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Desembargador Orlando Perri participa de encerramento do projeto Escolhas da Vida em escola estadual

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Foto colorida que mostra detalhe das mãos de alunos da rede estadual jogando o jogo de cartas Escolhas do Bem.O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF-MT), desembargador Orlando Perri, participou do encerramento do projeto Escolhas da Vida, com o lançamento do jogo Escolhas do Bem, na última sexta-feira (26 de setembro), na Escola Estadual Professora Eliane Digigov Santana, localizada no bairro Bela Vista, em Cuiabá.

O evento contou com a participação do vice-governador Otaviano Pivetta, do secretário de Educação do Estado, Alan Porto, dos psicólogos e criadores do jogo Escolhas do Bem, Afro Stefanini II e Lieber Faiad, além da comunidade escolar. Eles celebraram a trajetória do projeto, realizado em parceria entre o Executivo e o Judiciário estaduais, que levou palestras com o tema “A vida me escolheu” a sete escolas estaduais de Cuiabá e Várzea Grande, bem como distribuiu os jogos para unidades de toda a Baixada Cuiabana.

Desembargador Orlando Perri concede entrevista à TV Justiça, no pátio da Escola Eliane Digigov. Ele é um senhor branco, de cabelos grisalhos, usando camisa azul clara. “Nós levamos essa ideia ao secretário Alan Porto para que pudéssemos falar com os alunos a respeito da violência, do problema de entrar para uma facção criminosa, falar sobre as agruras de uma prisão, porque muitas vezes eles se deslumbram com aquilo que o crime organizado oferece. Mas é uma ilusão que nós devemos afastar dessas crianças. Então, nós precisamos conversar com elas. […] Nós sabemos que com um projeto dessa natureza não se vai colher frutos a curto prazo, mas nós temos que plantar agora para que, em médio prazo, os índices de violência no estado de Mato Grosso despenquem”, disse o desembargador Orlando Perri.

Vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, durante entrevista à TV Justiça, no pátio da escola. Ele é um senhor branco, alto, careca, usando camiseta preta e óculos de grau de armação preta.Para o vice-governador Otaviano Pivetta, o evento na escola representa a união do setor público com um objetivo comum, que é formar as gerações futuras. “A escola precisa ser acolhedora, a escola precisa ter atrativos, a escola precisa ser um ambiente agradável. Os jovens de hoje em dia são muito exigentes, pela própria situação que nós vivemos. Esse é o grande desafio dos dias de hoje: a escola ser acolhedora, atrativa e ensinar nos tempos que nós vivemos, ensinar o conteúdo que os jovens de hoje precisam para ter liberdade, para ter um bom emprego, para ter sua autonomia”, afirmou.

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Secretário estadual de Educação, Alan Porto, durante entrevista à TV Justiça. ele é um homem branco, de cabelo castanho claro, usando camisa azul clara. Atrás dele, há uma intérprete de Libras e alunos no pátio da escola. De acordo com o secretário Alan Porto, o projeto em parceria com o GMF-MT tem o intuito de mostrar aos jovens que eles podem ser protagonistas da própria história e que, para isso, devem fazer escolhas. “A escola do Estado de Mato Grosso vai além da sala de aula, além dos conteúdos. A escola hoje trabalha para formar e desenvolver o estudante na questão pessoal, da cidadania, da ética, do respeito, esses valores socioemocionais em que o estudante é protagonista da vida dele e em que as escolhas são muito importantes para que o futuro dele realmente seja promissor, onde ele possa colocar em prática os sonhos deles”.

O jogo – O jogo Escolhas do Bem é um baralho educativo que traz como proposta gerar reflexão, debate e crescimento aos jogadores. O jogo é inspirado em situações do dia a dia dos jovens e traz para as cartas temas como pressão social, desafios emocionais, manipulação digital, crise de identidade, entre outros. Conforme são confrontados com essas situações, os jogadores têm em suas mãos cartas que apresentam opções de escolhas, que podem ser escolhas do bem ou não, fazendo com que o jogador se enxergue como protagonista de sua própria história.

