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Dólar oscila próximo à estabilidade com foco em decisão do Fed e negociações EUA-China

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O dólar manteve-se praticamente estável frente ao real na manhã desta terça-feira, 28 de outubro, com leve alta. Às 9h21, a moeda americana era cotada em R$ 5,3817 na venda à vista. No mercado de futuros local na B3, o contrato mais líquido para novembro operava em R$ 5,3885, com uma oscilação de +0,09%.

Na sessão anterior (segundafeira), o dólar fechou em queda de 0,42% (R$ 5,3706), impulsionado por recuo da moeda norte-americana no exterior e pelo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, no qual se reacendeu a expectativa de maior cooperação comercial entre Brasil e EUA, fortalecendo o real.

No acumulado do ano, a moeda americana registra queda de cerca de 13% ante o real, reflexo de fluxos cambiais e diferencial de juros favorável ao Brasil.

Expectativas sobre política monetária nos EUA

O foco dos agentes está na reunião do comitê de política monetária da Federal Reserve (Fed), agendada para quarta-feira (29). As expectativas são de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros dos EUA, que atualmente se encontra entre 4,00% e 4,25%. As probabilidades do corte são estimadas em cerca de 97,8%, conforme a ferramenta CME Group FedWatch.

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Mais relevante que o corte imediato é o tom (forward guidance) que será transmitido pelo Fed a respeito das próximas reuniões (dezembro, janeiro e março). Indicadores recentes de inflação (CPI anual em 3,0% até setembro) reforçam a expectativa de flexibilização monetária futura.

Influência de negociações internacionais e clima de risco

Além dos fatores domésticos, o mercado acompanha de perto o encontro previsto entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, marcado para quinta-feira (30) na Coreia do Sul, no contexto de tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Também recente foi o acordo firmado entre EUA e Japão sobre terras raras — elemento que contribui para a percepção de maior estabilidade nas cadeias globais, impactando o apetite por risco.

Em linha com esse cenário, mercados globais tiveram avanço recente, mas mostraram sinais de enfraquecimento após recentes recordes, à medida que investidores aguardam definições nos bancos centrais e nas negociações internacionais.

Impacto no mercado acionário e no câmbio local

No pregão anterior, o principal índice da B3, o Ibovespa, avançou aproximadamente 0,55%, renovando recorde histórico de fechamento. Hoje, o índice opera em leve queda (por volta de –0,21%) nos primeiros negócios, com os investidores reagindo às incertezas externas e às expectativas para política monetária.

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Em termos de acumulado, o índice registra ganhos de cerca de +22,19% no ano e +0,50% no mês.

Cenários para o câmbio brasileiro

Com a expectativa de cortes de juros nos EUA e a manutenção da taxa básica de juros no Brasil (taxa Selic elevada), o diferencial de juros favorece a entrada de capitais denominados em dólar no país — uma condição que tende a sustentar o real frente à moeda americana.

Caso o Fed reforce expectativas de cortes contínuos, pode haver pressão baixista adicional sobre o dólar, enquanto o real se beneficia da atratividade relativa dos ativos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil apresenta sua nova meta climática alinhada à Missão 1,5ºC

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A nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chefe da delegação brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.

A segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% em 2035, na comparação aos níveis de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.

A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.

A nova meta representa etapa-chave para promoção de um novo modelo de desenvolvimento, por meio da implementação de iniciativas como Plano Clima, Plano de Transformação Ecológica, Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.

A NDC é o resultado de um extenso processo de análise dos cenários de emissões do país. Ela reconhece a urgência do combate à crise climática, assume a necessidade de construir resiliência e traça um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e os ecossistemas brasileiros.

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Também amplia a meta de corte de emissões apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, como determina o Acordo de Paris, de 2015. Em comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há  incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.

A nova NDC apresenta uma meta em banda, que considera as variáveis na projeção de cenários futuros, reconhecendo que a implementação do compromisso será influenciada por fatores nacionais e globais até 2035. A NDC também reafirma o compromisso do país em aumentar sua capacidade de adaptação, fortalecer a resiliência e reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas.

O caminho para a implementação da NDC é traçado pelo Plano Clima, que guiará as ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O plano terá eixos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e à adaptação aos impactos da mudança do clima, com planos setoriais para cada um deles — serão sete para mitigação e 16 para adaptação.

Para viabilizar essa nova visão de desenvolvimento, serão empregados instrumentos econômicos como o Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Eco Invest Brasil, Taxonomia Sustentável Brasileira e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

O governo federal trabalha em diversas frentes para cumprir suas metas de redução de emissões. A mais importante delas é o combate ao desmatamento.

Na última quarta-feira (6/11), foi anunciada a taxa oficial de desmatamento na Amazônia, que foi de 6.288 km² no período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. Esse resultado representa uma redução de 30,63% em relação ao período anterior, sendo a maior queda percentual em 15 anos.

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No Cerrado, a taxa oficial de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi de 8.174 km², a menor registrada desde 2019. Esse dado representa uma queda de 25,7% em relação ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023) e marca a primeira redução nas taxas de desmatamento do bioma em cinco anos.

Somadas as reduções de desmatamento — a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil — nos dois primeiros anos do atual governo, evitou-se a emissão de 400,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nesses dois biomas.

Muitas outras ações estão em andamento, tais como Plano ABC+, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, Planaveg, Programa Florestas Produtivas, Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas, entre outros.

Errata: A nota que anuncia a nova Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil foi atualizada com a correção do volume de redução das emissões. O valor correto é de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, e não de 1.050 a 850 gigatoneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
 

Assessoria de Comunicação do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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