dia 1º de maio, culminando em um simulado operacional que permitirá a aplicação integrada dos conhecimentos adquiridos em cenários controlados, envolvendo planejamento, organização, segurança, resposta e combate.
Também participaram da solenidade de abertura da INC Florestal, o coronel RR Lázaro Leandro Nunes, secretário executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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