Psicólogo Afro Stefanini concede entrevista à TV Justiça. ele é um homem pardo, de barba, usando camiseta e boné pretos com a logomarca do projeto A vida me Escolheu. Ao fundo, alunos no pátio de uma escola estadual.“É um jogo que coloca todos eles ali conversando, debatendo dilemas sobre a criminalidade, sobre os riscos de entrar no mundo das drogas. Por exemplo, existe a manipulação digital, falta de proposta de vida, a questão dos desafios emocionais, a questão da influência tóxica de pessoas. São vários assuntos que entram na vida do jovem cotidianamente, mas, às vezes, não são conversados. E a escola com esse papel educacional, não apenas intelectual, mas emocional, faz isso a partir de um projeto como esse”, explica o psicólogo Afro Stefanini II.

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Segundo ele, professores, demais servidores das escolas e representantes de grêmios estudantis foram treinados para colocar o jogo em prática de forma pedagógica nas escolas.

O psicólogo ressalta ainda o contexto maior em que o jogo esteve inserido, que foi o projeto Escolhas da Vida. “É o incentivo a escolhas positivas, a partir de um mecanismo pedagógico funcional. A partir do momento que o jovem tem capacidade de pensar naquilo que acontece com ele, de ver consequências, ele tem instrumento para fazer escolhas melhores, evitando entrar no mundo do crime, evitando entrar nas drogas e assim sucessivamente”, afirma.

Diretora da Escola Estadual Eliane Digigov, Alcimária da Costa, concede entrevista à TV Justiça, no pátio da escola. Ela é uma mulher branca, loira, usando vestido azul marinho.A diretora escolar Alcimária Ataides da Costa avalia que a iniciativa tem contribuído para a formação dos estudantes. “O jogo Escolhas da Vida veio acrescentar ainda mais dentro do programa que nós já temos, que é uma das políticas socioemocionais para todas as unidades escolares, que é fazer com que, a partir de um jogo lúdico, de cartas, um jogo bem versátil, fazer com que os estudantes possam refletir sobre as suas ações, sobre as suas escolhas para a vida, para a sociedade, nos ambientes escolar e familiar”.

O estudante do 1º ano do Ensino Médio da Escola Eliane Digigov, Davi Pereira, 15 anos, conta sua experiência com o jogo. “Foi muito fundamental, pois ele ensina muito sobre o que acontece hoje em dia entre as escolas, onde acontece bullying, preconceito, gordofobia, até xenofobia. O jogo ensina a fazer as escolhas e fala a melhor maneira de combater o racismo, o bullying, a xenofobia, etc. Ele ensina sobre as melhores maneiras de se expressar com outras pessoas para resolver da melhor maneira o bullying, entre outras situações”.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Inscrições abertas: webinário discute julgamento com perspectiva de gênero e direitos das mulheres

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O webinário “Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero: Direitos das Mulheres são Direitos Humanos” está com as inscrições abertas. A atividade será realizada de forma virtual, em 13 de maio, das 8h às 11h (horário de Cuiabá) e das 9h às 12h (horário de Brasília), pela plataforma Microsoft Teams. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 12 de maio (Inscreva-se aqui).

Voltada à formação continuada de magistrados, assessores, servidores do Poder Judiciário e operadores do Direito, a capacitação tem carga horária de três horas-aula, com certificação aos participantes.

O evento tem como objetivo fomentar o debate qualificado sobre o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, instituído pela Resolução CNJ nº 492/2023, destacando a importância da incorporação dessa abordagem na atividade jurisdicional como instrumento de promoção da igualdade material e de proteção dos direitos humanos das mulheres.

Ele será conduzido em formato expositivo-dialogado, com apresentação dos fundamentos normativos, teóricos e práticos que orientam o julgamento com perspectiva de gênero, além de espaço para perguntas e debates. A iniciativa busca contribuir para decisões judiciais mais sensíveis às desigualdades estruturais e comprometidas com a dignidade da pessoa humana e o acesso efetivo à Justiça.

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O evento é realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso em parceria com o Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres.

Palestrante

A palestra será ministrada pela desembargadora Adriana Ramos de Mello, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e contará com abertura da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, presidente do Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres do Poder Judiciário de Mato Grosso no biênio 2025/2026.

A desembargadora Adriana Ramos de Mello é doutora em Direito Público e Filosofia Jurídico-Política pela Universidade Autônoma de Barcelona. Atua como presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EMERJ, coordena a pós-graduação lato sensu em Gênero e Direito da mesma instituição e lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e Acesso à Justiça da ENFAM. Também é coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRJ.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

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Autor: Keila Maressa

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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