O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o deputado Carlos Avallone destacou a importância do ForestFire 2025, Congresso Internacional de Combate a Incêndios Florestais que segue até quarta-feira (18), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento é uma realização do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e conta com diversos parceiros, incluindo a Assembleia Legislativa.
“A participação de dez países mostra o quanto o governo, o Legislativo e a sociedade civil organizada estão aperfeiçoando as estratégias. Como o mundo está olhando para nós por causa das mudanças climáticas e incêndios ocorridos em 2020 e 2021, nada melhor que o Corpo de Bombeiros ter esse protagonismo de demonstrar tudo o que tem de melhor e o quanto nós em Mato Grosso estamos investindo”, afirmou o deputado durante a abertura do evento.
Além da participação de todas as regiões do Brasil, o congresso reúne representantes e palestrantes de Portugal, Estados Unidos, Canadá, México, Nova Zelândia, Espanha, Chile, Irlanda e França.
O evento conta com a exposição de tecnologias, como equipamentos e softwares criados para serem utilizados tanto na prevenção, quanto no monitoramento e combate a incêndios.
“Um grande exemplo que o governo do Estado tem dado é o relacionamento com as instituições, pois quando conversamos abertamente diminuímos os problemas. E aqui em Mato Grosso, como presidente da Comissão de Meio Ambiente, tenho tido uma relação muito próxima com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Secretaria do Meio Ambiente e a Sinfra”, ressaltou Avallone.
“Se nós evoluímos na gestão ambiental nos últimos anos é porque temos a participação ativa do Ministério Público do Estado, da Assembleia Legislativa, e aqui faço referência à atuação brilhante do deputado Avallone, presidente da Comissão de Meio Ambiente, ao presidente Max Russi (PSB) e a todos os deputados que atuam ativamente nas discussões, assim como do setor produtivo e sociedade civil organizada”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Presente no evento, Camila Kühl Pintarelli, diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comentou sobre os investimentos na área. “Desde 2020 aumentamos em 400%, por meio do fundo, o financiamento a operações e combate a incêndios florestais. Em 2024, quando cheguei, os Corpos de Bombeiros não constavam do rol de beneficiários das transferências obrigatórias do fundo e isso foi corrigido e as corporações voltaram a fazer parte”.
Anfitrião do evento, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou o aporte de R$ 125 milhões do Executivo estadual para o trabalho de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais.
“Como já divulgado anteriormente, temos a Sala de Situação Central, maquinário, helicóptero e neste evento estamos apresentando o SICRAIF – Sistema Integrado de Cadastro de Recurso para Apoio aos Incêndios Florestais. Esta ferramenta é inédita e mapeia e organiza informações sobre maquinários, pessoal e infraestrutura disponíveis em propriedades rurais e municípios, para atuar em emergências ambientais”.
A Câmara Setorial Temática da Saúde Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (27), reunião ordinária para discutir a proposta de fluxo de atendimento às emergências e crises em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contemplando os públicos adulto e infanto-juvenil.
O objetivo foi avançar na construção de protocolos que orientem o atendimento de pacientes em situação de crise, especialmente nos casos que envolvem urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades hospitalares e demais pontos da rede.
Durante a reunião, foram apresentados dados sobre a estrutura existente e a atuação das UPAs, destacando a necessidade de integração entre os serviços e a importância de protocolos para dar mais segurança aos profissionais e garantir atendimento adequado aos pacientes. Também foram detalhadas informações sobre a oferta de leitos em UPAs 24 horas em Mato Grosso.
Ao todo, o estado conta com 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência distribuídos nas unidades. Cuiabá, por exemplo, possui quatro UPAs de porte III, somando 60 leitos de observação e 16 de urgência, enquanto Várzea Grande conta com uma UPA III, no Ipase, e uma UPA I, totalizando 26 leitos de observação e sete de urgência. As informações constam na Portaria nº 0646/2025/SES.
Os participantes destacaram que a quantidade de unidades e leitos ainda é considerada baixa diante da dimensão territorial de Mato Grosso e do tamanho da população atendida, o que reforça a necessidade de ampliar a estrutura e melhorar a organização da rede de atendimento.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Segundo o deputado Carlos Avallone, a Câmara tem acompanhado relatos de ambulâncias circulando com pacientes em crise sem conseguir atendimento imediato. Ele destacou que a intenção não é apontar culpados, mas identificar os problemas e construir soluções com apoio técnico.
“Na realidade, nós estamos falando do fluxo de urgência e emergência. Temos acompanhado muitos casos de ambulâncias rodando com pessoas em crise, sem ter quem receba. Existe lugar para ser recebido, que são as UPAs, mas, às vezes, isso não acontece porque estão lotadas, porque falta qualificação ou porque falta capacitação. Então, nós precisamos criar um fluxo”, afirmou.
Avallone também ressaltou que já existem propostas em andamento pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que poderão ser analisadas e validadas pela Câmara Setorial.
O coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Matheus Ricardo Souza, explicou que a proposta busca organizar o percurso do paciente dentro da rede, considerando os diferentes níveis de atendimento.
“O principal objetivo dessa reunião é articular o percurso desse paciente quando ele estiver em situação de crise e precisar de uma atenção especializada e de uma resposta rápida. A ideia é facilitar a assistência e o acesso à saúde nessas condições, tanto para o público infantil e juvenil quanto para o público adulto”, afirmou.
O parlamentar reforçou que a presença de diferentes instituições na Câmara Setorial fortalece a construção de uma proposta conjunta. “Quando se tem um fluxo aprovado por psicólogos, psiquiatras, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Estado e municípios, fica muito mais fácil fazer com que ele seja cumprido”, disse.
Para Avallone, a Câmara Setorial tem o papel de reunir especialistas, apoiar tecnicamente os municípios e viabilizar recursos quando necessário. “Criticar é fácil. O mais difícil é estudar, conhecer o caminho, chamar as pessoas para ajudar e colocar o recurso no lugar certo. É isso que estamos fazendo. A Câmara está aqui para ajudar a saúde mental a atender a população que mais precisa, porque ela está sofrendo muito”, concluiu.
Como encaminhamento, ficou acordada a formação de um grupo técnico para acompanhar a construção de fluxos e protocolos. O trabalho deverá orientar a atuação das unidades envolvidas e melhorar a articulação entre os serviços.
A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de profissionais de saúde e da equipe técnica da ALMT.
Dasos UPAS 24h em MT: ofertas de leitos
Município | Porte | Leitos de Observação | Leitos de Urgência
Cuiabá | 4 UPAs – Porte III | 60 | 16
Várzea Grande | 1 UPA – III (IPASE) e 1 UPA I | 26 | 7
Poconé | 1 UPA – Porte I | 7 | 2
Barra do Garças | 1 UPA – Porte II | 11 | 3
Juína | 1 UPA I | 7 | 2
Cáceres | 1 UPA – Porte II | 11 | 3
Rondonópolis | 1 UPA III | 15 | 4
Primavera do Leste | 1 UPA II | 11 | 3
Sorriso | 1 UPA | 7 | 2
Sinop | 1 UPA II | 11 | 3
Total de 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência (Fonte: Portaria 065/2025/GBSES/MT. Posição de setembro de 2025).
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