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Escola do Governo Federal voltada para a agropecuária completa dez anos

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A educação abrange todos os setores, importante para o crescimento e da sociedade. O setor agropecuário no Brasil cresce expansivamente a cada ano e parte disso vem do desenvolvimento dos produtores rurais, com acesso a novas técnicas, estudos, tecnologias e informações. Objetivando capacitar os servidores públicos e agentes do setor agropecuário, em agosto de 2015 era inaugurada a Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), órgão interno ligado à Subsecretaria de Gestão de Pessoas e de Gestão do Conhecimento dentro da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Ao longo desta década, a Enagro consolidou-se como referência entre as Escolas de Governo. É a única escola governamental (em âmbito federal) temática com assuntos voltados para o agronegócio. A escola também exerce um papel fundamental para a capacitação dos produtores rurais, como por exemplo, para a habilitação de certas funções como operador de drone agrícola e classificador vegetal.

“A Enagro é de suma importância para o crescimento do agro brasileiro. Nestes dez anos, ela tem cumprido um papel essencial na qualificação de servidores e produtores rurais, fortalecendo políticas públicas e preparando o país para os desafios da produção sustentável, inovadora e competitiva. Investir em capacitação é investir no futuro do agro e na segurança alimentar da nossa sociedade”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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Sua missão institucional é promover a formação e o desenvolvimento de servidores públicos e agentes do setor agropecuário, com foco na qualificação da gestão pública, na efetividade das políticas públicas finalísticas e na melhoria contínua do setor.

São mais de 120 cursos ofertados em formato de educação a distância (EaD), abrangendo temas como defesa agropecuária, produção vegetal e animal, bioinsumos, vigilância sanitária, regularização fundiária, agricultura familiar, pesca e aquicultura, inovação, desenvolvimento rural, política agrícola, meteorologia, sustentabilidade, gestão pública, compliance, dentre outros.

Já foram capacitados mais de 104 mil alunos em mais de 1.700 turmas e mantém uma base com mais de 117 mil usuários ativos, com alcance nacional e internacional. O tema líder de cursos é a defesa agropecuária, foram mais de 44 mil alunos formados, logo após vem agricultura familiar com cerca de 30 mil e, cadastro e regularização fundiária com cinco mil.

“Celebrar esta trajetória é reconhecer o papel estratégico da Enagro na construção de um serviço público mais preparado, eficiente e comprometido com o futuro do agro brasileiro”, evidenciou a coordenadora-geral da Enagro, Luciana Gomes.

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Possui ampla atuação, atendendo o cenário nacional e internacional, visando o desenvolvimento e a capacitação de produtores rurais, cidadãos, servidores do Mapa, agentes públicos de outras esferas federativas e de demais públicos estratégicos. Exerce papel estruturante no fortalecimento institucional do Ministério e na promoção de políticas públicas essenciais à segurança alimentar, à sustentabilidade, à inovação e à competitividade da produção agropecuária nacional.

Além das ações formativas, a Escola ainda coordena atividades estruturantes de gestão de pessoas, como programas de estágio e ingresso, apoio ao desenvolvimento funcional e evolução de carreiras, avaliação e gestão de desempenho dos servidores do Mapa, dimensionamento da força de trabalho e organização de concursos públicos e processos seletivos de alta complexidade, como a seleção de Adidos Agrícolas.

Ao longo do tempo, a Enagro reafirmou a importância de políticas públicas ao implementar a Gestão por Competências (GCO), e ao redesenhar o Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP), alinhando-se às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas (PNDP).

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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