Tribunal de Justiça de MT

Credenciamento: 1ª Vara Criminal de Sinop define regras para julgamento de réu por homicídio

Publicado

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Sinop definiu as diretrizes específicas para o julgamento de Wellington Honorato dos Santos, que responde pelos crimes de homicídio qualificado, destruição, subtração e ocultação do cadáver da vítima, Bruna de Oliveira, de 24 anos.

O Tribunal do Júri será realizado na próxima terça-feira (27), a partir das 8h30, no Fórum da Comarca de Sinop. As medidas foram adotadas diante da grande repercussão do caso e têm por objetivo garantir a segurança, organização dos trabalhos, a imparcialidade dos jurados e o respeito à dignidade da vítima.

O crime foi registrado em junho de 2024 no município. Após o assassinato, o corpo da vítima foi acorrentado a uma moto e arrastado por vias da cidade.

Conforme despacho assinado pela juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, a Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) será o único meio de comunicação autorizado a realizar gravações de áudio e vídeo da sessão plenária.

O material produzido será posteriormente disponibilizado aos veículos de comunicação, assegurando a publicidade do julgamento de forma controlada, responsável e institucional.

Leia mais:  Poder Judiciário de Mato Grosso

A decisão também proíbe a transmissão em tempo real de qualquer ato do júri, bem como a realização de atividades jornalísticas no interior do plenário. Fica vedada, ainda, qualquer gravação independente de áudio ou vídeo, sendo permitidas apenas entradas externas, fora das dependências do plenário, para atualização do andamento dos trabalhos.

Dados para credenciamento

Para acompanhamento do júri foram reservadas 10 vagas para a imprensa, com apenas um representante por veículo. O pedido de credenciamento deve ser feito até às 15h do dia 26 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo e-mail [email protected].

O profissional da comunicação deve encaminhar as seguintes informações para a solicitação de credenciamento:

Nome completo, número do CPF; cargo/função em que atua e o nome do veículo de comunicação.

Medidas de segurança

O despacho determina o envio de ofícios ao Comando da Polícia Militar de Sinop e à Coordenadoria Militar do TJMT para adoção das providências necessárias à segurança do local do julgamento e de suas adjacências, como ocorre em julgamentos de grande repercussão.

Leia mais:  Programa da Corregedoria regulariza 99 lotes de núcleo urbano de Cuiabá

A Coordenadoria de Comunicação do TJMT também foi oficiada para adotar as medidas necessárias ao cumprimento da decisão e à divulgação das informações nos canais oficiais do Tribunal. A Corregedoria-Geral da Justiça foi comunicada para ciência.

O caso

O crime foi registrado em 2 de junho de 2024, após uma discussão entre o réu e a vítima por causa da venda de um ventilador. Wellington investiu contra Bruna de Oliveira e cortou a parte frontal do pescoço dela, o que causou sua morte.

Na sequência, arrastou o corpo de Bruna se utilizando de uma corrente e uma corda presas a uma motocicleta. O corpo foi deixado em uma valeta, distante cerca de 400 metros do local do crime.

Wellington foi preso no dia seguinte e confessou o crime.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Judiciário de MT Explica: por que falar de Equidade Racial importa?

Publicado

Há muita diferença entre tratar as pessoas de forma igual e tratá-las com justiça. E para explicar melhor é fundamental falar de igualdade versusequidade racial.
De forma resumida, conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a igualdade garante o tratamento igualitário perante a lei, enquanto a equidade ajusta esse tratamento às necessidades específicas de cada indivíduo ou grupo.
Assim, a equidade busca promover a aplicação da justiça na prática para corrigir desigualdades e desvantagens históricas por meio de ações afirmativas.
Depois de estudos iniciados a partir da Portaria 108/2020, o CNJ lançou em 2022 o Pacto Nacional pela Equidade Racial, do qual o Poder Judiciário de Mato Grosso é signatário a partir do Comitê de Equidade Racial.
Por meio dele, o Judiciário mato-grossense passou a realizar cursos de letramento racial e práticas antirracistas, oficinas nas diferentes áreas e outras ações no âmbito do Tribunal de Justiça e nas comarcas.
O trabalho busca promover a equidade, fortalecer a democracia, unir as pessoas pelo respeito para mostrar que o conhecimento é a melhor ferramenta para transformar a nossa realidade.

Autor: Lídice Lannes

Leia mais:  Programa da Corregedoria regulariza 99 lotes de núcleo urbano de Cuiabá

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana