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Enccla aprova ações para 2026 e reforça coordenação nacional contra as organizações criminosas

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Brasília, 28/11/2025 – A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) encerrou, nessa quinta-feira (27), a XXIII Reunião Plenária com a aprovação das ações que orientarão, em 2026, as articulações interinstitucionais voltadas ao enfrentamento do crime organizado. Também foi acordada, de forma simbólica, a proposta que inaugura os primeiros passos para a criação da Estratégia do Mercosul baseada no bem-sucedido modelo da Enccla.

Realizada no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), de 24 a 27 de novembro, a plenária reuniu mais de 90 instituições membros da Enccla, representando os Três Poderes da República, nas esferas federal, estadual e municipal, além do Ministério Público e da sociedade civil. Durante os quatro dias de evento, os participantes avaliaram os resultados das ações de 2025, definiram prioridades e alinharam diretrizes para fortalecer a atuação conjunta e garantir a execução das ações previstas para o próximo ano.

O secretário Nacional de Justiça (Senajus), Jean Keiji Uema, destacou a maturidade do processo colaborativo que sustenta a Enccla e falou a respeito do papel estratégico da articulação entre instituições.
“A Enccla mostra, ano após ano, que a cooperação entre órgãos é o caminho mais eficaz para enfrentar crimes complexos e protegidos por estruturas sofisticadas. Reunir mais de 90 instituições em torno de um plano comum fortalece a capacidade do Estado brasileiro de prevenir ilícitos, recuperar ativos e aprimorar políticas públicas. Os resultados alcançados e as ações acordadas comprovam que avançamos com inteligência, coordenação e compromisso público”, afirmou Uema.

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Ações aprovadas para 2026

As ações aprovadas para o próximo ano foram estruturadas em três eixos prioritários: crime organizado e cadeias produtivas; crimes ambientais e fluxos financeiros ilícitos; e integridade, transparência e controle no enfrentamento da corrupção e da lavagem de dinheiro.

O conjunto de iniciativas visa fortalecer mecanismos de prevenção e repressão à lavagem de dinheiro e à corrupção em setores econômicos sensíveis, aprimorar a capacidade de rastrear fluxos financeiros, aumentar a transparência nas estruturas societárias e consolidar informações estratégicas para orientar políticas públicas.

Também incluem medidas voltadas à identificação de riscos regulatórios, ao aprimoramento de investigações envolvendo meios de pagamento modernos, ao fortalecimento da cooperação público-privada em operações de comércio exterior e à prevenção de atividades ilícitas em áreas como mineração, registro de imóveis e mercado de bens culturais.

Essas ações formam um plano integrado que combina modernização normativa, cooperação entre instituições e uso inteligente de dados para tornar a resposta do Estado brasileiro às organizações criminosas mais eficiente.

As ações podem ser consultadas aqui.

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Resultados das iniciativas de 2025

A plenária homologou ainda os resultados das ações desenvolvidas ao longo de 2025. Os grupos temáticos trabalharam em agendas como fraudes bancárias eletrônicas, infiltração criminosa em cadeias produtivas, transparência societária, mineração, interoperabilidade de dados, tecnologias emergentes e recuperação de ativos.

Durante o evento, o secretário da Senajus, Jean Keiji Uema, destacou o diagnóstico elaborado pela Ação 08/2025, cujo objetivo foi identificar os desafios atuais da investigação patrimonial e da recuperação de ativos no Brasil.

O trabalho apontou lacunas, metodologias e tecnologias necessárias para ampliar a capacidade de descapitalização de organizações criminosas, etapa considerada central no enfrentamento às organizações criminosas.

Vale ressaltar que todas as ações realizadas em 2025 geraram diagnósticos, estudos técnicos, propostas normativas, modelos de indicadores, campanhas e estruturas que garantirão a continuidade dos trabalhos desenvolvidos.

Conheça os resultados das ações de 2025 clicando aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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