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Expocitros 2026 e Semana da Citricultura destacam inovação, sanidade e mercado no setor citrícola brasileiro

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A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura terão início no dia 26 de maio de 2026, às 9h, no Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC), em Cordeirópolis (SP). O evento é considerado um dos mais importantes encontros técnicos da citricultura mundial e deve reunir produtores, cooperativas, indústrias, pesquisadores e lideranças do setor.

A edição de 2026 reforça a presença crescente de jovens produtores e amplia o espaço para debates sobre inovação tecnológica, inteligência artificial, automação, sensoriamento e rastreabilidade aplicados à cadeia citrícola.

Inovação e sustentabilidade ganham protagonismo na citricultura

Além da tecnologia, a sustentabilidade segue como eixo central da programação, com discussões voltadas à redução de emissões de carbono, uso de energia renovável, conservação de recursos naturais e atendimento às exigências dos mercados internacionais.

Segundo a organização, o evento vai além de uma vitrine de soluções tecnológicas e se consolida como uma plataforma de antecipação de tendências e de construção de estratégias para o futuro da citricultura.

“O evento deve aprofundar debates sobre greening, inovação tecnológica, bioinsumos, sustentabilidade e gestão, refletindo o momento atual do setor. A Expocitros se firma como ponto de convergência para decisões que vão influenciar a competitividade da citricultura brasileira na próxima década”, destaca Dirceu Mattos Jr., diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC, da APTA, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Abertura oficial e premiações destacam personalidades do setor

Diferentemente das edições anteriores, a abertura será realizada pela manhã, às 9h, reunindo autoridades, representantes de instituições públicas e privadas e lideranças do agronegócio.

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A cerimônia também contará com homenagens e premiações que reconhecem contribuições relevantes para o desenvolvimento da citricultura brasileira.

Entre os destaques estão:

  • Prêmio Centro de Citricultura
  • Prêmio GCONCI Hall da Fama da Citricultura Brasileira, homenageando Walter dos Santos Soares Filho
  • Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura, com reconhecimento ao pesquisador Hamilton Humberto Ramos
  • Homenagem ao Dia do Citricultor, representada por José de Alencar Matta
Programação técnica aborda sanidade, gestão e mercado

A programação da 47ª Semana da Citricultura será dividida em painéis temáticos que abordam os principais desafios e oportunidades da cadeia produtiva.

  • 26 de maio – Sustentabilidade e inovação
    • Debates sobre boas práticas na citricultura, sustentabilidade e papel da pesquisa no desenvolvimento do setor.
  • 27 de maio – Tecnologia e fitossanidade
    • Discussões sobre implantação de pomares e manejo fitossanitário, com foco em doenças como leprose, pinta preta e podridão peduncular, além de resistência a fungicidas e controle de pragas.
  • 28 de maio – Gestão e eficiência produtiva
    • Temas como mercado de fertilizantes, mudanças climáticas, citricultura irrigada e qualidade do solo. À tarde, o foco será o HLB (greening), com estratégias de controle e expansão tecnológica.
  • 29 de maio – Cenários econômicos e comércio internacional
    • Análises sobre mercado de suco de laranja, saúde humana, preços, comércio global e impactos de acordos internacionais como o Mercosul–União Europeia.
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Citricultura brasileira vive fase estratégica e de transformação

O evento ocorre em um cenário de grandes desafios para o setor, marcado por instabilidade climática, avanço de doenças como o greening e aumento dos custos de produção.

A safra brasileira de laranja 2025/2026 foi encerrada em 293 milhões de caixas. No mercado global, o Brasil mantém posição de liderança, sendo responsável por aproximadamente 70% a 75% do suco de laranja comercializado no mundo.

Esse contexto reforça a necessidade de maior adoção de tecnologias, uso de dados, rastreabilidade e práticas sustentáveis, impulsionando uma transformação estrutural na citricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo brasileiro cresce no primeiro trimestre de 2026 e setor de restaurantes lidera expansão do consumo

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O varejo brasileiro iniciou 2026 em trajetória de crescimento, refletindo a resiliência do consumo das famílias e a recuperação de segmentos ligados a serviços e alimentação. Dados do Mastercard SpendingPulse apontam que as vendas do comércio cresceram 1,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

O indicador considera as vendas realizadas tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico, abrangendo diferentes formas de pagamento e oferecendo um retrato abrangente da atividade varejista no país.

O resultado demonstra que, apesar dos desafios econômicos, o consumidor brasileiro manteve o ritmo de compras, impulsionando diversos setores da economia.

Restaurantes, farmácias e hospedagem puxam crescimento

Entre os dez segmentos analisados, sete registraram desempenho superior à média nacional, evidenciando uma recuperação mais consistente em áreas ligadas ao consumo cotidiano e ao setor de serviços.

O principal destaque foi o segmento de restaurantes, que avançou 10,1% no primeiro trimestre. O resultado reforça a retomada do consumo fora do lar e o fortalecimento das atividades ligadas à alimentação e ao lazer.

Na sequência aparecem as farmácias, com crescimento de 9,6%, refletindo a demanda constante por produtos de saúde e bem-estar. O setor de hospedagem também apresentou desempenho expressivo, com alta de 6,5%, impulsionado pelo aumento das viagens corporativas e do turismo interno.

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Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram maior dificuldade para expandir as vendas. Os supermercados registraram retração de 1,5%, enquanto o setor de móveis e decoração apresentou queda de 4,4%, indicando comportamento mais cauteloso dos consumidores em compras de maior valor agregado.

Centro-Oeste lidera avanço do consumo no país

A análise regional mostra que o crescimento do varejo ocorreu de forma desigual entre os estados brasileiros. Das 27 unidades da federação, 11 registraram desempenho acima da média nacional.

O Centro-Oeste liderou o ranking regional, com expansão de 2,5% nas vendas, consolidando-se como a região de maior crescimento no período. O desempenho reflete o fortalecimento econômico impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelos setores relacionados à cadeia produtiva agroindustrial.

Todas as regiões brasileiras apresentaram resultado positivo, embora em diferentes intensidades. O Sudeste teve o menor avanço, com crescimento de apenas 0,1% no trimestre.

Pernambuco e Paraná se destacam entre os estados

No ranking estadual, Pernambuco apresentou o melhor resultado do país, com crescimento de 5,4% nas vendas do varejo. O Paraná ocupou a segunda posição, registrando avanço de 4,1%.

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O Distrito Federal aparece logo em seguida, com expansão de 4%, reforçando a tendência de fortalecimento do consumo em regiões com maior dinamismo econômico.

Perspectivas para o comércio em 2026

A evolução do varejo nos primeiros meses do ano indica um cenário de recuperação gradual do consumo, sustentado principalmente pelos segmentos de serviços, alimentação e saúde.

Para os próximos meses, o desempenho do setor continuará sendo influenciado por fatores como renda das famílias, condições de crédito, inflação e mercado de trabalho. A expectativa é que atividades ligadas ao turismo, alimentação e serviços mantenham trajetória positiva, enquanto setores dependentes de compras de maior valor sigam enfrentando desafios.

O resultado do primeiro trimestre sinaliza que, mesmo diante de um ambiente econômico ainda seletivo, o varejo brasileiro continua encontrando espaço para crescer e movimentar a economia nacional ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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