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Desa. Maria Erotides participa do 2º Encontro Nacional de Vice-presidentes de Tribunais de Justiça

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Erotides Kneip, participou, na manhã desta quinta-feira (15 de agosto), da abertura do 2º Encontro Nacional de Vice-Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Enavip). O evento é organizado pelo Colégio Permanente de Vice-presidentes dos Tribunais de Justiça (CPVIP), do qual a desembargadora é presidente, e está sendo realizado até amanhã (16 de agosto), em São Luís (MA). Também participam do evento, os juízes auxiliares da vice-presidência do TJMT, Paulo Márcio Soares de Carvalho e Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, que ministrará palestra no segundo dia do encontro.
 
A desembargadora Maria Erotides, durante a cerimônia de abertura, falou sobre a “Medalha Mérito Ministro Sanseverino”, instituída durante o Enavip realizado em Cuiabá, em abril deste ano. A honraria é uma homenagem ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, que faleceu em abril de 2023, aos 63 anos. A medalha é conferida às pessoas que contribuem para o fortalecimento do Colégio de Vice-presidentes e para tornar efetiva a realidade do Sistema de Precedentes.
 
Durante o Enavip em Cuiabá, o colegiado escolheu por meio de votação, a primeira pessoa a ser homenageada: o ministro do STJ, Rogério Schietti Cruz, “que sempre esteve muito perto, um amigo fraterno” de Sanseverino. De acordo com a desembargadora, “o ministro verdadeiramente colabora e instrui a todos com o Sistema de Precedentes”.
 
A medalha foi entregue ao ministro Rogério Schietti por Maria do Carmo Sanseverino e Gustavo Sanseverino, viúva e filho do ministro do STF, num momento de muita emoção. Os dois entregaram a medalha, aos demais homenageados (as) e ao final da cerimônia também foram homenageados com a Medalha Mérito Ministro Sanseverino.
 
A programação continuou com a palestra “Os desafios e as perspectivas de consolidação do Banco Nacional de Precedentes (BNP)”, da juíza auxiliar do CNJ, Daiane Nogueira de Lira, e as apresentações dos vice-presidentes dos Tribunais de Justiça de São Paulo, Paraná e Pernambuco.
 
Na manhã da sexta-feira (16), o juiz auxiliar da vice-presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior ministra a palestra “Os juízes e o sistema de precedentes: a doutrina da responsabilidade institucional”.
 
Em seguida, o juiz auxiliar da presidência do CNJ, João Thiago de França Guerra, magistrado do TJMT, falará sobre “Desenvolvimento colaborativo de inteligência artificial para o Judiciário brasileiro: experiências e oportunidades”.
 
A programação ainda prevê uma reunião dos vice-presidentes dos Tribunais de Justiça, votação dos Enunciados do CPVIP e a divulgação da Carta de São Luís.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: a imagem panorâmica mostra, em primeiro plano, a desembargadora Maria Erotides em pé, falando ao microfone no púlpito de acrílico transparente. Ela é uma mulher madura, pele clara, cabelos lisos, compridos e brancos. Está vestida com calça preta, blazer branco e sapatos pretos. Logo atrás, sentados em cadeiras, estão o vice-presidente e o presidente do TJMA e o ministro do STJ, Rogério Schietti Cruz.
 
Marcia Marafon
Assessproa de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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