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Dólar Mantém Estabilidade Enquanto Commodities Caem no Mercado Internacional

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O dólar começou a semana operando próximo da estabilidade no mercado brasileiro, refletindo um cenário de menor volatilidade e cautela entre investidores. Nesta segunda-feira (2), a moeda americana era negociada em torno de R$ 5,26, acompanhando o movimento global de queda das commodities e de ajustes nas expectativas econômicas internas.

Cenário Internacional: Commodities em Queda Pressionam Moedas Emergentes

No exterior, o dólar apresenta desempenho misto frente às principais divisas globais. A queda acentuada das commodities — especialmente do petróleo e do minério de ferro — tem impactado o comportamento das moedas de países exportadores, como Brasil, Chile e México.

Segundo analistas, o petróleo recua mais de 4%, enquanto o minério de ferro registra queda superior a 1% na China. O movimento está relacionado à percepção de que as tensões entre Estados Unidos e Irã podem estar arrefecendo, após declarações recentes do presidente americano indicando abertura ao diálogo.

Além disso, a expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos continua influenciando os mercados. A possível indicação de um novo presidente para o Federal Reserve tem fortalecido momentaneamente o dólar em nível global, enquanto investidores reavaliam suas posições em moedas emergentes.

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Fatores Internos: Reabertura do Congresso e Expectativas Econômicas

No Brasil, o retorno das atividades do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) reacende a atenção sobre temas políticos e fiscais, que podem impactar o ambiente econômico e a percepção de risco no país.

O mercado também reage ao novo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que manteve a projeção para o dólar ao final de 2026 em R$ 5,50. Já a expectativa para a taxa Selic ficou em 12,25% ao ano, abaixo do atual patamar de 15%. O mercado aposta que o BC deve iniciar o ciclo de cortes nos juros a partir de março, o que pode reduzir gradualmente a atratividade do real, dependendo do ritmo de afrouxamento monetário.

Diferença de Juros e Investimentos Estrangeiros

Mesmo com a perspectiva de queda da Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência segue entre 3,50% e 3,75% — continua atraindo investidores estrangeiros. Essa diferença tem sustentado o fluxo de capital para o país e ajudado a conter pressões mais fortes sobre o câmbio nas últimas semanas.

Bolsa e Câmbio: Movimentos do Mercado

Na última sexta-feira (30), o dólar encerrou o pregão em alta de 1,03%, cotado a R$ 5,2476, influenciado por ajustes técnicos e pela formação da taxa Ptax de fim de mês. O Ibovespa, por sua vez, fechou em leve queda de 0,97%, aos 181.364 pontos, refletindo o recuo das ações ligadas ao setor de commodities.

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Ainda assim, o desempenho acumulado do mês e do ano segue positivo para o principal índice da bolsa brasileira, que vem sendo impulsionado pela expectativa de melhora no cenário fiscal e de uma retomada gradual da confiança no mercado doméstico.

Perspectivas para os Próximos Dias

Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar atentamente os leilões de swap cambial promovidos pelo Banco Central e os novos dados de atividade econômica, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A combinação entre política monetária, desempenho das commodities e cenário fiscal doméstico deve continuar orientando o comportamento do dólar frente ao real.

No curto prazo, analistas esperam que a moeda americana permaneça oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,30, em linha com a cautela global e a espera por novos indicadores econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

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Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

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Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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