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Cultura de paz e liderança restaurativa marcam segundo painel do Seminário de Justiça Restaurativa

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O papel do magistrado na construção de uma cultura de paz e na liderança restaurativa foi o tema central do segundo painel apresentado nesta quinta-feira (13), durante o Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur). A palestra foi ministrada pela juíza Erika Cristina Camilo Camin, titular da 1ª Vara da Comarca de Colíder, e integrou a programação da Semana Nacional da Justiça Restaurativa.

Em sua exposição, a magistrada ressaltou a relevância do evento e o papel transformador da Justiça Restaurativa dentro e fora do sistema judicial. Segundo ela, o seminário é uma oportunidade de aprendizado e de disseminação de práticas restaurativas que ainda são pouco conhecidas.

“Eu gostaria de dizer da importância deste evento. Foi um evento importante, a Justiça Restaurativa é muito importante e o nosso objetivo hoje é trazer conhecimento. Porque muitas pessoas não conhecem as ferramentas circulares, não conhecem o que são os círculos de construção de paz, de fortalecimento e o papel da Justiça Restaurativa”, afirmou.

A juíza compartilhou com os participantes sua própria experiência de descoberta e implementação das práticas restaurativas. Ela relembrou o início de sua atuação no Tribunal de Justiça e o aprendizado adquirido ao longo do tempo, especialmente após assumir a Comarca de Colíder, onde passou a aplicar os Círculos de Construção de Paz.

“Eu vivi isso na prática, porque quando ingressei no Tribunal de Justiça, também não sabia muito bem o que eram os círculos e fui aprendendo no dia a dia. Quando cheguei à Comarca de Colíder, em janeiro de 2024, começamos a implementar a ferramenta e, quase dois anos depois, à frente do Centro Judiciário de Solução de Conflitos, conseguimos, junto com a equipe, desenvolver um excelente trabalho. Viemos hoje mostrar a importância do papel do Judiciário, principalmente junto à rede de proteção e às escolas municipais, criando uma nova forma de enfrentamento de situações de vulnerabilidade, violência e conflitos escolares”.

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Erika Cristina destacou ainda que a efetividade da Justiça Restaurativa depende do engajamento dos magistrados e da aproximação com a comunidade.

“É muito importante que os juízes conheçam também a ferramenta e possam implementá-la em suas comarcas, trazendo a população junto a nós. Esse é o diferencial da Justiça Restaurativa. Não é esperar que a população venha até nós. Nós, juízes, precisamos sair dos gabinetes, entrar nos espaços comunitários”, afirmou.

Ela explicou que tem levado palestras e atividades restaurativas às escolas e comunidades de Colíder, o que, segundo ela, tem proporcionado experiências enriquecedoras tanto para o Judiciário quanto para a população local.

“Foi uma vivência muito interessante, porque quando você sai do gabinete e vai até as pessoas, aprende muito sobre como aquela comunidade vive, como ela se organiza, especialmente quando se lida com crianças e adolescentes, que são o público-alvo do programa circular nas escolas”, acrescentou.

Durante a palestra, a juíza também apresentou os resultados concretos alcançados em Colíder, reforçando a importância da atuação conjunta entre o Judiciário e as instituições parceiras.

“Compreendo o papel da Justiça Restaurativa como algo muito importante dentro da comunidade. Estou à frente do Cejusc de Colíder há cerca de dois anos e o que viemos apresentar hoje foi o resultado desse trabalho junto à população. É importante mostrar aos juízes como essa ferramenta funciona, até porque, assim como eu, muitos ainda não a conhecem. É um trabalho construído sob a liderança da desembargadora Clarice Claudino, uma entusiasta da Justiça Restaurativa, que tem possibilitado que esses projetos cheguem às comarcas”, pontuou.

Ao descrever a aplicação prática dos círculos restaurativos, a magistrada destacou os impactos positivos nas escolas e entre os alunos.

“A escola é um organismo vivo, e muitas coisas acontecem ali dentro. Quando voltamos à escola com esse olhar restaurativo, enxergamos problemas como uso de drogas, bullying, questões psicológicas e familiares. A ferramenta circular permite que as pessoas falem, que encontrem acolhimento e empatia. Isso melhora o ambiente escolar e promove mudanças reais”, disse.

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Ela concluiu destacando que os resultados observados comprovam o poder transformador da Justiça Restaurativa.

“Nós tivemos muitos feedbacks positivos dos círculos realizados, inclusive com crianças pequenas, de 8, 9 e 10 anos, que relatam mudanças significativas em suas vidas. Isso mostra como é possível transformar realidades por meio da escuta e do diálogo”, finalizou.

O seminário, realizado no Auditório Gervásio Leite, na sede do TJMT, em Cuiabá, reúne magistrados, servidores, professores, defensores públicos e especialistas para discutir o fortalecimento da Justiça Restaurativa nas instituições e escolas. A programação inclui ainda painéis sobre inovação na gestão restaurativa, mediação de conflitos e comunicação não violenta.

O evento encerra na sexta-feira (14) com a certificação de instrutores do Nugjur e de 125 professores da rede estadual formados como facilitadores de Círculos de Construção de Paz, consolidando a integração entre o Poder Judiciário e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na promoção da cultura de paz em Mato Grosso.

Estiveram presentes na palestra a presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), desembargadora Clarice Claudino da Silva, a desembargadora Maria Erotides Kneip, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, o coordenador-adjunto do Nugjur, juiz Luiz Otávio Pereira Marques, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), Jaqueline Cherulli, além de magistrados, servidores e profissionais da educação.

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Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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