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Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

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A autorização para que a empresa mexicana TM Aerolíneas opere transporte aéreo internacional regular de cargas, com origem ou destino no Brasil, deve ampliar a conectividade logística do país e fortalecer sua integração às cadeias globais de comércio. A permissão foi concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por meio da Portaria 18.932/2026, publicada no último 13 de março.

A decisão foi tomada após a companhia cumprir os requisitos regulatórios exigidos pela agência. Com a autorização, a empresa passa a poder operar rotas internacionais de transporte de cargas envolvendo o território brasileiro, ampliando as opções logísticas para o envio e recebimento de mercadorias.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da presença de empresas estrangeiras no país contribui para a logística brasileira e para dar vazão à produção do país. “Cada nova empresa que passa a operar transporte de cargas no Brasil amplia nossas rotas logísticas, aumenta a competitividade do setor e cria melhores condições para o escoamento da produção nacional. Isso é fundamental para fortalecer o comércio exterior e integrar ainda mais o Brasil às cadeias globais de suprimento”, disse.

“Cada nova empresa que passa a operar transporte de cargas no Brasil amplia nossas rotas logísticas, aumenta a competitividade do setor e cria melhores condições para o escoamento da produção nacional”
Silvio Costa Filho

Crescimento da carga aérea no Brasil
O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico no comércio exterior brasileiro, especialmente para mercadorias de alto valor agregado ou que exigem rapidez na entrega. Em 2025, os aeroportos do país movimentaram 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando voos domésticos e internacionais, segundo dados do Relatório de Oferta e Demanda, da Anac.

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Desse total, 881,7 milhões de quilos foram transportados em voos entre o Brasil e outros países, o equivalente a 65,4% de toda a carga aérea movimentada no período. Já as operações domésticas responderam por 465,4 milhões de quilos, cerca de 34,6% do total.

Entre os principais parceiros comerciais do Brasil no transporte aéreo de cargas estão Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram parte significativa das operações logísticas internacionais realizadas pelos aeroportos brasileiros.

Tendência global de expansão
A ampliação das rotas de carga aérea ocorre em um momento de crescimento do setor em escala global. De acordo com relatório da International Air Transport Association (IATA), de dezembro de 2025, a demanda mundial por transporte aéreo de cargas cresceu 4,3% em 2025, com destaque para as operações internacionais, que avançaram 5,5% no período.

O levantamento aponta que a expansão do setor tem sido impulsionada por fatores como o crescimento do comércio eletrônico, a reorganização das cadeias globais de suprimento e a necessidade de transporte rápido para mercadorias de alto valor e sensíveis ao tempo.

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Nesse contexto, a entrada de novos operadores internacionais no mercado brasileiro tende a ampliar as rotas disponíveis e a fortalecer a infraestrutura logística do país, contribuindo para a competitividade do comércio exterior.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Aeroporto de Garanhuns receberá R$ 22,1 milhões em investimentos por meio do AmpliAr

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, visitou, neste domingo (19), o Aeroporto de Garanhuns, em Pernambuco, uma das três unidades aeroportuárias do estado concedida por meio do programa AmpliAr, que visa fortalecer a conectividade aérea e modernizar a infraestrutura de terminais. Garanhuns, concedido à concessionária GRU Airport, receberá investimentos de R$ 22,1 milhões.

Os recursos serão aplicados em obras para melhorias essenciais em pistas, pátios e terminais de passageiros. Essas intervenções visam elevar os padrões de segurança, aprimorar a eficiência operacional e garantir a qualidade dos serviços, posicionando o aeroporto como uma ferramenta para o desenvolvimento regional.

Durante a visita, o ministro Tomé Franca enfatizou a importância da parceria com a iniciativa privada para o avanço do setor e reforçou que o Aeroporto de Garanhuns foi incluído logo na primeira rodada do Programa AmpliAR por ser um dos mais estratégicos do país. “Garanhuns é fundamental para o turismo, é um polo de negócios e um polo educacional da região. O aeroporto vai potencializar essas características, além de ser mola promotora de desenvolvimento econômico e social para a cidade”.

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Tomé Franca destacou também o papel relevante dos aeroportos regionais no agronegócio, no turismo e na saúde, que ainda é pouco explorado. O ministro concluiu que o Programa AmpliAR, que já teve a primeira rodada de concessões realizada, representa um avanço na política pública para o setor e garantirá investimentos e gestão profissional nos terminais.

Para o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, o investimento é uma grande oportunidade para a cidade melhorar não apenas a infraestrutura, mas o desenvolvimento e os negócios na região. “Agora, vamos conseguir dar a oportunidade para grandes empreendimentos e trazer mais eventos. Vamos poder realmente avançar mais no crescimento e progresso dessa cidade e do agreste.”

AmpliAR
A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos visa modernizar e ampliar a infraestrutura de aeroportos regionais. A primeira rodada do programa, que incluiu o aeroporto de Garanhuns, resultou na incorporação de 12 terminais do Nordeste e da Amazônia Legal ao contrato da GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. A medida garante não apenas investimentos substanciais para os aeródromos, mas também uma gestão profissional e eficiente.

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A entrada da GRU Airport na gestão desses aeroportos vai ampliar rotas, facilitar o acesso a destinos turísticos e melhorar o escoamento da produção regional. O modelo diferenciado do Programa AmpliAR, ao incorporar aeroportos de menor porte a contratos já existentes, assegura escala, eficiência operacional e novos aportes privados, consolidando o Brasil como um hub logístico de referência.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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