Tribunal de Justiça de MT

Empatia, acessibilidade e compromisso institucional são um dever coletivo

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A acessibilidade nos serviços públicos é um direito assegurado por lei e um compromisso ético do Estado com a cidadania. Mais do que cumprir normas, garantir acessibilidade significa assegurar que todas as pessoas — com ou sem deficiência — possam acessar informações, espaços, serviços e direitos em igualdade de condições.

E a exclusão, ainda que não intencional, compromete princípios fundamentais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade e o acesso à justiça.

Acessibilidade: muito além da estrutura física

Com frequência, a acessibilidade é associada apenas a rampas e elevadores. Embora importantes, esses elementos representam apenas uma parte do conceito. A acessibilidade envolve um conjunto integrado de dimensões:

* Acessibilidade arquitetônica: espaços físicos planejados para garantir mobilidade, segurança e autonomia a todas as pessoas.

* Acessibilidade comunicacional: informações claras, linguagem simples, Libras, legendas, audiodescrição e formatos acessíveis.

* Acessibilidade digital e tecnológica: sistemas, sites e aplicativos compatíveis com tecnologias assistivas.

* Acessibilidade atitudinal: posturas profissionais baseadas no respeito, na escuta e na ausência de preconceitos.

A falta de qualquer uma dessas dimensões pode impedir o acesso pleno ao serviço público, mesmo quando as demais estão presentes.

Empatia como base da acessibilidade

Figuras humanas em miniatura formam um círculo ao redor de uma pessoa em cadeira de rodas, sobre fundo azul. O arranjo simboliza inclusão, acessibilidade e apoio coletivo.A empatia é o ponto de partida para a inclusão. Colocar-se no lugar do outro ajuda a compreender como barreiras aparentemente simples — uma informação confusa, um formulário inacessível, uma atitude impaciente — podem se tornar obstáculos significativos.

No cotidiano institucional, a empatia transforma a forma de atender, comunicar e decidir. Ela estimula perguntas essenciais, como:

– Essa informação está clara para todos?

– Este espaço pode ser utilizado com autonomia?

– Estou ouvindo a pessoa ou falando por ela?

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Agir com empatia não significa tratar todos da mesma forma, mas reconhecer diferenças e garantir equidade.

A importância da acessibilidade nos serviços públicos

Serviços públicos acessíveis fortalecem a cidadania, pois garantem que direitos sejam exercidos de forma plena e em igualdade de condições. Ao demonstrar respeito às diferenças e compromisso com a inclusão, essas iniciativas promovem confiança institucional e aproximam o poder público da população que atende.

Além disso, a acessibilidade contribui para a redução de desigualdades históricas, ao eliminar barreiras que, por muito tempo, limitaram o acesso de determinados grupos a serviços essenciais. Seus benefícios alcançam toda a sociedade, incluindo idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida, baixo letramento ou limitações temporárias, tornando os serviços mais eficientes, humanos e universais.

No âmbito do Judiciário, a acessibilidade assume caráter ainda mais estratégico, pois está diretamente relacionada ao acesso à justiça, à compreensão adequada dos atos processuais e à participação efetiva de cidadãos e cidadãs na defesa de seus direitos.

Compromisso institucional e corresponsabilidade

A construção de um Judiciário acessível não depende apenas de normas ou setores específicos. Ela é resultado de decisões institucionais, planejamento contínuo e atitudes individuais.

Cada servidor e servidora é corresponsável por identificar barreiras, propor melhorias e adotar práticas inclusivas no dia a dia. Pequenas ações — como adaptar a comunicação, orientar com paciência ou encaminhar corretamente uma demanda — têm impacto significativo na experiência do usuário.

Promover acessibilidade é investir em qualidade, eficiência e humanidade no serviço público.

🟦 Inclusão em Ação

# Trate a acessibilidade como parte essencial da qualidade do serviço público.

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# Seja agente de inclusão no seu setor, identificando e eliminando barreiras.

# Pratique a empatia no atendimento e na tomada de decisões.

# Lembre-se: respeito, escuta e empatia também são formas de acessibilidade.

🟦 Comissão de Acessibilidade e Inclusão

Desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho falando na tribuna do evento TJMT Inclusivo, ela é uma senhora branca, loira, usando blazer azul claro e óculos de grau.A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso atua de forma permanente para eliminar barreiras e assegurar o acesso pleno aos serviços judiciais por todas as pessoas.

Presidida pela vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o trabalho da Comissão reforça a prioridade institucional dada ao tema e o compromisso da alta administração com a promoção da inclusão no Judiciário mato-grossense.

Em 2025, o trabalho da Comissão foi intensificado tanto na sensibilização quanto na implementação de melhorias estruturais. Ao longo do ano, foram realizados eventos sobre inclusão de pessoas autistas em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Sinop e Sorriso, ampliando o diálogo, a conscientização e a formação sobre inclusão no âmbito do Judiciário.

Além das ações educativas, a Comissão promoveu ainda vistorias técnicas e a implantação de melhorias para garantir acesso viável aos jurisdicionados em Fóruns e Cartórios Extrajudiciais das comarcas de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop e Sorriso. Entre as adequações realizadas, destacam-se a implantação e melhoria de rampas de acesso, a adequação de banheiros, o acesso às varas judiciais e aos tribunais do júri, reforçando o compromisso institucional com a autonomia, a dignidade e o direito de acesso à Justiça.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Interligue Já alcança 93,7% de conciliação e segue até sexta-feira

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Banner verde com o texto centralizado O Mutirão Interligue Já, voltado à regularização sanitária e ambiental de imóveis ainda não conectados à rede pública de esgoto, que segue até sexta-feira (12), já apresentou resultados expressivos. Nos primeiros dias (08 e 09), o índice de conciliação alcançou 93,7% nas audiências realizadas, demonstrando a efetividade do diálogo na solução de demandas relacionadas ao saneamento básico e à proteção ambiental.

Nesta 6ª edição, dos 546 procedimentos pré-processuais incluídos no mutirão, foram designadas 214 audiências nos dois primeiros dias. Destas, 119 resultaram em acordo, 87 registraram ausência das partes e oito terminaram sem acordo. Considerando apenas as 127 audiências efetivamente realizadas, a taxa de conciliação atingiu 93,7%.

O coordenador do Grupo de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, expressou satisfação com o resultado parcial, “que reforça a importância do diálogo e do trabalho integrado entre o Poder Judiciário, instituições parceiras e a sociedade na busca por soluções sustentáveis e duradouras”.

O gestor judiciário do Cejusc Ambiental, Samir Padilha de Oliveira, afirmou a taxa de 93,7% de acordos nas audiências efetivamente realizadas evidencia a disposição das partes em construir soluções consensuais para questões que impactam diretamente a saúde pública, o saneamento básico e a qualidade de vida da população.

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Semana da Pauta Verde

Este ano, a ação também integra a programação da Semana da Pauta Verde, que prossegue até o dia 12, em uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Ambiental do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para impulsionar o julgamento de processos ambientais e fomentar a resolução consensual de conflitos relacionados ao meio ambiente.

A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), em parceria com instituições públicas e a concessionária Águas Cuiabá.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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