Política Nacional

Empréstimo de US$ 1 bilhão com o Bird para sustentabilidade vai ao Plenário

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Um financiamento de até US$ 1 bilhão — cerca de R$ 5,15 bilhões — deverá dar apoio orçamentário a medidas nas áreas fiscal, ambiental e social do governo federal. A operação de crédito externo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) foi autorizada nesta terça-feira (1º) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e segue em regime de urgência para análise do Plenário do Senado.

A autorização consta da Mensagem do Senado Federal (MSF) 6/2026, encaminhada pela Presidência da República e relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Os recursos serão destinados ao Programa Reformas para o Crescimento Produtivo, Sustentável e Inclusivo do Brasil e não haverá contrapartida financeira por parte da União.

Reformas

O financiamento dará suporte a medidas divididas em três áreas: melhoria do sistema tributário e da sustentabilidade fiscal; ações climáticas relacionadas ao financiamento sustentável e à preservação ambiental; e fortalecimento da inclusão social. O programa é compatível com o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

A operação será realizada na modalidade Financiamento de Políticas de Desenvolvimento (DPF, na sigla em inglês). Os recursos são destinados ao apoio orçamentário em reconhecimento à implementação da matriz de políticas do programa. Segundo o Ministério da Fazenda, o apoio técnico e financeiro do Bird poderá contribuir para o programa, que envolve temas como crescimento sustentável, inclusão social e produtividade econômica.

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Condições

O empréstimo terá prazo de desembolso até 31 de dezembro de 2026, carência de cinco anos e amortização de até 19 anos, com pagamentos semestrais. A taxa de juros será a SOFR, padrão para operações em dólar, acrescida de margem variável divulgada pelo banco. Também estão previstas comissão de compromisso de 0,25% ao ano sobre o saldo não desembolsado e comissão de abertura de 0,25% sobre o valor total.

Conforme consta no parecer, o custo efetivo estimado da operação é de 5,23% ao ano, calculado em dólares, com duração financeira de 8,74 anos. Para duração equivalente e na mesma data de referência, o custo de captação do Tesouro Nacional no mercado internacional foi estimado em 6,62% ao ano.

A autorização para a contratação terá validade máxima de 540 dias a partir da publicação. Se houver, antes da assinatura do contrato, mudança nas condições financeiras que resulte em custos superiores aos autorizados, será necessária uma nova autorização do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

CE aprova consulta a dados fiscais de estudantes com dívidas no Fies

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Estudantes com dívidas em atraso no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão ter seus dados fiscais e patrimoniais consultados pelo banco público que opera o programa. A medida, aprovada na Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta terça-feira (1º), poderá ser usada para avaliar a capacidade de pagamento de cada estudante e definir formas de cobrança e renegociação mais adequadas.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 94/2024 altera o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias (Lei Complementar 199, de 2023). Pela proposta, o agente operador do Fies poderá solicitar, desde que apresente justificativa clara, informações sobre estudantes financiados pelo fundo. A possibilidade se aplica à instituição financeira pública federal contratada como agente operador do Fies, conforme a Lei do Financiamento Estudantil (Lei 10.260, de 2001).

O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), recebeu parecer favorável do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Para o autor, a proposta busca “promover uma solução prática e eficaz para os desafios enfrentados na cobrança de débitos do Fies”.

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Dados fiscais 

A legislação atual já permite que autoridades administrativas ou órgãos públicos solicitem confirmação de informações prestadas por beneficiários. O projeto inclui o agente operador do Fies entre os possíveis solicitantes, especificamente em relação aos estudantes financiados pelo programa.

Segundo Confúcio Moura, o acesso às informações das autoridades fiscais permitirá aos operadores do Fies avaliar melhor se os devedores têm capacidade efetiva de pagar seus débitos. A intenção é fornecer mais elementos para decidir como conduzir cobranças e renegociações, preferencialmente de forma extrajudicial, nos casos de estudantes que, embora tenham condições de pagar o empréstimo, não o fazem. 

Na avaliação do relator, a medida poderá aumentar os recursos disponíveis para novos estudantes. Isso porque os pagamentos dos financiamentos constituem a maior receita do Fies. Eles são necessários tanto para manter os desembolsos já contratados quanto para conceder novos empréstimos.

— A providência contribuirá para a sustentabilidade do Fies e a ampliação do montante de recursos disponíveis para a concessão de novos financiamentos — avaliou o relator.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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