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Equipe do Juvam de Cáceres apreende material de pesca durante patrulhamento

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Durante uma ação de patrulhamento, a equipe do Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Cáceres apreendeu materiais utilizados para pesca ilegal e uma porção de substância análoga à maconha na margem do rio Paraguai, na região conhecida como Carne Seca, bairro Jardim Imperial.

De acordo com o boletim de ocorrência, os agentes avistaram três pessoas em bicicletas entrando em uma área de mata em direção ao rio. A equipe acompanhou o trajeto e encontrou as bicicletas escondidas. Ao perceberem a aproximação dos policiais, os suspeitos tentaram fugir a pé, abandonando mochilas e demais pertences.

Durante a abordagem de um dos indivíduos, não foram encontrados materiais ilícitos com ele, mas nas mochilas abandonadas havia uma porção de maconha e apetrechos de pesca, como uma tarrafa, uma rede de arrasto de aproximadamente 20 metros e linhadas de mão.

O período atual é de defeso da piracema, quando a pesca fica proibida para garantir a reprodução dos peixes. Além disso, a utilização de redes de arrasto é vedada nos rios de Mato Grosso, conforme a Lei nº 12.197/2023, conhecida como “Lei do Transporte Zero”, e a Lei nº 9.096/2009, que regulamenta a política de pesca no estado.

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O suspeito foi conduzido à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as devidas providências. A ocorrência foi registrada pela equipe do Juvam, vinculada ao Polo Judicial II de Cáceres.

O patrulhamento ocorreu no dia 12 de novembro.

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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