Ministério Público MT

Ex-treinador de futebol é condenado por exploração infantil em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, obteve a condenação de Felipe Mendes da Silva Borges à pena de 50 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual de crianças. O réu, que já havia sido condenado a 46 anos de prisão em fevereiro deste ano por crimes similares, deve aguardar o cumprimento da pena em regime fechado.O acusado mantinha uma escola de treinamento de futebol na capital e abusou sexualmente de duas crianças que treinavam no local. As vítimas, que tinham idades entre 11 e 12 anos quando os crimes ocorreram, sofriam ameaças para não denunciarem os abusos.Segundo a denúncia, Felipe Mendes se aproveitava da relação de confiança com os alunos e suas famílias, utilizando-se de sua posição de professor e padrinho para praticar os crimes. Ele ainda oferecia benefícios, como presentes e ajuda financeira, para comprar o silêncio das vítimas. O promotor de Justiça Rinaldo Segundo, titular da 27ª Promotoria Criminal de Cuiabá, destacou a importância da decisão. “A condenação exemplar demonstra o compromisso do Ministério Público e do Poder Judiciário no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A pena reforça que crimes dessa natureza não ficarão impunes e que a Justiça atuará com rigor para proteger os mais vulneráveis”, disse.Além da prisão em regime fechado, o réu foi sentenciado ao pagamento de indenização mínima no valor de R$15.180,00 para cada uma das vítimas, como reparação pelos danos morais causados. A sentença também determinou a suspensão de seus direitos políticos.*Com supervisão da jornalista Mayara Duenhas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MP aponta falhas na venda de ingressos em casa de shows de Cuiabá

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá expediu, na quinta-feira (21), notificação recomendatória após identificar possíveis irregularidades na venda de ingressos para eventos na capital, especialmente quanto ao direito à meia-entrada.Foram constatadas falhas na divulgação de informações obrigatórias ao público. Entre os problemas apontados estão a falta de clareza sobre a quantidade de ingressos destinados à meia-entrada, a ausência de informações sobre o total de bilhetes disponíveis e dúvidas quanto às regras aplicadas a diferentes categorias de beneficiários.O Ministério Público também questiona a comercialização do modelo denominado “meia-solidária”. Segundo a notificação, a modalidade estaria sendo oferecida sem informações claras sobre suas condições e finalidade, gerando dúvidas quanto ao direito legal à meia-entrada, além da limitação do benefício em determinados setores dos eventos, o que pode restringir o acesso de quem tem direito ao desconto.Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa passe a informar, de forma clara e acessível, o total de ingressos disponíveis, a quantidade destinada à meia-entrada e eventuais esgotamentos. Também reforça que o desconto deve ser garantido a todos os públicos previstos em lei, como estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda.Segundo a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da capital, “a transparência na comercialização de ingressos é essencial para garantir o direito à informação e à efetiva aplicação dos benefícios legais. O consumidor precisa ter acesso claro às condições de compra e aos direitos assegurados por lei”.A promotora acrescenta que o Ministério Público permanecerá atento à atuação das casas de shows e organizadores de eventos na capital, especialmente quanto ao cumprimento do dever de informação ao consumidor.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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