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Curso do MPMT fortalece defesa das vítimas no Tribunal do Júri

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Com objetivo fortalecer a atuação dos membros do Ministério Público no Tribunal do Júri, com foco na defesa das vítimas e no aprimoramento técnico dos profissionais, o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), deu início nesta sexta-feira (25) ao curso de extensão “Curadoria da Vida”. A formação, que será realizada de forma virtual até junho de 2026.Com aproximadamente 300 inscritos de Ministérios Públicos de todo o Brasil, o curso busca oferecer uma formação prática e aprofundada. “Esse curso foi concebido para membros do MP de todo o Brasil. Teremos encontros mensais e também lançaremos o curso de ‘Proteção Integral das Vidas’, que já conta com a adesão do MP brasileiro”, destacou o coordenador do Ceaf, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade.A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Escola Institucional do MPMT, a Confraria do Júri e o Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri. Para o coordenador do CAO e presidente da Confraria, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, o curso nasce de uma convicção: “O promotor de Justiça do Júri deve ser eterno aprendiz. No plenário não há espaço para amadorismo, nem improviso tresloucado. Que o improviso ocorra de estudo permanente. Não basta ser técnico, é preciso ter alma e é por isso que nós estamos aqui”.O curso também busca resgatar a essência da atuação ministerial. “O CEAF traz conhecimento e capacitação de membros e membras de forma a resgatar a atuação do MP na defesa da vítima em sua essência. A atuação no plenário do Júri não é com o dedo em riste, mas com a mão no peito em defesa da vítima. É a atividade do MP em sua maior pureza”, afirmou o promotor de Justiça Thiago de Souza Afonso.Durante a abertura, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, reforçou o compromisso institucional com a proteção das vítimas. “Estamos tentando colocar no papel a criação de salas de atendimento às vítimas em todas as promotorias de Justiça. Nosso cliente é a vítima. Estamos todos juntos na defesa da sociedade e da vítima. Além de defendê-la, queremos passar essa mensagem para a sociedade: estamos aqui para isso”, afirmou.O procurador-geral de Justiça também destacou a importância da presença do MP nos espaços acadêmicos e nos tribunais superiores. “A academia é muito importante, mas muitas vezes defende bandeiras que não são as do MP. Precisamos levar nossas teses para esses espaços. Defendo que estejamos cada vez mais presentes, fazendo sustentações orais, levando memoriais aos gabinetes e mostrando aos ministros a importância de defender a sociedade.”O curso “Curadoria da Vida” contará com módulos mensais que abordarão temas como racionalidade decisória dos jurados, técnicas argumentativas, nulidades processuais e construção de discursos persuasivos. A proposta é oferecer um olhar prático, com oficinas voltadas à atuação real no plenário do Júri.O primeiro módulo foi ministrado nesta sexta pelo promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto. Ele abordou o tema “Inteligência artificial no Tribunal do Júri”. “A IA não é uma pessoa que vai nos substituir, ela vai nos auxiliar”. As aulas ocorrem na modalidade síncrona, das 8h às 11h (horário de Mato Grosso), por meio da plataforma Microsoft Teams.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MP aponta falhas na venda de ingressos em casa de shows de Cuiabá

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá expediu, na quinta-feira (21), notificação recomendatória após identificar possíveis irregularidades na venda de ingressos para eventos na capital, especialmente quanto ao direito à meia-entrada.Foram constatadas falhas na divulgação de informações obrigatórias ao público. Entre os problemas apontados estão a falta de clareza sobre a quantidade de ingressos destinados à meia-entrada, a ausência de informações sobre o total de bilhetes disponíveis e dúvidas quanto às regras aplicadas a diferentes categorias de beneficiários.O Ministério Público também questiona a comercialização do modelo denominado “meia-solidária”. Segundo a notificação, a modalidade estaria sendo oferecida sem informações claras sobre suas condições e finalidade, gerando dúvidas quanto ao direito legal à meia-entrada, além da limitação do benefício em determinados setores dos eventos, o que pode restringir o acesso de quem tem direito ao desconto.Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa passe a informar, de forma clara e acessível, o total de ingressos disponíveis, a quantidade destinada à meia-entrada e eventuais esgotamentos. Também reforça que o desconto deve ser garantido a todos os públicos previstos em lei, como estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda.Segundo a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da capital, “a transparência na comercialização de ingressos é essencial para garantir o direito à informação e à efetiva aplicação dos benefícios legais. O consumidor precisa ter acesso claro às condições de compra e aos direitos assegurados por lei”.A promotora acrescenta que o Ministério Público permanecerá atento à atuação das casas de shows e organizadores de eventos na capital, especialmente quanto ao cumprimento do dever de informação ao consumidor.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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