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Entrevista aborda as implicações legais para quem comete essas práticas

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As implicações legais para quem comete o bullying e o Cyberbullying, conduta caracterizada pela intimidação reiterada que causa sofrimento físico ou psicológico a alguém, foram abordadas nesta quarta-feira (02) pelo promotor de Justiça Renee do Ó Souza, na abertura da série de entrevistas alusivas à temática, na Rádio CBN Cuiabá. A iniciativa faz parte da campanha “Quando todo mundo ri, alguém chora. Bullying é crime!”, realizada neste mês pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros.

O promotor de Justiça explicou que o crime de bullying ocorre quando há uma intimidação reiterada e sistemática, que humilha e causa angústia em outras pessoas. Disse que a legislação vem, desde 2015, sendo modificada para contemplar situações desta natureza, consideradas novas no âmbito social.

“Em 2024, o crime de bullying foi trazido para o Código Penal e alcança qualquer ambiente onde tenha sido praticado. Embora seja mais comum no ambiente escolar, até mesmo pela incapacidade da vítima de se defender, o bullying pode ser cometido no meio profissional, em ambiente recreativo, entre outros espaços”, esclareceu.

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Informou também que a prática desse crime pode ocorrer de diversas formas e tipos de comportamento, como agressões físicas e verbais, mediante gracejos, zombarias, textos, desenhos, entre outros. “A maneira de se praticar o bullying é a mais ampla possível. Isso acaba criando uma abertura para a tipificação de condutas criminalmente relevantes bastante significativa, dando às vítimas uma proteção maior em relação a essas agressões”, afirmou.

Renee do Ó Souza explicou que, ao contrário do que usualmente é estabelecido no Código Penal, o legislador não previu a pena de reclusão para a prática do bullying, apenas o pagamento de multa. Esclareceu, no entanto, que se a prática ocorrer por meio da internet – o cyberbullying – a pena dá um salto.

“Quando a prática é cometida no ambiente virtual, o alcance é muito maior e atinge um número indeterminado de pessoas. Para estas situações, a lei estabelece pena de reclusão que varia de dois a quatro anos. É claro que essa pena não é suficiente para levar uma pessoa que é primária, que não tem antecedentes, para a cadeia, mas é suficiente para inibir a prática”, destacou.

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Ele explicou que, quando o bullying é praticado por criança ou adolescente, a responsabilização ocorre à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nesses casos, também é possível a responsabilização cível dos pais à reparação dos danos em face do adolescente ofensor.

Segundo o promotor de Justiça, a legislação atual está razoavelmente amparada para o enfrentamento a esses problemas. Na sua visão, o que ainda falta são práticas institucionais para fazer valer a aplicação da lei. Citou como exemplo a necessidade de elaboração de protocolos de atuação, implementação de políticas públicas para prevenção ao bullying, sensibilização, planos de enfrentamento, entre outras medidas.

Acesse aqui a íntegra da entrevista

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Depois da Maternidade: MPMT promove evento especial para mães

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O Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público de Mato Grosso (Vida Plena) promove, no dia 21 de maio, o evento “Depois da Maternidade o Sonho Continua”, em comemoração ao Dia das Mães. A programação começa às 14h, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Cuiabá. Voltado ao público interno da instituição, o encontro foi concebido como um espaço de acolhimento, escuta e valorização das múltiplas vivências da maternidade, reunindo reflexões, relatos e experiências que conectam a vida pessoal e profissional das participantes.A programação será estruturada em dois eixos temáticos. O primeiro, “Maternidade Atípica”, propõe uma reflexão sobre maternidade atípica, saúde mental materna, rede de apoio e a importância do acolhimento institucional no ambiente de trabalho, com a participação de mães atípicas que atuam no MPMT.Já o segundo eixo, “Depois da Maternidade, o Sonho Continua”, será dedicado a histórias de recomeços, força, identidade e transformação a partir da maternidade, com a exibição de vídeo institucional e depoimentos inspiradores. A programação inclui também homenagens, espaço para perguntas e interação com participantes da capital e do interior, além de encerramento com confraternização e sorteio de brindes.A coordenadora do Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, ressalta que a iniciativa vai além da celebração do Dia das Mães. “Este evento foi pensado como uma maneira de reconhecer, acolher e dar voz às diferentes formas de viver a maternidade. Nosso objetivo é fortalecer uma cultura institucional mais humana e empática, em que as mães se sintam pertencentes, apoiadas e incentivadas a continuar sonhando e realizando seus projetos de vida”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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